Home Periféricos Review Ozone Strike Pro

teclado_10 O Ozone Strike Pro, é o sucessor do “antigo” Ozone Strike que terá sido o segundo grande teclado mecânico com layout português disponível à venda em Portugal (o 1º foi o Steelseries 7G). Apesar da board e das teclas apresentarem sensivelmente a mesma cor, esta 2ª geração conta com vincadas diferenças como o sistema de retro-iluminação, shell diferente, apoio para pulsos encurtado, 4 switches distintos à escolha, entre outros aspetos que serão desenvolvidos mais para a frente.

Especificações

  • 104 teclas
  • Conexão USB
  • 64Kb de memória on-board
  • Cabo de 1,5m de comprimento
  • Ciclo de vida 50.000.000 de pressionamentos de teclas
  • Dimensões 34.30 x 441.25 x 135.70 mm
  • Materiais utilizados Placa metálica SPCC, plástico ABS 94HB
  • 1,3 Kg de peso
  • Teclas mecânicas Cherry MX Red
  • Funcionalidade Nkey Rollover (anti-ghosting) em todas as teclas
  • 2 modos de funcionamento: gaming / normal
  • Cabo revestido em fibras entrançadas
  • Conector USB banhado a ouro 18K
  • Retro-iluminação LED em branco com teclas especiais gaming iluminadas em vermelho
  • 6 modos de iluminação: desligado; 100% não contínuo; 30%; 70%; 100% contínuo; apenas teclas especiais gaming (Esc; QWEASD; cursor)
  • 6 teclas macro
  • 5 perfis de jogo suportados
  • Taxa de amostragem USB ajustável: 125 Hz; 250 Hz; 500 Hz; 1000 Hz
  • Teclas com tempo de resposta ajustável: 1 ms; 2 ms; 4 ms; 8 ms; 12 ms; 14 ms; 16 ms
  • Inclui HUB USB e entradas áudio / mic

Embalagem e Conteúdo

A embalagem do teclado não foge aos restantes equipamentos da marca, adotando o mesmo esquema de cores com o splash de tinta vermelha. A face frontal condiz com o esperado, lista de features mais importantes listados à esquerda, autocolante com o layout do teclado, imagem do produto e em grande destaque nome do mesmo “Strike Pro” com o nome da marca e categoria do periférico (“Backlit Mechanical Gaming Keyboard”) em 2º plano.

embalagem_1 Numa das faces laterais encontramos os diferentes Cherry MX que o teclado poderá conter e que depende portanto da escolha do comprador/consumidor, com uma cruz feita a caneta a precisar os switches do equipamento que está dentro da caixa. Nas outras faces laterais temos uma repetição aleatória de logos, imagens e features. Por fim, na traseira da embalagem encontramos algumas imagens, incluindo a do próprio teclado e a lista de features de maior importância traduzida em diversas línguas.

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Quanto ao conteúdo encontramos o sticker com o logo da marca (como todos os periféricos gaming nos dias de hoje trazem), um conjunto de 4 pés de borracha extra, um mini-CD com o software para macros e afins. Com tudo isto dito seria de esperar que não tivessem enviado mais nada, mas fiquei verdadeiramente surpreendido pela positiva com um manual que para além de ter as mais do que esperadas instruções para criar macros, utilizar a tecla FN que neste caso é o logo da Ozone, etc, tinha também uma pequena explanação das diferenças entre os principais switches à venda no mercado e que este teclado disponibiliza (Cherry MX Black, Cherry MX Red, Cherry MX Blue, Cherry MX Brown) com imagens conhecidas do famoso guia de teclados mecânicos da oc.net que nós também já fizemos o favor de traduzir para a nossa língua materna.

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O Teclado

O Ozone Strike Pro que se encontra a ser analisado chegou com Cherry MX Red, das 4 alternativas já listadas.

