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Introdução

A Razer dispensa apresentações, é das marcas mais conhecidas no seio dos jogadores e os seus produtos além de serem a escolha de muitos consumidores, equipam várias equipas de jogadores profissionais.

O seu portfólio tem vindo a alargar cada vez mais, já oferecem inclusive computadores portáteis de alto rendimento, mas, é nos periféricos que reside o maior sucesso da empresa, nomeadamente nos ratos e teclados.

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Um dos periféricos mais recentes da marca é precisamente este que chegou à mesa de testes do Lilireviews, o Razer Ouroboros, rato topo de gama virado especificamente para a performance em gaming.

Embalagem e Conteúdo

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O primeiro impacto que este produto causa é sem duvida agradável. A forma como a embalagem vem elaborada, numa mala própria, faz a diferença para os demais ratos, dando mais exclusividade.

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Dentro da mala, mais uma vez a Razer a não poupar nos esforços e a oferecer o Ouroboros bem acomodado, junto com os seus acessórios. Todo o conjunto dá um aspeto premium, a contrastar com a gama do rato.

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Este novo rato da Razer vem acompanhado do cabo USB, quatro suportes laterais para os dedos, sensor USB para wireless, base de carregamento e a bateria para usar sem fio.

Em Detalhe

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O Ouroboros é ambidestro, pode ser utilizado por qualquer pessoa, não havendo limitação nesse quesito. O seu corpo é composto por plástico, não cedendo ou rangendo quando mais apertado, situação comum em produtos de qualidade inferior. No entanto, também não dá a sensação de robustez ao toque que outros ratos já me transmitiram.

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A Razer equipou este rato com quatro botões laterais (dois de cada lado), que podem ser usados tanto em gaming, como no próprio ambiente de trabalho, nas mais variadas tarefas. Os suportes laterais da imagem acima, são muito úteis para impedir que os dedos toquem no tapete e causem atrito e fricção na movimentação.

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No entanto, para quem não gostar ou não se adaptar, vem incluido um outro conjunto de suportes laterais, mais indicado para jogadores de estilo claw grip, que permite aos dedos, principalmente o polegar, ter mais aderência. Quem transpira das mãos, sabe perfeitamente o quão irritante é usar um rato com as laterais muito lisas.

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Fora a possibilidade de trocar as laterais, o Razer Ouroboros também permite ajustar o painel traseiro, tradicionalmente onde assenta a palma da mão. É possível não só descer e baixar o painel, como avançá-lo ou recuá-lo, mediante o comprimento da mão.

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Cada pessoa gosta de pegar no rato à sua maneira e por isso, esta personalização pode ser importante e tem impacto direto na usabilidade. Sejam jogadores de claw grip, palm grip ou finger tip, vão poder alterar a ergonomia da forma que mais vos agradar.

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Este rato vem equipado com interruptores Omron, tecnologia japonesa de alta qualidade e extremamente duráveis. Já há muito que os diversos ratos de topo oferecem estes interruptores e é bom ver que a Razer não poupou neste quesito. ´

Contudo, seria preferível ter os switches do click direito e esquerdo um pouco mais rígidos. São bastante suaves, podendo ser facilmente pressionados de forma acidental. Não considero isto um problema ou defeito, visto que, na realidade é uma questão de preferências.

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A roda de scroll é sólida, bem construída, sem folgas e tem um movimento fluido. Quando pressionada, apresenta um som seco e é necessária alguma força considerável para tal.

Posicionados imediatamente abaixo, ao alcance do dedo indicador, temos os botões para aumentar e diminuir a sensibilidade on-the-fly, dependendo das circunstâncias do jogo.

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A Razer decidiu usar no Ouroboros o já deveras conhecido sensor Avago/Pixart ADNS-9800, capaz de 8200dpi. Mas, não se ficou por aqui e equipou o rato com mais um sensor, desta vez óptico. Que vantagens práticas este sistema de dois sensores afinal proporciona? Já veremos mais à frente, na análise à performance deste Razer.

Outra particularidade que já devem ter reparado na foto, os seletores com a imagem de dois cadeados ao lado, permitem bloquear os botões laterais para evitar que sejam pressionados acidentalmente ou se simplesmente não os quiserem usar.

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E como parece que neste rato vem tudo aos pares, dois sensores, dois botões em cada lateral e dois suportes laterais extra, a conectividade também é dual. O Ouroboros funciona tanto por cabo como por wireless, e para isso, conta com uma bateria recarregável de 2500mAh.

De salientar que, o rato funciona igualmente com qualquer pilha AA convencional. Assim, se quiserem usar wireless, têm sempre alternativa, independentemente da bateria estar carregada ou não.

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O sistema de carregamento, para não variar, também é dual, carregando conetado à base ou então com o cabo USB ligado diretamente ao rato, para podermos usar o Razer ao mesmo tempo que bateria vai recebendo carga.

É uma característica de facto útil, visto que nunca ficamos desamparados se a meio de um jogo o rato ficar sem carga. Basta ligar o cabo e estamos prontos para mais umas horas de diversão.

Especificações Técnicas

Specs

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Utilização e Desempenho

O desempenho do Razer Ouroboros é manifestamente bom, embora a aceleração já conhecida do sensor ANDS-9800 esteja presente. Permite um bom tracking, elevada precisão e máxima rapidez na resposta aos movimentos. O LOD (Lift-off Distance) também pode ser ajustado a gosto, num intervalo bastante generoso de 1 até 10.

