Home Periféricos Review Bloody ZL5A Mouse

Introdução

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A A4Tech é das marcas de periféricos com maior presença em todo o mundo, não marcada apenas pelo seu ramo gaming, mas pelos seus mais variados equipamentos para escritório e acessórios.

Em Portugal, ficaram conhecidos devido à linha de ratos gaming X7 tantas vezes aconselhada em fóruns da área e em pubs, contudo hoje já foram ultrapassados por algumas marcas no mesmo range de preços.

A Bloody é uma sub-divisão da marca direcionada para o segmento gaming, trazendo em poucos anos de existência uma vastidão de equipamentos a preços muito apelativos

A controvérsia que sempre esteve ligada à marca reside na qualidade de construção, pelo que nesta análise daremos especial atenção a essa vertente.

Especificações

Resolução máxima:100~8,200 CPI ajustáveis
Capacidade gráfica: 1080 milhões pixeis/seg
Frame speed: 12000 fps
Velocidade de aceleração:30g
Velocidade do tracking: 150 polegadas/seg
Report Rate(USB): 125~1,000Hz/seg (4 níveis selecionáveis)
Tempo de resposta dos botões: menos de 1 ms
Quantidade de perfis: 3
Memória: 160K bits
Tempo de vida dos switches: 20 million times (para o M1 e M2)
Resistências dos skates:  mais de 300km

Embalagem e Conteúdo

A embalagem corresponde à norma do que vamos encontrando de todas as marcas, ou seja, uma caixa de cartão, com uma janela que tapa o plástico transparente pelo qual podemos ver o equipamento. No seu interior o conteúdo encontrava-se coeso, não podendo ser feito qualquer dano ao rato aquando do transporte por culpa da marca.

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Dentro encontramos o rato, um autocolante com o logo da marca, um panfleto da marca e um cartão com informações relativas ao software da Bloody.

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Em Pormenor

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O visual do rato mostra-se arrojado e até agradável na sua especificidade, mas parece não passar disso.

A parte traseira do rato é desconfortável tanto para palm como para claw grip, uma vez que nos dois modos a parte da mão mais próxima do pulso toca naquelas linhas abruptas que delimitam a shell.

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Outro ponto de desconforto é a lateral direita, que cava demasiado para dentro e para lá repousarmos somente o mindinho. Se pousarmos tanto o dedo mindinho como o anelar, o problema desaparece.

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O polegar assenta bem na lateral esquerda, inclusivé há lugar para o repousar sem ser em cima dos botões. Esses apresentam pontos positivos e negativos, uma vez que não têm nenhuma folga, mas são capazes de ser demasiado pesados provocando problemas aquando do seu pressionamento em situações mais intensas. O botão com a crosshair vermelha está “submerso” na shell, ou seja, está a um nível mais interior que a carcaça e não tendo  qualquer relevo é também bastante difícil carregar nele. O “botão” superior que ainda se situa nessa lateral é algo de novo, não se costuma de todo encontrar em equipamentos semelhantes. Basicamente empurra-se para a frente e ultrapassado uma certa distância, há um clique tátil e sonoro que nos indica que a ação foi registada e enviada. O mesmo acontece quando empurramos para trás. Resta também apontar que este elemento é bastante sólido e parece bem mais pensado do que os homólogos nas periferias. Empurrando para o N, sempre que carregamos no M1 é registado como double click, ou seja, double tap. . Carregando no botão 3 (na face superior do rato), o M1 faz triple tap e carregando no 4 faz quadra-tap. Empurrando o switch lateral para o I a função do M1 volta ao normal, registando apenas 1 click.

Os botões com as setas servem simplesmente para avançar e retroceder e o botão com a crosshair vermelha tem como função calibrar o track do sensor.

Olhando pela primeira vez para a carcaça ficamos com a impressão de que a mesma serve tanto para esquerdinos como para dextros, mas isso corresponde a um engano. Segurando o rato com a mão esquerda torna-se quase impossível pressionar os botões laterais dadas as características dos  mesmos já referenciadas no parágrafo anterior  e tendo em conta que temos bastante menos força no dedo mindinho e anelar. Para além disto, os dois botões principais (M1 e M2) têm comprimentos diferentes, o da direita é maior do que a esquerda, uma vez que anelar>indicador.

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Os botões M1 e M2 são dois grandes problemas deste ZLA5, o feedback é bastante mau, deixando a ideia de serem de um fabrico muito fraco. O problema encontra-se sobretudo no feedback tátil e sonoro, dado que sentimos e ouvimos o plástico da tecla a raspar contra outro plástico qualquer.

A scroll wheel é de muito boa qualidade, tem um feedback excelente e tem as dimensões quase perfeitas. O posicionamento da mesma é apenas bom, podendo estar um bocado mais avançado na carcaça.

O material da shell é homogéneo, textura e composição são exatamente iguais em toda a sua superfície. Passando o dedo, a sensação é a de que este se trata de um coating com uma ligeira camada de borracha, mas com forte composição plástica. É de facto muito suave e aquando a utilização revela-se bastante agradável. O perfil da carcaça é baixo e não procura a palma da mão como por exemplo um Logitech G400 ou um Razer Deathadder.

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Em baixo, pelas imagens, ficamos com ideia de que se essa parte para ser feita de um metal laminado, mas não, trata-se somente de plástico de boa qualidade. Os skates tem um posicionamento e formato bastante estranho e o mesmo reflete-se no gliding do rato. O deslize não é suave e dá a sensação de que existe alguma aresta a raspar no mousepad.

