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Apesar de, em Portugal, se falar muito no desemprego, a área das tecnologias de informação e comunicação ( TIC ) é das áreas com mais saída profissional.

Portugal: Em 2015 vão faltar 8 mil informáticos.

Portugal: Em 2015 vão faltar 8 mil informáticos.

Segundo o estudo “E-Skills in Europe”, no últimos anos, Portugal tem tido uma evolução positiva nesse setor. O emprego tem vindo a crescer continuamente, mesmo durante o período da recente crise financeira que tanto abalou o país. Os salários do setor são elevados e continuam a subir, tornando este setor dos mais apelativos para se trabalhar em Portugal. A expansão para novos mercados tem vindo a ocorrer, principalmente para países onde se fala a língua Portuguesa, como Angola e Brasil, o que aumenta ainda mais os potenciais do mercado das TIC.

Contudo, a procura em demasia não é um sinal positivo para a economia do país. Segundo o mesmo estudo, em 2015, irá haver um excesso de procura por especialistas em tecnologias de informação e a oferta não irá conseguir acompanhar esses pedidos. O fosso entre a oferta e a procura poderá constituir um forte entrave no crescimento económico. Prevê-se que em 2015 irão faltar cerca de 8100 especialistas em tecnologias de informação.

O mesmo estudo indica que, o sistema de ensino português em Engenharias Informáticas, deverá evoluir de áreas ligadas ao equipamento informático para áreas de desenvolvimento software que têm mais empregabilidade.

O estudo “E-Skills in Europe” pode ser consultado aqui.

Segundo a notícia do Jornal Expresso, no dia 3 de Outubro, na conferência Cimeira Grand Coligation for Digital Jobs em Lisboa, debateu-se este desencontro entre a oferta e a procura na área dos recursos humanos e encontrar soluções, com diversos especialistas e empresários do setor.

As questões que se levantam por aqui são: será que existirá falta de informáticos ou “bons informáticos”? A escassez da oferta, deve-se pela falta de jovens interessados em tirar cursos académicos específicos nas áreas de TIC ou falta de formação com qualidade e em conta às demandas da procura?

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