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Introdução

Analisar um periférico como um rato ou um teclado é talvez uma das tarefas mais subjectivas e ingratas que se pode fazer. Cada pessoa tem o seu gosto pessoal sobre o objecto e cada um tem a sua posição para estar em frente ao pc, já para não falar dos diferentes tamanhos de mãos. O rato, a par do teclado, é a peça do sistema que mais usamos e é muito importante que seja o mais confortável possível e se adapte bem pois pode provocar algumas lesões. Por outro lado, uma vez que os portáteis se tornam mais vulgares, a portabilidade deste tipo de equipamento também tem um peso considerável na altura de comprar.

Hoje temos aqui não um mas dois ratinhos da marca Roccat. São dois ratos praticamente iguais, no entanto um é wireless e o outro não. Estes ratos inserem-se numa gama de periféricos para “gamers de portátil”, título que acabei de inventar mas que me parece ser uma definição muito precisa. Se não acharem correcto, estou aberto a sugestões.

Embalagem e Conteúdo

Ora então vamos lá a isto. A caixa onde vem o rato wireless é um pouco maior do que a versão wired, não que seja necessário mais espaço para o que conteúdo mas mais no sentido estético, realçando o receptor wireless USB, que é minúsculo.

Como se pode ver, as diferenças não são muito grandes. A embalagem do rato wired é um pouco mais pequena meramente por opção de design. Sempre se poupa algum espaço a arrumar a caixa e diminui o preço geral.

Especificações

5 mouse buttons + mousewheel
EasyShift[+]: up to 12 functions at any one time
1600dpi optical gaming sensor
130ips maximum speed
1000Hz polling rate
30Gs of acceleration

E o conteúdo da embalagem inclui o rato, o manual, o CD com os drivers e uma bolsa de transporte. Isto é o que é comum nas duas versões. Mas a versão wireless, para além disso, ainda inclui o nano-receptor, umas pilhas recarregáveis e um cabo USB que permite carregar as pilhas.

Em detalhe

O rato é pequeno e leve. O design não é muito agressivo nem muito banal, isto agora já entra nos gostos pessoais de cada um. Julguem-no vocês. Quanto à funcionalidade, é inovador. A Roccat introduziu aqui uma tecnologia nova, o Easy Shift[+]. O rato tem dois botões, um de cada lado, que à primeira vista seria igual a tantos outros que já os têm. Mas neste caso, é possível fazer combinações de botões pressionando dois deles em simultâneo. E é possível configurar as funções dessas combinações de acordo com o jogo ou programa que estamos a usar. Quando ligado (obviamente), um LED indica o nível da bateria. As diferenças para a versão wired, a nível exterior, limitam-se apenas ao facto de ter o cabo e o LED não indicar nada, fica só ali a brilhar…

Vejam lá se conseguem descobrir as diferenças… Pois… A nível exterior é só mesmo o facto de um ter fio e o outro não.

A parte de baixo também tem muito que se lhe diga. Para começar tem um sensor laser muito bom, muito preciso. Depois tem um interruptor para ligar e desligar o rato, para poupar as baterias. Os skates deslizam muito bem na grande maioria das superfícies, numas melhores que outras, mas o geral é muito bom. No meio, um botão para fazer a sincronização e por último, uma ranhura para guardar o mini-micro-nano-receptor, para ser mais difícil perder. Na versão wired, como seria de esperar, não tem nada disto. Apenas os skates e o sensor laser são os mesmos.

Aqui já existem diferenças visíveis, o que significa que algo mudou no interior, nomeadamente o wireless…

A Roccat é uma marca que nos habituou a equipamentos muito bons e inovadores. Apesar de esta ser a primeira análise que fazemos a um periférico da marca, não andamos a dormir. E é nestes pequenos pormenores que vemos a dedicação da marca à qualidade com que faz os seus equipamentos.

Not so good

Mas nem tudo são rosas. A Roccat tem um problema crónico nos seus ratos wired que resulta apenas da maneira como os ratos são embalados. Já não é a primeira vez que acontece, nem neste modelo nem noutros que também já me passaram pelas mãos (nomeadamente o Kone). Porque raio é que ainda não mudaram a maneira como embalam os ratos wired!?!?!? Ficam sempre com este vinco!

