Home Hardware Caixas Thermaltake Spacecraft VF-I

Introdução

A Thermaltake não é uma marca nova no mercado. Já cá anda há muitos anos e tem produtos de referência em todos os segmentos do mercado. Já testámos alguns produtos desta marca e desta vez fizeram-nos chegar a caixa midtower Spacecraft VF-I, uma caixa que se encontra no segundo patamar dos seus segmentos, entre a Commander MS-I RX-I e a Overseer RX-I.

Não estando recheada de características sonantes ou de um design extremamente inovador ou apelativo, será que esta caixa simples fará as delícias do utilizador comum? Vamos lá ver isso.

Embalagem, Conteúdo e Especificações

A Thermaltake usa uma embalagem de cartão com um design simples, com tons escuros. Na parte de trás estão inúmeras informações sobre as características do produto. Nas laterais temos mais algumas informações em várias linguas e a indicação do modelo que se encontra no interior. Na frente está uma foto da caixa e um desenho relacionado com o modelo em questão. Infelizmente tem também um autocolante gigante a dizer USB2.0 e o autocolante da transportadora que praticamente cobrem esse desenho na sua totalidade.

A caixa está protegida com duas peças de esferovite para evitar acidentes e um saco de plástico para proteger de riscos.

Dentro da caixa, preso à estrutura, está um saco de plástico com vários parafusos, dois espaçadores para motherboard, um speaker e quatro atilhos para arrumar os cabos. Infelizmente não tinha manual.

Estas são as características técnicas:

  • Product Number: VN60001W2N / VN600A1W2N
  • Case Type: Mid Tower
  • Dimension (H x W x D): 462 x 216 x 485 mm
  • Net Weight: 6.1Kg
  • Side Panel: Window
  • Color: Black interior and exterior
  • Material: SECC
  • Cooling System: Up to 7 fans (one included)
  • Included Fan: 120 x 120 x 25 mm Blue LED fan (1000rpm,16dBA)
  • Drive Bays: Accessible: 4 x 5.25’’, 1 x 3.5’’ – Hidden: 5 x 3.5’’, 1 x 2.5’’
  • Expansion Slots: 7
  • Motherboards: 9.6” x 9.6” (Micro ATX), 12” x 9.6” (ATX)
  • I/O Ports: USB 2.0 x 2, HD Audio x 1 / USB 3.0 x 1, USB 2.0 x 1, HD Audio x 1
  • PSU: Standard PS2 PSU
  • LCS Upgradable: Supports 1/2”, 3/8” and 1/4” water tube
  • CPU cooler height limitation: 168mm
  • VGA length limitation: 320mm

Exterior

A caixa tem um aspecto simples e sóbrio. Apesar da frente ser toda em plástico, tem alguns detalhes muito interessantes. A grelha metálica transmite um look mais agressivo.

As ligações frontais incluem as duas portas de audio (microfone e auscultadores) e duas portas USB 2.0 (no modelo testado VN60001W2N) ou uma porta USB 2.0 e uma USB 3.0 (no modelo VN600A1W2N). As ranhuras inferiores são entradas de ar no caso de se colocar uma ventoinha frontal. Este espaço está decorado com um plástico escovado, a fazer lembrar alumínio preto. Mas é plástico…

Do lado direito encontram-se os botões Power e Reset e os leds habituais. Tanto os botões como os leds são bastante discretos e bem colocados, sem perturbar o desenho global da caixa.

A lateral direita não tem qualquer abertura no entanto nota-se uma forma saliente na placa. Esta saliência, apesar de não ser muito proeminente, ajuda na arrumação dos cabos por trás do tabuleiro da motherboard.

Na lateral esquerda, o maior destaque é a abertura com acrílico, que permite ver o interior da caixa. Por baixo desta, existe um espaço para colocar uma ventoinha de 120mm. Esta ventoinha fica localizada perto da(s) placa(s) gráfica(s), beneficiando assim o arrefecimento da(s) mesma(s). De notar ainda que, também deste lado, existe o mesmo tipo de saliência na placa.

