Home Notícias Sessões de jogo prolongadas com o Oculus Rift

Já aqui falámos no Oculus Rift, uns óculos de realidade virtual que prometem ser o próximo salto na imersão total para jogos e não só. Estes ainda se encontram em desenvolvimento, mas algumas unidades de testes foram já enviadas para alguns utilizadores e começam-se a ver cada vez mais testemunhos que garantem que o Oculus Rift é capaz de proporcionar uma das experiências mais imersivas que se pode ter.

Oculus-Rift-1O Oculus Rift já apresenta suporte para alguns jogos populares como: Battlefield 3, Crysis 3, The Elder Scrolls V: Skyrim, Dishonored, entre outros. Sendo que este equipamento cada vez mais parece ser uma realidade, começam a surgir questões quanto à sua utilização prolongada, relacionadas com os efeitos que “trocar de realidade” pode ter no nosso cérebro, ou qual será a reação dos nossos olhos a uma exposição prolongada a imagens virtuais que apenas simulam 3D.

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A maior parte dos testemunhos de pessoas que usaram o Oculus são baseados em pequenas sessões de jogo de cerca de 1 hora ou menos, e portanto Richard Eisenbeis, membro da Kotaku, decidiu tentar responder às questões anteriores. Este decidiu que, à falta de voluntários, conseguiria formar uma opinião mais correta acerca destes possíveis efeitos negativos se realizasse uma sessão de jogo contínua de 5 horas, e assim fez.

O escritor começou a sua sessão de gaming com o jogo Dishonored, o qual necessitou de algum esforço de configuração para que o sistema funcionasse corretamente. Depois de corretamente configurado, Richard apenas aguentou cerca de 1 hora a jogar este título. Problemas relacionados com a adaptação de jogos existentes a este tipo de equipamento prejudicaram gravemente a experiência de jogo, como diferenças em reflexos ou sombras entre as duas imagens, e o facto da UI não se encontrar corretamente preparada para este tipo de experiência já que não apresenta um overlay correto em 3D, o que faz com que apresente alguma duplicação de elementos, ao ponto do escritor não conseguir apontar corretamente a mira, já que via duas em vez de uma.

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Dado que estes são problemas de adaptação do jogo, e não do Oculus em si, Richard decidiu experimentar outro jogo e revisitar um clássico, Half-Life 2. A adaptação deste jogo para o Oculus provou ser muito mais correta, e aqui sim foi possível ao escritor desfrutar dos pormenores e da liberdade de visão proporcionada pelos óculos, já que os problemas anteriores não se verificaram. Richard começa por dizer que o facto de usar óculos virtuais torna todo o ambiente mais percetível já que não estamos limitados ao tamanho de um ecrã, e que isto lhe permitiu ter uma precisão bem maior que a que tinha anteriormente com armas no jogo. No entanto, como seria de esperar, existem alguns problemas relacionados com o facto de estar-mos a entrar num ambiente virtual mas completamente imersivo. Objetos que se movimentem rápido apresentam um certo ghosting, e ao fim de uma hora de jogo o escritor começou a sentir uma ligeira dor de cabeça e enjoo devido ao movimento realizado no jogo, mas que não se sente na realidade.

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Esta experiência realizada pela Kotaku é bastante importante já que dá destaque a alguns pormenores essenciais que poderão ditar o futuro deste tipo de equipamentos. Primeiro, não basta que os jogos sejam adaptáveis a óculos de realidade virtual, é necessário que a interação com o jogo seja desenhada já com este tipo de utilização em mente, de maneira a reduzir o cansaço visual em sessões de jogo longas. Segundo, não basta apenas que o software seja bom, é necessário que o hardware esteja ao mesmo nível. A versão atual do Oculus Rift apresenta melhores especificações do que qualquer outro equipamento do género atualmente disponível, no entanto a Oculus VR, empresa que está a desenvolver o Oculus Rift, afirma que a versão final destes óculos irá apresentar uma resolução maior que a atual, 640×800 por olho, e uma latência menor que a atual, 30 ms a 50 ms. Estes dois fatores, entre outros, são os que mais afetam a experiência de jogo já que estão associados a sintomas de enjoo e dores de cabeça causadas pelo cansaço visual.

Estes são alguns dos pontos negativos relacionados com a utilização prolongada deste tipo de equipamentos, no entanto, segundo Richard esta foi uma das melhores experiências que o escritor já teve com jogos. Nos momentos em que a ação era muita, Richard era capaz de se esquecer das dores de cabeça ou enjoo e sentir que estava realmente no jogo. Para além disto o facto de ele ter melhorado a sua prestação no jogo devido à utilização do Oculus Rift pode ser um facto importante para gamers profissionais.

Oculus-Rift-3Este é certamente um equipamento que qualquer gamer sério deverá testar e criar uma opinião própria. Aqui no Lilireviews estamos expectantes quanto à data de lançamento oficial do Oculus Rift e promete-mos uma review detalhada mal seja possível!

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