Home Hardware Samsung Series 9 X9004C

O Series 9 da Samsung chegou ao mercado como um produto premium, preparado para impressionar o público Windows. A primeira impressão foi excelente e o público em geral ficou apaixonado pelo seu design e elegância mas rapidamente foram levantados alguns defeitos do computador.

Sensivelmente um ano depois, a Samsung apresenta a versão de 2012 do Série 9, nas versões de 13” e 15”. Nesta altura já existem no mercado diversas soluções na gama dos ultrabooks mas esta série Samsung destaca-se, especialmente o de 15”, coisa rara neste segmente de mercado.

Embalagem e conteúdo

A combinar com o próprio portátil, a embalagem tem um estilo minimalista e aspecto profissional com cores claras, uma ajuda para manter a calma antes de abrir o portátil novo.

Em termos de conteúdo a Samsung podia ter ido bastante mais longe num produto desta categoria mas, infelizmente, ficou-se pelo adaptador de Gigabit Ethernet, transformador de pequenas dimensões e bastante leve, assim como os documentos habituais e o disco de recuperação.

Em Detalhe

O portátil Samsung Série 9 tem um toque de requinte, basta olhar. Os acabamentos exteriores são irrepreensíveis e o design é tão minimalista e agradável quanto se pode desejar. A construção em alumínio torna este portátil robusto, em contraste ao toque mais plástico que tinha a primeira versão.

O rebordo em alumínio brilhante destaca quão elegante e fino é o novo Série 9, que pesa apenas 1,65Kg e as restantes dimensões também estão longe do standard para um portátil de 15”.

Em termos de hardware este exemplar conta com um processador Intel Core da 3ª geração, Ivy Bridge, modelo Core i5-3517 dual core com frequência de 1.9GHz e turbo até um máximo de 3.0GHz, não atingidos em modo bateria. A placa gráfica é integrada no processador, é a conhecida HD4000 da Intel, tem um desempenho bastante aceitável. Os 8Gb de memória DDR3 a 1600MHz são outro dos aspectos em destaque, sendo que é o máximo que a placa aguenta. O SSD é marca Samsung, como não podia deixar de ser, na ordem dos 450MB/s de leitura e 250MB/s de escrita, a capacidade é também excelente pois 256Gb dá para guardar bastante conteúdo e algum lixo que se vá acumulando.

Outros aspectos importantes a ter em conta nas especificações do portátil são as duas colunas stereo de 2W cuja posição prejudica severamente o seu desempenho, webcam de 1,3 MP incorporada e claro, um monitor LED de 15”, praticamente sem moldura, com resolução 1600×900 e brilho até dizer chega.

Esta é, claro, uma máquina Windows e inclui a versão Home Premium do Windows 7. Para qualquer eventualidade existe uma partição de recuperação que permite voltar à instalação inicial. Software adicional a Samsung fez o favor de instalar bastante e alguns dos mais incómodos, como a versão de demonstação do Norton 2012, sempre preparado para abrir uma janela com a sua publicidade até nos fazer clicar em “proteger-me agora”. Outro a desinstalar na primeira utilização é a conhecida barra do Bing e até o WildTangent Game Console. Por outro lado, existem alguns bem interessantes da Cyberlink ou o próprio Easy File Share e o Easy Settings da própria Samsung.

Os portáteis só por si já são habitualmente um compromisso. No caso dos ultra portáteis existe ainda mais um e está relacionado com quão fino pode ser o portátil e que portas pode incluir. Pois bem… A Samsung conseguiu incluir uma selecção de portas interessante.

De um lado, a entrada para alimentação, seguida de uma porta USB2.0, Jack 3.5mm para auscultadores ou microfone, mini-HDMI e entrada para o adaptador de rede ethernet. Segue-se o microfone interno mas isso não está na lista de portas.

Do outro lado houve espaço para duas USB3.0 e um micro-VGA. Bem disfarçada mas de acesso fácil está o leitor de cartões 4 em 1, ou seja, SD, SDHC, SDX e MMC para os mais curiosos.

Numa vista geral sobre a área do teclado, é fácil gostar do aspecto e sentir vontade de escrever umas boas dezenas de páginas de texto. As teclas têm dimensões bastante boas e espaçamento entre elas é excelente, tendo tudo para ser confortável, até retro-iluminação que liga e desliga sozinha consoante a luminosidade do local. No entanto, ao escrever, nota-se praticamente o oposto. As teclas oferecem extrema resistência e o ruído não é aquele agradável clique. A retro-iluminação tem três níveis de intensidade que podem ser regulados no teclado ou por software, no entanto, além de o portátil ter tons de azul e a iluminação ter um tom esverdeado, tem um brilho de intensidade mesmo muito baixa.