Olhando para a parte de trás da caixa, percebemos que toda a estrutura da caixa está pintada de preto, o que é uma característica muito interessante tendo em conta o segmento em que se insere. A fonte de alimentação é montada no fundo, tem sete slots de expansão, uma ventoinha de 120mm (incluída) e dois buracos para passarem tubos para water cooling.

No topo existem duas aberturas onde se podem colocar duas ventoinhas de 120mm ou uma de 120mm e uma de 140mm. Segundo a Thermaltake, há espaço suficiente para colocar aqui um radiador de 240 com as respectivas ventoinhas. Infelizmente não existe nenhum filtro de pó.

Por fim, no fundo da caixa encontramos três aberturas. A abertura da esquerda permite colocar a fonte de alimentação virada com a ventoinha para baixo (até tem um filtro). As restantes aberturas permitem a colocação de duas ventoinhas, uma de 120mm (a meio) e uma de 80mm (à direita). Os pés, de plástico, elevam a caixa do chão, facilitando a deslocação do ar por baixo da mesma. Uma vez que os pés são de plástico e não de borracha, não absorvem tanta vibração como seria desejável.

Interior

Para aceder ao interior da caixa basta retirar os dois parafusos que se encontram na traseira. O interior também é muito sóbrio e fácil de arrumar. O tabuleiro da motherboard tem aberturas que permitem não só a passagem dos cabos para facilitar a arrumação como também o acesso à parte de trás da motherboard, tornando a substituição do cooler do processador uma tarefa simples, sem ser necessário a remoção da motherboard.

A única ventoinha incluída na caixa tem uma velocidade de 1000rpm e debita 16dB. Estes valores indicam uma ventoinha muito silenciosa mas também um fluxo de ar possivelmente bastante baixo. De referir ainda que tem dois leds azuis, o que, aliado à “janela” de acrílico, poderá não agradar a todos. Por outro lado, o pormenor do cabo da ventoinha ser revestido é muito bem-vindo. A Thermaltake indicaque há espaço suficiente para colocar um radiador de 240 no topo da caixa mas com certeza que não é qualquer um.

Normalmente os buracos para passar os tubos do sistema watercooling estão fechados por umas borrachas mas neste caso a Thermaltake optou por usar plástico. Má escolha. A primeira vez que for usado, o plástico vai partir. Se não partir, vai deixar umas marcas muito feias nos tubos. As slots de expansão requerem a utilização de uma chave Philips para a colocação das placas, o que é uma pena, tendo em conta o resto da filosofia tool-free presente noutros pontos da caixa.

A fonte de alimentação monta-se no fundo da caixa e tem a opção de ser montada para cima ou para baixo, uma vez que existe uma abertura em baixo para circulação de ar. A Thermaltake optou por colocar um filtro que, apesar de não ser muito elaborado, até é facilmente acedido pelo exterior da caixa, para facilitar a limpeza. Ao lado, o espaço para montar uma ventoinha de 120mm opcional.

O sistema tool-free para a montagem das drives 5.25″ é muito simples e fácil de usar. A caixa permite a montagem de até quatro drives.

A Spacecraft VF-I tem seis baías de 3.5″, uma das quais pode ser acessível pela frente da caixa. Tem também uma baía de 2.5″ um pouco escondida no topo das gavetas. Iremos perceber mais à frente a quando da montagem. No fundo há ainda um espaço para montar uma ventoinha de 80mm opcional.

Por trás do tabuleiro da motherboard é possível arrumar os cabos facilmente, graças aos cerca de 2.5cm de espaço. O tabuleiro da motherboard é bastante pequeno, comparado com o que é habitual vermos, e tem aberturas para se poder remover (ou instalar) as retenções dos coolers.

