Home Periféricos Headphones Review Bloody G501 7.1 Headset

Introdução

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A A4Tech é das marcas de periféricos com maior presença em todo o mundo, não marcada apenas pelo seu ramo gaming, mas pelos seus mais variados equipamentos para escritório e acessórios.

Em Portugal, ficaram conhecidos devido à linha de ratos gaming X7 tantas vezes aconselhada em fóruns da área e em pubs, contudo hoje já foram ultrapassados por algumas marcas no mesmo range de preços.

A Bloody é uma sub-divisão da marca direcionada para o segmento gaming, trazendo em poucos anos de existência uma vastidão de equipamentos a preços muito apelativos

A controvérsia que sempre esteve ligada à marca reside na qualidade de construção, pelo que nesta análise daremos especial atenção a essa vertente.

Especificações

Headphones:
Diâmetro: 40 mm
Material: Ímanes de Neodímio
Resposta de Frequências: 20 ~ 20000 Hz
Sensibilidade: 100dB (1KHz)
Impedância: 32 Ohm

Microfone:
Padrão de Captação: Uni-Direcional
Resposta de Frequências: 50 ~ 16000 Hz
Sensibilidade: – 58dBV/Pa

Extras:
Requisitos do sistema: Windows XP / Vista / 7 e 8
Tamanho do Teclado: 202 x 165 x 98 (mm)
Comprimento do Cabo: 2.2 m
Peso do Teclado: 258g

Embalagem e Conteúdo

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A caixa apresenta os mesmos traços estéticos dos restantes modelos da marca Bloody. À frente deparamo-nos com o reforço da marca, do modelo e do produto, na lateral esquerda nada de destaque para além de uma pequena janela na zona inferior, na lateral direita uma lista curta de especificações, e por fim, atrás, detalhes  do controlador situado a meio do cabo e funções do software do headset. Bastantes elementos, especialmente a marca, modelo e imagens apresentam uma composição física diferente, uma vez que apresentam um indíce de reflexão de luz bastante superior ao do resto da caixa.

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A solidez desta embalagem encontra-se abaixo da média, dado que o cartão e os encaixes desta se fazem sentir débeis e muito propícios a ganhar folga e a ser dobrados com o transporte, o que leva a que o que quer que esteja no interior oscile mais do que o devido. Já o headset vem bem seguro, encarcerado dentro de um molde e contra-molde de plástico.

O conteúdo da caixa para além do headset, resume-se ao manual, a um curto folheto e a um cartão com informação relativa ao download do software do equipamento.

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Em Pormenor

Segurando pela primeira vez no Bloody G501 ficamos com a ideia que este se trata de um headset com uma relativa boa qualidade de construção, dado o historial da marca. Apertando-o não ouvimos ruídos parasitas, porém abanando-olevemente vemos o a estrutura a vergar demasiado.

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Atentando agora na headband, podemos constatar que esta se trata de uma solução barata, utilizada na maioria dos headsets low tier. Apalpando-a sentimos no interior a peça plástica/metálica que assegura a forma da mesma e sentimos também um almofadado muito suave, de boa qualidade e que não dá a ideia de ser esponja. O tecido que cobre tudo isto é basicamente pleather, com uma boa textura, mais suave do que pele normal, mas sem transparecer uma grande composição plástica. As costuras estão impecáveis, coisa rara para marcas tipicamente chinesas e, por fim, as uniões do tecido com a estrutura principal estão bem escondidas dentro das partes plásticas adjacentes à headband.

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Com a abertura do headset até à sua extensão máxima, podemos ver que a estruta que assegura a ligação entre headband e cápsulas é bastante semelhante à dos ASUS Echelon/ASUS Orion que já aqui analisamos anteriormente. Esta baseia-se numa justaposição de uma lâmina metálica de 1,5 mm de largura com um segmento plástico de 5 mm de largura, assegunrando assim tanto solidez como flexibilidade (dentro de certos limites). Na junção desta parte com o prolongamento da cápsula existe uma folga de cerca de  0.5 mm, que apresenta tendència para piorar no futuro. Esse prolongamento apresenta uma cor ligeiramente mais escura que a da cápsula, um cizento matte com um muito ligeiro brilho. A ligação entre estes dois últimos componentes, permite o movimento em torno do eixo X do plano trigonométrico em cerca de 20º para cada lado.