Já passámos a fase de ter um touchpad com botões dedicados. Este é mais um touchpad que toda a superfície pode ser utilizada como botão do rato e que tem associados diversos gestos para diferentes comandos ou tarefas. A verdade é que este pad Elan deixa a desejar, mesmo com o último firmware, continua a falhar na detecção do gestos, confunde clique direito com esquerdo e vice-versa e tem uma sensibilidade de origem que é extramente baixa.

O ecrã LED é bonito de ver, a fina moldura em volta torna a experiência muito mais interessante do ponto de vista do utilizador. A resolução de 1600×900 proporciona ótima área para trabalhar, embora não seja o monitor ideal para quem se mexe na área de design ou outra em que a fidelidade das cores seja aspecto crucial. O monitor não é de fraca qualidade nem nada que se pareça mas a Samsung podia ter ido mais longe para apetrechar este portátil premium, tal como a concorrência tem feito. Outro aspecto que merece nota são as dobradiças do monitor que, quando o portátil está fechado são muito resistentes tornando o portátil difícil de abrir e depois, tendo o monitor numa posição mais vertical, qualquer ligeiro toque muda a sua posição.

Felizmente os ultra portáteis estão habitualmente associados a computadores silenciosos. O Samsung Série 9 é uma excelente demonstração disso. Tem duas entradas de ar na parte inferior e duas saídas na traseira e mesmo quando em aplicações intensas como jogos o nível de ruído e bastante aceitável e mantém-se fresco.

Em termos de desempenho, há vários outros aspetos que podemos considerar. A duração da bateria, por exemplo, foi um dos aspectos que impressionou no novo Série 9 embora esteja longe do anunciado. Numa utilização normal de dia-a-dia, que à partida inclui navegação na internet, visualização de algumas fotos e vídeos, música e descarga e envio de e-mails, a bateria chegou a durar 6 horas em alguns dias. Os testes a este aspecto foram feitos utilizando o software Powermark da Futuremark e os resultados podem ser consultados na próxima página, para as diferentes utilizações previstas.

Com esta nova geração de processadores, houve um aumento brutal no desempenho da placa gráfica integrada e a HD4000 já permite jogar alguns jogos com qualidade e fluidez aceitável incluindo alguns jogos de eleição como Diablo III, a 1600×900 de resolução com bom detalhe mas poupando nas sombras pode jogar-se a cerca de 25 frames em batalhas mais agitadas e acima de 65 em passeio pelo mapa. League of Legends é outro jogo que corre sem grandes problemas, ou seja, com bons gráficos e bom nível de frames por segundo. Além de que, com este sistema, será, garantidamente, um dos primeiros a carregar o jogo.

Para ver mais resultados do desempenho geral do portátil e alguns testes mais específicos como os do SSD ou da bateria, basta consultar a próxima página deste artigo.

Considerações Finais

Esta família de portáteis Samsung marca a tendência do mercado. Em termos de design é realmente um produto muito bonito e é um verdadeiro portátil, tendo em conta o seu peso e ter um monitor de 15” num espaço pouco maior do que utilizam para 14”. A construção é robusta e grande parte em alumínio.

o Samsung Série 9 com Ivy Bridge é um portátil que oferece boas garantias. É uma aposta segura para quem está apaixonado pelo modelo. Há outras opções no mercado mas Samsung é Samsung e este portátil é uma obra prima.

Não só a qualidade de construção em termos gerais como o detalhe dos acabamentos dão a este portátil o requinte que o distingue de tantas outras escolhas hoje disponíveis. Em termos de desempenho é bastante rápido, com tempo de arranque muito curto e sempre preparado para abrir qualquer ficheiro ou aplicação. O desempenho em modo bateria não é tão bom assim pois por opção da marca, o Turbo não funciona neste modo. No entanto, considera-se que duração da bateria é bastante boa para o tamanho e especificações deste computador.

Vamos na segunda série deste portátil e ainda é fácil encontrar algumas falhas e opções difíceis de compreender. Os aspetos negativos que mais prejudicam a utilização do portátil são de facto, o teclado e o touchpad. O ecrã não é IPS mas não é por aí que a experiência perde muito. No entanto, se este é um produto para um nicho de mercado, para o patamar de preço que conhecemos, talvez fosse interessante ter resolvidos estes aspectos.

O preço em Portugal ronda os 1,500€ e está disponível em várias lojas e grandes superfícies.

Páginas: 1 2

Deixar um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Outros Artigos