O peso do rato encontra-se ligeiramente acima da média com cerca de 100g sem cabo.

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Pela imagem podemos constatar que o cabo tem um bom sleeve com o padrão de cores da marca. O mesmo tem 1,8m de comprimento e a sua extremidade USB não é gold plated (algo que muitas marcas gabam, mas que verdadeiramente não faz falta).

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A iluminação  da scroll wheel apenas varia consoante a função atual do M1. Se empurrarmos o switch lateral para a posição I a cor mantém-se/volta a vermelha, se empurrarmos para o N a cor passa a verde, se pressionarmos o botão 3 ficamos com um verde amarelado e se pressionarmos o 4 a cor passa a azul. Apesar da variedade, a iluminação do Bloody ZL5A não se pode classificar como bem conseguida, uma vez que os LEDs da traseira do rato e do logo não acompanham as cores da scroll wheel, mantendo-se portanto sempre a vermelho. A intensidade encontra-se no ponto certo, não sendo portanto nem demasiado agressiva nem demasiado tímida.

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Utilização

O rato tem um Avago 9800 e como tal era de esperar um semi-ótimo tracking, com ligeira aceleração positiva e negativa, mas esta notou-se somente no campo dos valores positivo.

O max tracking speed é bastante alto, chegou até aos 3,5 m/s, mas deixei de medir a partir desse valor, uma vez que ninguém, mas ninguém ultrapassa esse valor no dia a dia, a não ser que apanhe um susto dos diabos a jogar Amnesia. Geralmente os rato das linha Bloody encontram-se associados a prediction, mas não foi possível identificar nenhuma em nenhum eixo.

A shell e os skates são problemas bastante palpáveis na utilização quotidiana do rato, a habituação é bastante difícil, mas possível, contudo as arestas bruscas em torno de toda a carcaça do rato nunca deixarão de existir e causarão sempre algum desconforto. O deslize como já foi dito anteriormente não é suave, parecendo mesmo que há algum elemento do fundo do rato a raspar no tapete e a cauxa significativo atrito.

A jogar CS:GO houve uma ligeira perda de performance. É passível de ser dito que o glide nada suave do mouse prejudicava especialmente o uso de SMGs e de AWP, mas não tanto de Rifles. O desconforto causado pela shell vai progressivamente entrando na cabeça do jogador e faz com que haja perda de concentração. Durante partidas de LoL os pontos negativos mais presentes eram sem dúvida alguma o desconforto e o glide deficiente. Para jogos ainda menos intensos, o rato foi testado em World of Tanks e GTA Vice City, e os problemas que sobressaíram foram os referenciados no parágrafo anterior.

Os botões extra foram testados em todos os jogos enunciados e a maior parte não funcionou corretamente, com exceção das setas. Os botões para fazer 3 e 4 cliques de uma vez não funcionaram a não ser no Windows, dado que in-game, pressionando-os, o M1 nunca ultrapassava o duplo clique. O botão com a crosshair vermelha deu a sensação de ser uma jogada não muito bonita da marca, uma vez que pressionando-o notavam-se melhorias efetivas no movimento do cursor. Antes do pressionamento do mesmo, o ponteiro fazia transparecer algum delay, algo que não pode ser causado por este sensor. Com isto dito, somos forçados a chegar à conclusão que a marca capou em primeiro lugar o mouse para poderem adicionar esta feature.

Por último, apesar de todos os defeitos do rato, este é sólido e apertando-o não ouvimos qualquer barulho ou sentimos qualquer sinal de folgas ou fraco fabrico da shell.

Considerações Finais

Este é um rato que tem bastantes falhas, sendo algumas delas bastante graves. Iniciamos este artigo referindo que havia uma larga controvérsia respeitante à qualidade de construção da marca e com a progressão desta review somos capazes de afirmar que de facto este é um equipamento que peca nesse aspeto.

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Os botões M1 e M2 transmitem a sensação de serem de fabrico tipicamente chinês, os botões laterais foram mal pensados e a parte traseira do rato é deveras desconfortável.

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Os skates têm um formato sem qualquer nexo e há qualquer elemento do fundo do rato que raspa no mousepad e torna o glide em algo nada suave.

No meio disto encontramos alguns pontos positivos como é o caso da scroll wheel, do coating e do sleeve e comprimento do  cabo, mas a balança parece ainda pender para o outro lado.

A marca tinha um ótimo pé de partida para tornar o tracking deste rato quase ótimo e parece ter-se sucedido bem nessa área, de facto o sensor parece estar muito bem por parte da Bloody. Isto não exclui a aceleração associada ao A9800 nem a jogada manhosa com o botão lateral da mira vermelha.

O software também não é nenhum ponto de afirmação da Bloody, dado que as features especiais para além de pagas são pouco éticas, comparadas muitas vezes por jogadores a hacks. Não o analisamos, derivado da tradução PT-PT ser bastante fraca e da marca obrigar os consumidores a pagar por ele.

Infelizmente, nem o preço relativamente baixo irá salvar este rato, uma vez que há um nº sem conta de opções dentro de um orçamento de 50€ capaz de bater este A4Tech Bloody GL5A.

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O bom

  • Cabo com sleeve
  • Coating
  • Scroll wheel

O menos bom

  • Botões M1 e M2 com mau feedback
  • Botões laterais mal desenhados
  • Traseira do rato desconfortável para palm e claw grip
  • Skates
  • Iluminação

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