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A board do teclado vem com um coating  de borracha matte preto-acinzentado bastante agradável ao toque, não tem por isso nada a ver com o acabamento matte de um Razer Deathadder 2013. O 1º lote de teclados veio com um problema neste parâmetro, uma vez que o coating se desgastava muito facilmente, mas neste momento, já só do 2º lote para cima se encontra disponível no mercado esses já têm o problema corrigido, inclusivé, a Ozone recolheu as unidades problemáticas e substituiu-as por outras sem vestígios da mesmo defeito. As linhas são muito simples, o que adoro, é algo agradável à vista e nada pesadão como o visual de outros teclados. No canto superior direito encontramos o logo metálico texturado da marca e ao canto inferior esquerdo (já no palm rest) encontramos o nome do modelo deste periférico numa cor que se mistura muitíssimo bem com o esquema de cores do teclado.

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No que toca às teclas, não é claro se possuem alguma camada texturada ou não, uma vez que a sensação das mesmas não corresponde somente ao toque plástico frio. Apesar disto, as keycaps são feitas em plástico ABS e isso representa um ponto negativo, pois não ignorando o facto de serem mais leves deste modo, as teclas ficam mais susceptíveis a desgaste (apresentando o brilho característico de plástico gasto) e podem ser corroídas se qualquer tipo de solvente cair em cima delas (este último aspeto é muito pouco provável).

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A retro-iluminação está impecável. Não tem imperfeições, nem leaks luminosos, nem nenhum  pormenores incomodativo que nos levae a pensar se seremos impulsivo-compulsivos. Têm 6 modos diferentes de iluminação:

  • Apenas Print Scr e Num Lock iluminados;
  • Prt Scr, Num Lock e depois as teclas com iluminação vermelha (Q, W, E, A, S, D, Esc, e as Setas);
  • Iluminação intermitente;
  • E por último, temos 3 níveis de iluminação de intensidade crescente com todas as teclas ligadas.

Com a retro-iluminação desligada os contornos dos carateres são bem legíveis, sobretudo de dia, de noite estão um pouco mais difusos, porque a parte não opaca da tecla é cinzenta e como podem imaginar o contraste preto/branco, não rebenta propriamente com a escala.

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A fonte dos carateres é diferente e apesar de eu gostar bastante, o vizinho pode já não morrer de amores pela mesma. Não interessa explorar aprofundadamente o tópico das macros, uma vez que esse tema se destina à parte do Software desta review, fica apenas a nota de que todas elas funcionam perfeitamente bem como todos os atalhos passíveis de serem utilizados com a tecla FN, podento estes últimos ser acionados sem software, apenas Plug&Play.   O descanso para os pulsos é algo que foi alterado nesta versão, foi encurtado e como tal assume agora somente um papel estético. Colocando o pulso em cima do mesmo torna-se muito difícil já carregar nas teclas da 1ª e 2ª fila a contar de baixo.   Para além do já referido, o teclado mostra outra característica funcional bem agradável e essa característica são os Jacks 3.5 mm áudio e USB embutidos.

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São inquestionavemente úteis e começam a aparecer mais nos teclados high-end. Para quem tem o hábito de alternar entre headset para jogar e headphones para multimédia, já não tem que andar a trocar os cabos diretamente na caixa e a bater com a cabeça no tampo da mesa. Funcionaram perfeitamente sem qualquer problema até à data e como nota adicional, para ter esta funcionalidade ativa, para além de ligar o USB do teclado terão também que ligar os cabos Jacks que saem do teclado. Estes encontram-se juntos e protegidos formando os 3 cabos, 1 só braided cable. O teclado tem também 2 modos de “posicionamento”, tal e qual como as imagem indicam.

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Em baixo, podemos também ver 3 canais para conduzir o cabo mais os 4 pés na zona inferior do teclado para evitar deslizes mid-action

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Software

O teclado contempla as necessidades dos utilizadores que recorrem a macros e a variados perfis consoante a utilização. O software mais simples não podia ser e como podemos constatar, a sua estética está em tudo associada à da marca, mas não ao teclado em si próprio, uma vez que este último, tem linhas e cores mais sóbrias, como já tinha sido referido anteriormente.

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Na aba “Main Control” basta carregar numa tecla da imagem para redifinir a sua função para a de outra tecla, ou seja, esta opção não contempla macros.