Na cápsula notamos a intensificação de detalhes, ou seja, dão-se a mostrar mais linhas, mais elementos, mais cores. Todos eles estão bem delimitados, mas com duvidosa qualidade de fabrico. Apesar de no restante corpo do headset este problema não ser percetível, aqui podemos facilmente encontrar zonas em que a pintura já se encontra desgastada (sem qualquer mau uso do headset) especialmente nas arestas. A linha vermelha em torno da cápsula é também ela bastante suscetível a danos, uma vez que sem qualquer queda ou embate já apresenta uma fissura bastante visível. A parte com aspeto preto glossy é na verdade transparente a fim de se poder ver a iluminação do logo da marca (vermelho) que por si mesmo é de reduzido tamanho.

As earpads apresentam o mesmo tecido da headband, o pleather suave, mas desta vez com um enchimento que peca pela falta de volume e firmeza. A forma e dimensão deste almofadado são estranhos na medida em que a forma pentagonal juntamente com as suas inerente dimensões, coloquem este headset numa posição estranha quando falamos de supra e circum-auralidade. A parte central da orelha chega toca na malha que cobre o plástico que protege a driver, o lóbulo chega mesmo a entrar, mas a parte mais superior está em contacto pleno com o almofadado. Para além do sentimento de awkwardness e de incómodo, ficam também espaços das earpads que não entram em contacto nem com orelha nem com cabeça nem com nada, o que leva a que haja leaks sonoros em ambos os sentidos.

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Outro detalhe muito importante destes Bloody G501 é a clamping force quase nula. Esta é uma característica que também leva a grande desagrado durante a utilização, uma vez que sem tensão a empurrar o headset contra a cabeça, o problema de leak sonoro já atrás referenciado piora. Para além disso, o headset abana bastante e com um simples movimento de “Não” com a cabeça, podemos sentir o equipamento a movimentar-se de um lado para o outro. No fundo, ficamos com a sensação que temos uma trouxa pesada pousada em cima da cabeça e que mantêm um equilíbrio um algo precário.

O cabo leva um sleeve com as cores do logótipo da marca, o tracional vermelho e preto, de muito boa qualidade e bem ligado a ambas as extremidades. A meio da viagem encontra-se situado o controlador do headset, que alberga ao todo 4 botões, que se traduzem em 4 funcionalidades. Este não apresenta grande qualidade estrutural, uma vez que é de fácil identificação a linha da junção das 2 peças que constituem este componente em toda a sua volta. O scroll do volume apesar de ter um bom feedback (suave e leve) é penalizado por ter a necessidade de ser rodado imenso para alterar ligeiramente o volume (aumentar o volume de 0 -> 10 requer uma volta de 360º). O slide do mic (duas posições, 0 para dar mute, 1 para não dar mute) é um elemento de fraca qualidade, nomeadamente no que toca ao deslize, onde sentimos o plástico a roçar contra plástico e nada mais. O relevo é baixo e o pontilhado não proporciona atrito suficiente para reduzir o desastre relativamente ao feedback. Ao centro, encontra-se o botão com retro-iluminação e que permite saltar entre os perfis áudio definidos no software.  Este tem alguma folga e um clique não muito agradável, mas pelo menos é de fácil pressionamento. As cores variam entre vermelho, azul, verde, amarelo e violeta. Por último, temos o botão que permite selecionar 1 dos 3 perfis áudio definidos pela marca e que são eles o modo gaming, o modo 2.0 e o modo 7.1.O feedback deste botão é igual ao do microfone.

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No fim do cabo, encontra-se a ligação USB sem o tradicional banho de ouro, mas que definitivamente não faz falta, umas vez que periféricos, no máximo, são desligados e ligados uma vez por dia ao PC.

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O microfone apresenta a típica maleabilidade e aspeto dos componentes homólogos de marcas como Steelseries e Asus. A qualidade de captação não é estonteante, contudo assume-se como muita satisfatória, com bom grau de claridade e anulação de sons exteriores.

Utilização

O conforto deste headset é praticamente nulo, devido à junção de fatores referenciados na categoria anterior. O Bloody G501 apesar de não ser pesado dá a sensação de o ser, muito por causa da ausência de clamping force. As earpads foram mal desenhadas, a sua forma e dimensão não assenta bem nem sobre nem em volta das orelhas e a sensação de desagrado que daí advém teima em permanecer durante a totalidade do seu período de utilização. A headband apesar de transmitir uma ótima sensação ao toque da mão, não o faz quando pousamos o headset na cabeça, uma vez que fazendo o peso sentir-se, o almofadado parece que se desvanece ficando somente a estrutura plástica/metálica com o tecido a fazer pressão no crânio, o que muito facilmente potencia dores de cabeça.

