Home Periféricos Headphones Review Astro A50 Wireless

A Astro é uma marca centrada em equipamentos áudio multi-plataforma, especialmente conhecida pelos seus headsets de preços exorbitantes. No nosso país, pouca ou praticamente nenhuma pressão exerce sobre marcas mais do que sediadas no nosso país, como é a Steelseries, Razer, Tritton, etc.

Astro-Logo

Podemos afirmar que a marca dedica maior esforço à área das consolas, não fossem os seus inúmeros patrocínios nessa área e os quase inexistentes em eventos PC.

Especificações

Conexão:  

  • Sem Fios
  • Mini USB
  • Jack 2.5 mm – Xbox Live
  • Jack 3.5 mm

Cor: Preto
Material: Plástico, materiais de enchimento, outro
Impedância: 48 Ohm
Frequência de Resposta: 20 Hz – 20.000 Hz
Nível de Pressão Sonora: 1 kHz – 118 dB
Distorção Harmónica Total: < 1%
Tecnologia Wireless:

  • Frequência 5.8 Ghz
  • KleerNet

Bateria:

  • Autonomia entre 8 a 10 horas
  • 5 horas de carregamento para atingir carga máxima
  • Com indicação luminosa de carga

Microphone:

  • Directividade: Uni-Direccional
  • Tecnologia de cancelamento do ruído

Extras:

  • Auscultadores com tecnologia audio Dolby 7.1 Surround Sound
  • 3 modos de equalização pré-definidos
  • Permite balancear audio de voz e jogo
  • Com controlos para audio e equalização nos auscultadores
  • Alimentação Mini USB (Compatível com USB 2.0)

Embalagem e Conteúdo

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Em Pormenor

Os Astro A50 Wireless são um headset relativamente mais complexo do que todos os outros devido ao último elemento do seu nome. Como tal, para fazer o setup dos mesmos é um bocadito complicado e pode levar a alguma frustração pela necessidade de reinicios e alteração de opções de som do Windows. À parte disso, é relativamente simples, dado que basta ligar o transmissor por cabo mini-USB – USB ao PC e ligar o headset. Ainda mais fácil será ligar o headset diretamente ao PC, também via cabo mini-USB – USB.

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O transmissor é uma peça engraçada e, até certo ponto, agradável de ter em cima da mesa. É esteticamente atraente, é compacta e é funcional, contudo não apresenta a melhor escolha de materiais, nem um decente  coating para tentar ocultar parcialmente esse facto. Este acessório fundamental, esconde atrás 5 ligações fundamentais (Aux, Energia, Opt-Out, Opt-In e USB) e mostra na face superior o botão para ligar/desligar e um outro para ativar o modo Dolby, que se iluminam de vermelhor quando pressinados e ativos.

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Relativamente  ao conforto do headset, o padding utilizado tanto na headband como nas cups é bastante agradável, sendo que o tecido escolhido para ambos os locais foi veludo (bastante espesso). Novamente, olhando para headband, podemos ver o pouco tradicional desenho da mesma, ainda mais se tivermos em conta que a mobilidade da mesma parece resultar de um conjunto de folgas do material plástico que lhe serve de estrutura.

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Com o headset assente na cabeça, podemos afirmar que o peso se encontra muito bem distribuido, contudo isso não altera o facto de que os Astro A50 ultrapassam significativamente a média de pesos de headsets. Não obstante, o almofadado geral do headset está desenhado e aplicado, dado que não existem pontos na cabeça onde sintamos uma maior pressão, especialmente, onde muitos headsets costumam falhar, na zona da headband. A clamping force podia ser maior, mas nos valores em que se encontra, está perfeitamente aceitável.

 

Se olharmos para os materiais utilizados, facilmente notamos em incoerências. É surpreendente ver um headset com uma haste que toma a forma de um tubo metálico, no entanto por 300€, não seria pedir muito que usassem outros materiais mais sofisticados na totalidade da estrutura do headset, no entanto, isso não se verifica. Tanto a parte exterior da headband como as cups e tudo o que a circunda, se resume a plástico banal, facilmente quebrável e algo que no fundo se encontra em qualquer outro headset de valores bem mais modestos. O mesmo se aplica ao microfone, que quando movido se faz sentir bastante débil e suscetível a folgas futuras. Não ingnorando isto, seria incorreto omitir que de facto, os Astro A50, quando manuseados ou até mesmo abanados, não perdem a sua compustura (é sólido, mas não robusto).

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As cups e o padding das mesmas são confortáveis, como já foi referido anteriormente, e o espaço no interior das mesmas para as orelhas é bastante (só tocam em alguns pontos chave do padding), não provocando dores de cartilagens com utilizações extensas. O isolamento é banal, tal e qual como com uns Steelseries 9H consigo ouvir uma televisão com volume relativamente baixo, a 2/3m de distância, contudo com som ligado, apenas muito raramente sou perturbado por qualquer barulho ambiente.

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Ainda nas cups temos alguns extra. Na esquerda temos as ligações e na direita o scoll para volume e o switch de posições para escolha do perfil EQ.

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A qualidade áudio dos A50 de facto, não é nada surpreendente, mesmo passando por todos os perfis do EQ. As respostas por todas as frequência fazem-se sentir mais ou menos equilibradoas, sem bass a sobrepôr-se a graves, sem agudos com baixa extensão, nem médios ocultos, contudo, o som enquadrar-se ia num budget de 1oo€ e nunca num de 300€. O modo Dolby, de facto, era pouco percetível, nem chegava realmente a implementar melhorias significativas a nível de palco (isto jogando CS:GO). Para tudo o resto, por exemplo, reprodução de faixas sonoras e filmes com efetiva qualidade, não recomendaria nunca este headset, especialmente quando por 60€ compramos headphones que deixam este headset estatelado no chão.