O facto de ser um rato ambidestro, prejudica um pouco a ergonomia, mas os ajustes permitidos ajudam a colmatar essa situação. Outra característica bem vinda, é a possibilidade de reduzir a sensibilidade ao pressionar a lateral com o polegar, útil por exemplo quando estamos num FPS (First Person Shooter) e precisamos de baixa sensibilidade para usar uma Sniper.

Em relação ao modo wireless, tudo funciona sem entraves ou interrupções, sem perda de performance a olho nu para o average joe. A operar sem fio, a autonomia do Razer Ouroboros dá para sensivelmente 10~11 horas de uso continuado, embora dependa da configuração usada e se a poupança de energia está ativada ou não.

Testes:

De modo a demonstrar melhor a performance do Razer Ouroboros, foram realizados vários testes a 1000Hz nos diferentes steppings de DPIs a que o rato vem configurado de origem. São eles 800dpi, 1800dpi, 4000dpi e 8200dpi. O tapete utilizado foi o Razer Goliathus.

Mas, a título de curiosidade, aqui fica o resultado a 400dpi:

Enotus 400dpi

Como podemos ver pelo teste acima, o desempenho do sensor a 400dpi é fabuloso, com uma velocidade de 6.55m/s e uma precisão impressionante de 98%.

Enotus 800dpi

A 800dpi, primeiro nível configurado deste Razer, a velocidade a descer um pouco, mas ainda a bom nível, com 5.88m/s. A precisão a descer para 94% e a suavidade a situar-se nos 30%.

Enotus 1800dpi

No 2º stepping, a performance a descer bastante, não indo além dos 1.76m/s e a precisão a cair para 91.4%.

Enotus 4000dpi

A 4000dpi, novamente uma descida para 1.22m/s, no entanto, a precisão aumentou para 92.5%. A suavidade tem-se para já mantido constante na faixa dos 30%.

Enotus 8200dpi

Finalmente na resolução máxima, a performance a cair a pique, ficando-se pelos 0.42m/s, conseguindo, contudo, manter uma precisão acima de 90%. A suavidade, como já dito anteriormente, manteve-se mais ou menos constante em todos os intervalos de DPIs.

Software

Os periféricos Razer utilizam o já conhecido Razer Synapse 2.0 e de facto trata-se de um belo pedaço de software. É deveras intuitivo, simples, mas ao mesmo tempo uma ferramenta muito completa.

Possibilita toda uma série de ajustes e ao nível da criação de perfis, vai mais longe, permitindo guardar as configurações na cloud, para termos acesso a elas em qualquer rato e em qualquer computador.

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O primeiro menu é o da criação de perfis, configuração dos botões e roda de scroll do Ouroboros.

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Passando à frente, temos os vários ajustes de sensibilidade (eixos independentes ou não), aceleração e o polling rate até um máximo de 1000Hz. De salientar que, podemos definir vários níveis de DPIs, num intervalo de 100dpi em 100dpi.

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Este é a zona da iluminação, onde é possível regular a intensidade quer quando a trabalhar via wireless, como com fio. Existem 4 modos diferentes, sendo eles Off, DIM, Normal e Bright.

Podemos ainda definir para desligar todos as luzes do rato, quando o computador está sem uso, com o monitor desligado.

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Zona bastante útil de calibração, onde podemos calibrar o sensor mediante o tipo de tapete que usamos. Permite ainda ajustar o LOD (Lift-off Distance) de acordo com o nosso gosto.

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A zona indicadora de bateria também não foi esquecida, onde temos acesso à percentagem atual de carga, assim como, definir parâmetros de poupança de energia.

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Como não podia deixar de ser, zona de gravação de macros, úteis em alguns tipos de jogos.

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Para completar, existe um separador de estatísticas, onde podemos ver quantos clicks já fizemos, quantas macros já gravamos, qual a distância que percorremos com o rato, quantas voltas demos à roda de scroll, etc…

Considerações Finais

O Razer Ouroboros é um rato topo de gama, que tenta ser o mais abrangente possível, mas infelizmente peca em alguns aspectos. A sua construção geral podia ser melhor e a ergonomia também merecia estar a um nível mais elevado.

O sensor já é sobejamente conhecido, permite bom desempenho, mas sem deslumbrar para os dias que correm. A baixos DPIs é sem duvida fantástico, mas à medida que subimos os valores, a performance começa a cair por terra. No entanto, continua a ser um rato com bom comportamento geral, suficiente para a maioria das pessoas conseguirem os seus headshots.

O tapete Razer Goliathus é um bom par, permitindo elevado controlo dos movimentos, sem prejudicar em demasia a rapidez de deslizamento. Casa também muito bem com a iluminação do Ouroboros, dando origem a um harmonioso conjunto verde e preto.

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Este Razer Ouroboros é um concorrente direto do Mad Catz Cyborg R.A.T.9, contudo, torna-se difícil justificar os sensivelmente 40€ extra que o Razer custa. Tem boa performance geral, qualidade de construção q.b, mas pedia-se algo mais para um rato que no mercado nacional ronda os 140€.

De facto tem alguns bons atributos, nomeadamente o software que é de grande nível, dois tipos de conetividade e alguns ajustes, que embora escassos, podem ajudar a melhorar bastante a ergonomia. No entanto, tendo em conta que a concorrência oferece opções muito mais baratas e de qualidade, fica a sensação de que a Razer se podia ter esmerado um pouco mais para um produto deste preço.

selo-8_9Prós:

  • Possibilidade de ajustes físicos.
  • Razer Synapse 2.0 muito completo.
  • Formato ambidestro.
  • Excelente desempenho a DPIs mais baixos.

Contras:

  • Autonomia aquém do anunciado.
  • Preço bastante elevado.
  • Desempenho mais fraco a altas resoluções.

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