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Aqui sim, podemos fazer associar muitas outras funções a uma tecla, mas as teclas capazes de suportar essas funções são somente as M1, M2, M3, M4, M5 e M6.

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É recorrendo ao Macro Manager que podemosm criar uma Macro capaz de ser usada pelas teclas referidas anteriormente.

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Por último, temos a 3ª aba que alberga outro leque de opções para o teclado, nomeadamente o polling rate, a luminosidade, o tempo de resposta das teclas e o desligar/ligar da tecla Windows.

Utilização

Estes switches (Cherry MX Red) são bastante mais agradáveis comparativamente aos Cherry MX Black e os Cherry MX Blue. Os Blacks têm o grande problema da fatiga durante grandes períodos de utilização (sobretudo para quem escreve) e s Blues apesar de terem um ótimo feedback tátil são imensamente barulhentos. Há um aspeto em particular acerca do coating do teclado e das teclas que é importante referenciar, aspeto esse que é o facto de que as dedadas por vezes ficam marcadas e chegam-se mesmo a confundir essas dedadas com desgaste da tecla. Realço que essas marcas só ficam presentes se tiverem os dedos suados ou molhados ou no fundo com qualquer tipo de humidade, contudo as mesmas não afetam em nada a ótima aderência das teclas, o que é bom para quem costuma suar que nem uma torneira a meio de partidas intensas. A textura da cobertura das teclas é muita agradável e aderente, como já atrás foi constatado  e dão sem qualquer dúvida um toque especial ao teclado. Combinada com o movimento suave das teclas (Cherry MX Red), este é um teclado mecânico bem pensado. Não tem demasiados enfeites, a retro-iluminação pode ser totalmente desligada para os amantes da sobriedade e é também por si mesmo afável à vista, mesmo com todos os LEDs desligados. Para o uso tem-se restringido a escrever a review e sobretudo a jogar CS:GO e League of Legends. CS:GO tornou-se sem margens para dúvida menos fatigante, uma vez que os Cherry MX Black são significativamente mais pesados e estar sempre a pressionar as teclas W, A, S, D, Q, Shift, etc,  pode causar fatiga a alguns. Já os Cherry MX Blue são um algo frustrantes uma vez que não são propícios para fazer double tap e o mais que necessário strafe A<->D, contudo com os Cherry MX Red este problema deixa de o ser. As melhorias no League of Legends são bem palpáveis, agora é mais fácil usar as skills, ou seja,  o spam das habilidades tornou-se mais natural e já não existem problemas como o de lançar uma ao invés da outra por malfuncionamento ou impedimentos por parte da morfologia de outros switches. O cast acabou também por se tornar mais rápido, uma vez que estes são switches dos mais leves ao dispor dos consumidores, sendo apenas mais pesados que modelos particulares de switches Topre.

Conclusão

O Ozone Strike Pro é de facto uma lufada de ar fresco no segmento português, uma vez que trouxe ao consumidor médio a oportunidade de poder comprar um teclado mecânico de qualidade, com 4 switches à escolha (sendo os Cherry MX Brown e Cherry MX Red difíceis de encontar no nosso país juntamente com layout PT), macros até dizer chega, um sistema de retro-iluminação bem implementado e layout PT por menos  de 100€.

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O teclado é sólido, bem construído, com atenção aos detalhes, ou seja, um equipamento que traz zero complicações à partida e que faz tudo o que é esperado do mesmo, sem tirar nem pôr. Com isto que fique bem claro que a sucessão do Ozone Strike foi muito bem conseguida e assegurou o seu lugar como forte candidato a qualquer orçamento a rondar os 100€. Resta-me deixar um agradecimento à Ozone, por ter facultado esta unidade para análise.

selo-9_0O bom

  • Solidez
  • Todas as teclas são configuráveis
  • Retro-iluminação bem conseguida
  • Coating e textura
  • Jacks 3.5 e USB on-board

O menos bom

  • Palm rest severamente encurtado
  • Keycaps feitas em ABS
  • Para layout PT, apenas disponibilizam Cherry MX Red

 

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