O controlador no seu todo é também outro elemento desagradável, é pouco sólido e pouco trabalhado (na medida em que aparenta fabrico chinês) e os botões têm péssimo feedback, especialmente o do mic e o dos perfis (lateral).

O som é outro aspeto não muito bom. De certo que há perfis que permitem a melhor perceção do espaço e dos acontecimentos circundantes, mas ironicamente não são os perfis que à partida permitiriam isso. A título de exemplo, o 7.1 seria o modo mais adequado para jogar FPSs onde o som é um aspeto fundamental, mas desenganem-se, porque o 2.0 é o melhor nesse caso, dado que é mais flat e apresenta um ligeiro toque de bass. O primeiro é muito estranho, nada a ver com 7.1 real, uma vez que ficamos com a ideia de que todos os objetos são empurrados bem lá para o fundo, ficando a pertencer ao mesmo distante plano sonoro. Para além disso, a sensação é a de que o som leva um muzzle geral, nesse perfil. O modo pré-definido G é o mais básico de todos eles e soa nada mais nada menos do que uns earbuds mono antigos com baixa qualidade sonora.

Um outro problema surge e diga-se que é um bastante desmoralizador. Para ligar o headset é necessário desativar as entradas áudio analógicas e caso o mesmo não seja feito antes de se ligar o headset, é necessário reiniciar o PC e voltar a instalar as drivers do headset por via do software próprio da marca, o Tonemaker.

Considerações Finais

Este é outro produto de uma das sub-marcas da A4Tech que apresenta graves falhas relativamente à qualidade de construção e desenho geral do produto. O nível sonoro é baixo e os presets e funcionalidades apresentados pela marca são também eles marcados pela falta de utilidade. O software apresenta uma tentativa falhada de tradução para PT-PT, a sua interface é pouco agradável e limada e há uma série de conflitos a nível de software e hardware associados à sua utilização.

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Alternando entre diferentes headsets e headphones, apenas sobressaem as piores características destes, especialmente a ausência de clamping force que irá causar uma outra série de problemas. Esta é uma questão muito presente em produtos na casa dos 20€ e não de 40€+.

A sua utilização quotidiana pode ser mais pacífica do que esta análise possa fazer transparecer, porém os pontos negativos não desaparecem, estão todos lá e para quem já experimentou e usou largamente outros equipamentos, este pode ser bastamte incomodativo pela totalidade dos fatores referenciados mais atrás.

O seu preço bem pode rondar os 40€, mas não é um valor que não condiz com a qualidade do produto. Existem melhores alternativas abaixo de 40 e 30€ e como tal este não é um headset que nos faça sentir confortáveis ao recomendá-lo.

Resta agora agradecer-nos à Bloody por ter cedido este exemplar para análise.

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O bom

  • Solidez
  • Cabo com sleeve
  • Headband
  • Extensão da haste
  • Micro

O menos bom

  • Clamping force
  • Presets e som no geral
  • Paint job pouco resistente
  • Controlador
  • Formato e dimensões das earpads
  • Cápsulas apenas se movem em torno do eixo Z
4 Comentários a este artigo
  1. Valeu mesmo pelo review! Estou a procurar um headset para substituir o meu que está bem desgastado!
    Eu tive este como opção, mas a questão do desconforto me preocupou bastante mesmo!
    Mas ainda bem que foi feita esta detalhada review! Valeu!

  2. tenho um e achei ele bom, nao tao bom quanto o superluz hd681 , porem um poduto de qulidade com CxB , o microfone nao tem ruido, a voz sai super limpa, ja as configuraçoes do software nao é intuitiva porem com algumas horas de teste vc acaba se adaptando, jogando com alguns amigos que possuem siberia e kraken

  3. Achei o meu muito confortável. Só a pessoa ser muito reinenta. E pelo preço deixa muitos da concorrência no chinelo. Oferece sim otimos recursos, o efeito 7.1 dele impressiona mesmo não sendo real. Mas cada um tem sua opinião. Uns preferem uma marca e outros preferem outra

  4. O meu é muito bom, a qualidade de aúdio é impecavel, se voce não for um orelhudo é ótimo, e ao contrário do que disse, eu prefiro que não tenha a força de compressão na cabeça, pra quem joga horas por dia isso é ótimo, porque fones que forçam a cabeça tendem a incomodar após longos periodos, todo material é bem acabado, meu fone tem 1 ano e nenhum arranhão, basta ter na sua mesa ou proximo um gancho para pendurar seu fone, qualquer produto desse tipo tem que se haver cuidado redobrado, não são feitos pra cair.

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