 

Montagem

Trabalhar com esta caixa é muito fácil. Para remover a frontal da caixa basta puxar um pouco por baixo e ela solta-se facilmente. Depois desta operação, pode-se instalar uma ventoinha de 120mm para ajudar o arrefecimento dos componentes. A Thermaltake cobriu todas as grelhas metálicas com um filtro de espuma e a parte de baixo que fica à frente da ventoinha tem também um filtro de rede.

Após a remoção da grelha metálica, resta apenas inserir a drive na slot e prendê-la com o sistema de retenção tool-free. O aspecto final é muito sóbrio.

Para montar os disco é só deslizar os mesmos e prendê-los com o sistema tool-free. Não tem nada que saber. A Thermaltake até torna as coisas ainda mais simples pois todas as peças do sistema de rentenção têm o nome do componente a que se destinam.

No topo, este pequeno compartimento escondido permite instalar um disco de 2.5″. Muito prático, no entanto já requer a utilização de ferramentas.

Um dos pontos fortes desta caixa é o facto de suportar placas gráficas muito compridas, até 320mm. Depois do sistema estar todo montado podemos ver que a arrumação é bem conseguida e há espaço para todos os componentes.

Outro ponto muito positivo é o facto desta caixa suportar coolers altos, até 168mm. Apesar da janela de acrílico não ter uma dimensão muito grande, é um factor extra a ter em conta, uma vez que o aspecto geral depois de montado o sistema é bastante bom.

Conclusão

A Thermaltake fez-nos chegar um produto que não pretende revolucionar o mercado, não tem nada de inovador e não chama a atenção pela sua exuberância. No entanto, é um produto com muita qualidade e com um preço bastante acessível.

A qualidade de construção da caixa é muito boa embora a escolha de alguns plásticos possa não agradar a todos. O aspecto geral pode não agradar a todos mas tem detalhes muito interessantes. A janelinha de acrílico na lateral é um pouco pequena e tem uma forma pouco habitual, o que poderá levar a que alguns utilizadores torçam o nariz na altura de escolher. O normal seria ter uma grande abertura para ver todos os componentes no interior e não apenas uma fresta para espreitar, ainda por cima mesmo por cima da zona do cooler do processador que, se for de dimensões grandes, pode bloquear muito a visão.

O sistema de retenção tool-free é bastante fácil de usar e segura bem componentes no sítio, no entanto teria sido bom se a Thermaltake estendesse essa filosofia a toda a caixa, nomeadamente às slots de expansão e ao compartimento para discos 2.5″.

O potencial de desempenho desta caixa é enorme uma vez que há a possibilidade de colocar sete ventoinhas, todas em pontos chave direccionadas para os componentes que normalmente tendem a aquecer mais. Porém, ao incluir apenas uma ventoinha, a Thermaltake dá um passo atrás. Se pensarmos no custo de seis ventoinhas adicionais, para além do custo da caixa, acaba por ser um investimento algo dispendioso.

No interior da caixa há espaço suficiente para montar um sistema com uma ou duas placas gráficas de grande dimensão, um cooler alto para o processador e mesmo assim ter os cabos todos arrumados por trás do tabuleiro da motherboard.

A Thermaltake disponibiliza no mercado dois modelos desta caixa, um com portas USB2.0 frontais e outro com uma porta USB3.0 frontal. O modelo com as portas USB2.0 é o modelo testado. E é aqui que se encontra, talvez, a maior interrogação no nosso ponto de vista: porquê dois modelos se a diferença de preço é praticamente nenhuma? Neste nível de preço, a Thermaltake Spacecraft VF-I USB3.0 é uma excelente escolha, no entanto, a USB2.0 perde o interesse, porque se se pode ter uma característica como esta na caixa, porque é que se há-de escolher um produto menos completo. Mesmo que o utilizador ainda não tenha sequer nenhum aparelho que faça uso desta tecnologia.

Resta-nos agradecer à Thermaltake por nos ter cedido este exemplar.

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