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Introdução

O Lilireviews vem hoje apresentar o segundo modelo da série Ozone Rage, depois de apresentar os Rage 7HX chegou a vez dos Rage ST fazerem a sua entrada no mercado. A Ozone é uma marca conhecida pelos seus periféricos gaming de qualidade a um preço acessível, e a qual defende que “It’s all about Evolution”, vamos então analisar a última evolução da marca em termos de headset estéreo.

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As suas características chave passam pelo sempre importante conforto, auriculares de tamanho XL, microfone destacável, comando no fio, e para finalizar uma otimização do som para gaming. Para além destes pontos fortes a Ozone dispensou o seu tema de cores habitual e dá a escolher ao utilizador entre 5 cores: preto, amarelo, azul, vermelho, e o modelo desta review branco.

Nos próximos parágrafos vamos partilhar a nossa experiência com este headset que pretende entrar no mercado extremamente competitivo de gama média/baixa com um preço a rondar os 30 €.

Características

Auriculares

  • Dimensão do Driver: 40mm
  • Frequência de resposta: 20~20kHz
  • Sensibilidade: 99dB (@1.0 kHz)
  • Impedância: 32Ω

Microfone

  • Diâmetro do Driver: Φ 6.0×5.0 mm
  • Direção de Captura: Omnidirecional
  • Impedância: ≤ 2.2 KΩ
  • Sensibilidade: -38 dB (@1KHz)

Geral

  • Comprimento do cabo: 2.9 m
  • Controlador de áudio no fio com controlo independente para volume e chat
  • Ligação: Ficha USB
  • Peso: 344 gr

 

Embalagem e Conteúdo

 A embalagem mantém o desenho tradicional da Ozone com as várias manchas e gráficos irregulares. A proteção oferecida pela caixa é suficiente para que os eventuais acidentes de transporte não se façam notar no material

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Na frente temos uma janela bem grande que dá a conhecer os Rage ST aos potenciais compradores, sem qualquer tipo de informações escritas.

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Na traseira temos um desenho praticamente igual aos Rage 7HX, com os quais este headset partilha muitas das características principais, exceto o virtual surround sound, mantendo o desenho ergonómico, auriculares XL revestidos a tecido perfurado, microfone destacável e comando no fio.

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No interior temos apenas o essencial, um guia rápido, microfone e headset. Dado que este é um modelo mais económico a Ozone tentou reduzir os custos ao máximo oferecendo apenas o essencial ao gamer comum.

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Os Rage ST apresentam um desenho muito simples com poucas linhas, no entanto exibem recortes nos lados a contrastar e todas as cores disponíveis são bastante vivas, onde o modelo que temos é capaz de ser o mais discreto em conjunto com o preto, mas mesmo assim é um branco ofuscante como se pode ver nas imagens.

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Os materiais usados neste modelo não diferem muito do seu irmão 7HX, onde em vez do plástico baço temos agora um plásticos mais polido mas que no entanto não sofre muito com o problema das dedadas, deixando-as passar despercebidas. Na banda da cabeça temos pele sintética com um acolchoamento razoável, e nos auriculares um tecido sintético perfurado para ajudar à dissipação do calor.

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A construção dos Rage ST também aparenta ser boa, com poucas partes móveis à exceção do ajuste em altura, este headset não apresenta ruídos estranhos mesmo quando se dobra um pouco. A sua leveza também merece nota e é algo que provavelmente irá abonar muito a seu favor em utilização prolongada.

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O comando no fio põe ao dispor do utilizador uma roda que permite controlar o volume do headset, e na traseira um botão para cortar o som do microfone. O fio de borracha utilizado tem alguma espessura e portanto resistência, no entanto quaisquer jeitos que sejam apanhados enquanto este está enrolado, dificilmente vão passar. A personalização das pontas das fichas e a sua proteção dão uma finalização especial a este produto.

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Finalmente o microfone é moldável e irá manter a posição a que o forçarem, e na ponta deste temos uma zona branca que, ao contrário dos Rage 7HX, não se ilumina quando o microfone está ligado.

Utilização

Headset

A primeira coisa que se nota quando se mete o headset é sem dúvida a leveza e conforto que este proporciona. Infelizmente, e isto pode variar de cabeça para cabeça, a segunda coisa que se nota é a falta de uma rotação na horizontal dos auriculares, já que estes exercem mais pressão na parte da frente que na de trás, e o facto da estrutura ser maioritariamente de plástico não nos dá confiança para os forçar um pouco.

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A força com que os Rage ST apertam a cabeça nem é forte demais nem demasiado solta, fica num intermédio agradável que permite que estes não caiam com o mínimo movimento. Deixados passar uns minutos de habituação, é notável o trabalho que a Ozone conseguiu com este headset, tanto em conforto como em qualidade de som, relembrando que este é um headset que não pretende fazer frente aos topos de gama existentes no mercado.

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O isolamento de som é algo que sofre bastante com o facto do encaixe na cabeça não ser o melhor e também pelo uso do tecido perfurado nos auriculares ao invés da pele sintética usada na banda da cabeça por exemplo. A forma dos auriculares não chega a ser completamente circular, mas como a Ozone afirma estes têm tamanho XL e a pressão não é feita em cima da orelha mas sim á sua volta.

Jogos

Nos testes em jogos não puderam faltar os first persons shooter onde os Rage ST tiveram um comportamento razoável, as explosões e tiros estavam bem retratadas no entanto não têm aquela qualidade que nos faz sentir que estão a passar mesmo ao lado da nossa cabeça. Também o som pareceu um pouco fechado não deixando transparecer mundos virtuais muito abertos.