E agora um problema (e ao mesmo tempo uma vantagem) de todos os ratos para portáteis: o tamanho. É muito importante ter em conta a portabilidade do periférico para ser prático e não fazer muito peso extra. Mas este é um rato que não deve nada à ergonomia. é perfeitamente simétrico, coisa que as nossas mãos não são. Por muito portátil que este rato possa ser, não é o mais confortável que anda por aí. E por falar em tamanho, quem tem mão grandes também não vai gostar muito dele. As fotos mostram uma mão relativamente pequena e uma mão grande a usarem o rato. Acho que se percebe o problema…

Software

A Roccat normalmente faz acompanhar os seus equipamentos com um software muito bom. E neste caso não fugiu à regra. O software é muito bom, permite configurar praticamente tudo no rato, permite criar macros e até o sistema de gravação de macros é extremamente preciso.


Conclusão

Em termos gerais, este rato tem uma qualidade de construção muito boa, é muito leve e prático, o software é excelente, o laser é bastante preciso e a resposta é muito rápida. A introdução da tecnologia Easy Shif[+] é bastante boa e útil, eliminando um botão e adicionando inúmeras variáveis. Por outro lado, existem alguns pontos que poderão ser melhorados. O cabo não pode aparecer vincado! o resto são opções pessoais e que cada um tem de ver o que é melhor para si.

Agora, muito pessoalmente, e tendo em conta a portabilidade, considero a versão wireless a melhor opção para usar em conjunto com um portátil, no entanto, a diferença de preço entre as duas versões ainda é muito significativa. Façam contas à vida. 😉

0 Comentários a este artigo
  1. Gosto bastante do aspecto desse rato
    mas pelo que estou a ver é um pouco pequeno para a minha mao
    nao que seja mt grande,mas acho que a minha mao e de estatura media nem mt pequena nem mt grande.
    e aí esta mais uma optima Review venham mais =D

    Cumpz M3t4l Broly

  2. Boa review!

    Só queria salientar que, e não sei se notas-te isso, ao fim de alguns meses de uso (depende das pessoas) o scroll deixa de ter aderência, e por não ter saliências ou cortes como nos razers, escorrega muito. De resto, se não tivermos umas mãos muito grandes, até é um rato razoável.

  3. tiago, isso depende muito das pessoas. eu sempre tive muito cuidado com os meus ratos e nunca notei nada disso. o mais irritante que tive num rato foi com um da microsoft que o scroll não tinha barulho, não fazia clicks. andava prali todo solto. horrivel. aliás, o G9 da logitech tb permite fazer isso… odeio e no entanto tive-o durante mais de dois anos.

  4. Por acaso testei um de um colega meu, e até nem é alto gamer hardcore, e tem cuidado com o material. Mas foi algo que não gostei mesmo nada. De resto, o rato pareceu-me muito bom, e eu tenho um Razer DeathAdder.

  5. Boa review.

    E Grande Rato, para juntar aos seus “familiares” que ja existem.

    a ROCCAT está a mostrar a sua qualidade.
    Sim senhor…

    ainda troco o meu DeathAdder…

  6. Rato parece ser muito bom e com um design muito bom, mas pelo o que vi um pouco pequeno :s e eu nao sou dado a ratos pequenos ..
    Boa review 🙂

  7. Boas, parabéns pela review,
    Podem-me só dizer uma coisa, qual aconselham, a versão wired ou wireless?
    Estou inclinado para a versão wireless pela questão da portabilidade mas tenho algumas dúvidas quanto a durabilidade das pilhas.
    Se me pudessem dizer algo sobre isso agradecia.
    E já agora outra questão, o rato funciona com o cabo usb ligado certo? ou só serve para carregar as pilhas?

    Obrigado desde já.

    • Tal como disse na review, a versão wireless, em termos de portabilidade, tem alguma vantagem. O rato é 100% funcional através do cabo usb, o que significa que podes continuar a usar ao mesmo tempo que carrega a bateria. A durabilidade das pilhas varia consoante as pilhas, uma vez que são basicamente uma bateria. Existem baterias de grande capacidade e baterias com menor capacidade. Mesmo que as pilhas fornecidas não sejam nada de especial, não esperes ter de as trocar passados umas semanas, nem sequer uns meses… Claro que a utilização também faz variar esses valores, mas é bem provável que nem sequer venhas a precisar de trocar de pilhas.

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