A bateria corresponde ao anunciado, nomeadamente, apresenta uma longevidade de ~7 horas, com reprodução sonora durante quase todo o tempo. Apesar de cumprir o prometido, não devemos esquecer que 7 horas é realmente muito pouco tempo, tempo esse que pode muito bem ficar aquém de algumas sessões de jogo mais sérias.

O microfone é de construção simples e, infelizmente débil. Facilmente conseguimos prever o mesmo a ganhar folgas e a não se conseguir segurar em alguns ângulos num espaço inferior a 1 ano. No que toca ao registo que grava, novamente não é nada, nada surpreendente, está basicamente à altura da parte homóloga de uns Steelseries Siberia V2.

 

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Por fim, temos um extra, um full-size suporte para o headset, algo que é imensamente útil e que no fundo, todos desejamos ter. Apesar de plástico é bastante robusto e segura o headset com a maior das facilidades. O encaixe é um no-brainer e como tal é simples e não gera qualquer problema.

Considerações Finais

Os Astro A50 Wireless são um headset de design bastante particular, original e, portanto, caracterizador da marca. No entanto, este parece ser um dos poucos positivos do headset, já que por 300€ é bastante penoso ver um headset falhar profundamente a nível sonoro e ao nível de alguns pontos relativos à sua qualidade de construção.

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Os perfis EQ e modo Dolby, praticamente não aplicam qualquer alteração ou melhoria ao registo sonoro do headset, mostrando assim a inutilidade de algumas features tanto gabadas pela marca.

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O headset, por ser wireless, apesar de confortável, é pesado e isso nota-se ao longo de longas sessões, mas talvez isso não seja assim um problema tão grande, dado que os A50 nem chegam a aguentar longas sessões, não fosse a curta longevidade da sua bateria. O transmissor puxa alguns pontos positivos para o headset, mas também denota algumas falhas a nivel de acabamentos. O suporte, é também um acessório interessante, útil e portanto um outro ponto de “salvação” deste pack.

É de facto triste, num conjunto destes, ver que os acessórios brilham em detrimento do próprio headset. É do meu entender, que os 300€ necessários para ter este conjunto em casa são completamente desfasados da realidade, especialmente tendo em conta que nem sequer tem piada o nº de headsets wireless superiores a estes num range de apenas 200€.

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O bom

  • Conforto
  • Transmissor
  • Suporte

O menos bom

  • Qualidade de construção (pontual)
  • Qualidade sonora
  • Robustez
  • Peso
  • Longevidade da bateria
  • Preço

 

0 Comentários a este artigo
  1. Para remover o ruído bastava ir ao site e fazer o update ao headset pelo usb… foi um patch lançado logo na semana de lançamento deles em 2012. Se saõ pesados não são confortáveis, foi isso que notei enquanto os tive… as cartilagens das orelhas começam a doer (como noutros h7’s quaisquers). E realmente o que falha aqui é mesmo a qualidade sonora, comparável aos sony que põem demasiado bass para meter deibaixo do tapete os médios e agudos… A qualidade de construção é muito boa, pode ser em plástico mas os smarthphone Samsusng também o são, custam tanto como os iphone e há mais gente que o prefere, acho que a ideia foi mesmo reduzir o peso. O que é ridículo é ver aquele mini amp leve com uma carcaça de plástico e o acessório cabide para pousar o h7…

    • Desconhecia o patch relativo ao ruído, terei que atualizar essa informação. Relativamente à relação conforto/peso, mantenho o que disse. O headset é confortável, tem bom padding e um peso muito bem distribuído, contudo, tal e qual como digo no artigo, o peso faz-se notar mais durante longas sessões, quando a fadiga aparece. Outra coisa, não percebi bem a referência às dores nas cartilagens, dado que as cups deste headset são circum-aurais e as orelhas ficam muito bem acondicionadas, só tocam muito, mas muito ao de leve numa zona do padding (tenho orelhas de tamanho normal, não pequenas). Quanto ao suporte e transmisssor, vá, são tentativas da marca em fazer valer os 300€, mas tudo isso também foi referenciado no artigo. Por último, relativamente à qualidade sonora, sinceramente foi melhor do que se costuma encontrar em headsets até 70/80€, mas por exemplo ficam muitíssimo aquém de uns simples CAL! que apenas custam 60€. Isto são headsets, quer queiramos quer não, as marcas são capazes de se importar mais com o aspeto e com uma grande quantidade de bass, do que com real qualidade sonora.

    • A qualidade de construção não é assim tão boa, achei os Steelseries 9H mais sólidos e robustos e também eles são feitos de plástico. Estes têm algumas folgas, o microfone simplesmente não inspira qualquer confiança e pegando no headset e abanando-o um bocadinho sentimos as coisas a mexerem mais do que é devido. Não obstante temos pormenores muito interessantes, falando da qualidade do padding, de detalhes como a haste plenamente metálica, das cups em quase toda a sua totalidade, mas isso são pormenores que caem para segundo plano quando temos falhas bastante palpáveis sempre que seguramos no headset.

    • Só mais uma coisa, o som pecava muito, mas nestes não notei um abuso particular relativamente ao bass. Até esteve em valores mais baixos do que na vasta grande maioria de todos os headsets.

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