Em jogos onde as pistas auditivas são importantes, como League of Legends, este headset foi capaz de as retratar de forma suficiente, mas não se pode considerar que lhes tenha conseguido dar um destaque tão bom como outros modelos mais caros.

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Música

Apesar da Ozone afirmar que este headset tem uma afinação mais apropriada para jogos a qualidade com que se consegue ouvir música é boa. O som não é completamente abafado pelos graves como acontece com alguns headset mais baratos que tentam dar a impressão de “poderosos” porque têm graves aumentados. Com a regulação certa no equalizador conseguimos obter uma potência agradável tanto em tons mais baixo como nos mais altos, embora em nenhum dos casos estes sejam tão claros como em modelos de gama alta. O volume que estes são capazes de debitar não é impressionante, nos testes realizados mantive volume a 70% a maior parte do tempo, contudo é possível que estes estejam a 100% do volume sem notar nenhuma distorção no som.

 

Filmes

Dos três tipos de testes este foi o que me pareceu ter a pior prestação, já que sofre do mesmo problema que nos jogos, mesmo em filmes com um som mais cuidado os Rage ST continuaram com um som fechado demais. Os momentos mais pesados estão lá, mas os diálogos não têm o destaque que deveriam. Isto não faz com que esta seja uma má experiência, apenas fica pelo razoável.

Controlo Remoto em linha

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O comando presente no fio é bastante intuitivo, tanto pela sua forma, como pelo facto de contar apenas com dois controlos, uma roda para controlar o volume e um botão de corte do microfone.

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Ao contrário dos 7HX é fácil operar este comando sem olhar diretamente para ele.

Microfone

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O microfone deste modelo é bastante sensível a ruídos, para resolver este problema convém não o usar no seu volume máximo nem usar o Microfone Boost do Windows. Neste caso não conseguimos comprovar a “tecnologia avançada de cancelamento de ruido” que a Ozone refere na caixa, no entanto depois de ajustado o volume é possível ter conversas com os nossos colegas de equipa de forma satisfatória sem interferências.

 

Conclusão

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A Ozone foi criada a pensar no segmento de utilizadores que pretende uma qualidade mínima nos produtos que compra, mas sem pagar mais pela “marca” que pelo material. Podemos concluir que neste caso, os Ozone Rage ST são um exemplo do que a marca nos pode oferecer neste nível.

Este é um headset focado no essencial, conforto e qualidade de som, e se tivermos em conta que estes rondam os 30€ chegamos a conclusão que a relação preço/qualidade é muito boa. A construção deste headset provou ser robusta apesar o material principal ser o plástico, e o acolchoamento da banda e auriculares é suficiente já que a sua leveza não exige mais.

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A qualidade de som dos Rage ST foi algo que surpreendeu. Não se pode dizer que sejam brilhantes numa área específica mas o equilíbrio entre graves, médios e agudos é bom o suficiente para estes se distinguirem, tanto em jogos como música, tornando-os uma boa aposta para utilizadores que pretendam algo mais que um headset apenas para jogos, já que o microfone é destacável, a performance em música é boa e está disponível em várias cores, tornando-o num bom parceiro para o vosso leitor de MP3 ou tablet.

Para elevar um pouco mais o nível deste headset era bom ter visto mais alguns pontos de rotação na estrutura para que esta se ajustasse a qualquer forma de cabeça, e um pouco mais de isolamento de ruído.

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O Bom:

  • Preço
  • Microfone destacável
  • Design e 5 cores à escolha
  • Confortável e leve

O Mau:

  • Captação de ruído do microfone
  • Isolamento de ruído

 



Agradeço à FJMP pelo modelo testado.

6 Comentários a este artigo
  1. Eu não sei como é que é possível vocês atribuirem uma pontuação de MUITO BOM a este produto ! Palavra de honra !
    Eu estou ligado ao mundo do som, comprei uns pensando que seria um bom negócio e foram os 30€ mais mal gastos que alguma vez gastei !
    Eu gosto muito do vosso site, mas sinceramente e perdoem-me a franqueza, não sei em que se baseiam para atribuir este tipo de pontuações a este tipo de produtos. Para quem percebe minimamente de som isto é um produto da “loja do chinês” com uma embalagem bonita. Nada mais do que isso.

    Bom dia

    • Olá Luis.
      Os auscultadores são dos periféricos mais subjetivos que existem, tanto podem ser bons para uns como maus para outros. No entanto, para além da pontuação, eu apresento as razões pelas quais lhes dei esta pontuação, já que um Muito Bom vai desde 8 a 10, e um Muito Bom num produto de 30€ não deve ser diretamente comparado com produtos bem mais caros com a mesma pontuaçao, Na minha opinião estes fones têm pontos fortes em relação a outros desta gama, no entanto não os estou a comparar com outros produtos que tiveram pontuações altas como os Cyborg F.R.E.Q. 5 ou os Corsair Vengeance 2000 e que custavam muito mais. Concordo contigo que quem percebe minimamente de som não irá ficar completamente satisfeito com os Rage ST, mas essas pessoas também não vão comprar auscultadores de 30€, e falo por mim até.

  2. Gostaria de saber se tem garantia comprei um head set ozone é um mês depois o microfone parou de funcionar o que eu faço…obrigada

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