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Trazemos-vos aqui hoje um novo projecto, que consiste na realização de Tutoriais de dificuldade variável acerca das mais variadas Linguagens de Programação. Estes Tutoriais vão ser divididos em 3 (ou mais) partes, conforme o grau de dificuldade dos subtemas a abordar que sairão com alguma distância uns dos outros, com o objectivo de que o leitor possa, com calma, pôr em prática todos os conhecimentos adquiridos e acima de tudo colocar as suas questões.

Para inaugurar o projecto, a linguagem escolhida foi exactamente o Python.

Esta primeira parte do Tutorial de Python não será tanto virada para o “Fazer” mas sim mais para o “Conhecer”, para que possamos também entender um pouco como foi criada e alguns aspectos importantes da Linguagem.

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Quem é o Python?

Python é uma linguagem de programação interpretada, imperativa e orientada a objectos . Foi lançada por Guido van Rossum em 1991. Atualmente possui um modelo de desenvolvimento comunitário e aberto, gerido pela organização “Python Software Foundation“. A linguagem foi projectada com o objectivo de reduzir ao máximo o esforço do programador e dá prioridade à legibilidade do código sobre a velocidade ou expressividade. Combina uma sintaxe concisa e clara com os recursos poderosos da sua biblioteca padrão e por módulos e frameworks desenvolvidos por terceiros. O nome Python teve a sua origem no grupo humorístico britânico Monty Python, criador do programa Monty Python’s Flying Circus.

Anatomia de um Programa em Python

Ao contrário de algumas outras Linguagens, como é o caso do Java, em Python a estrutura de um programa não é tão rigorosa, no entanto, há alguns bons princípios que se devem seguir, sendo que um programa é composto por uma zona inicial onde são declaradas as importações de módulos, a que se seguem as definições de variáveis, funções e classes, com a implementação do algoritmo necessário, como podemos ver abaixo:

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Zen of Python:

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O “Zen of Python” foi o texto usado por Tim Peter para explicar as metas do projecto que é responsável pela linguagem Python e devem ser encaradas por nós como boas práticas:

1. “Bonito é melhor do que feio.
2. Explícito é melhor do que Implícito.
3. Simples é melhor do que Complexo.
4. Linear é melhor do que agrupado.
5. Disperso é melhor do que denso.
6. Legibilidade conta.
7. Os casos especiais não são especiais o suficiente para quebrar as regras.
8. Embora o aspecto prático supere a pureza.
9. Erros nunca deveriam passar em silêncio.
10. A menos que explicitamente silenciados.
11. Diante da ambiguidade, recuse a tentação de adivinhar.
12. Devia haver uma (e preferencialmente apenas uma) maneira óbvia de o
fazer.
13. Apesar de que essa maneira pode não ser óbvia à primeira vista, a não ser
que sejas Holandês.
414. Agora é melhor do que nunca.
15. Embora nunca é por vezes melhor do que já.
16. Se a implementação é difícil de explicar, é uma má ideia.
17. Se a implementação é fácil de explicar, pode ser uma boa ideia.
18. Espaços são uma grande ideia, vamos fazer mais . . .”

Alguns aspectos da Linguagem:

Tipos Dinâmicos:

Python usa o tipo dinâmico, isto é, permite que se altere o tipo de uma variável ao longo do programa, através da substituição de um número inteiro por uma string, por exemplo.

O Tipo dinâmico é mais fácil para o programador novato para se familiarizar com a linguagem, pois significa que se podem usar as variáveis com mais liberdade, sem a preocupação com os seus tipos, no entanto o Tipo estático reduz significativamente o numero de erros no programa, pois quando as variáveis não necessitam de ser declaradas explicitamente antes de serem usadas, é fácil cometer erros de ortografia no nome de variável, por exemplo, e, acidentalmente, criar uma variável totalmente nova.

Indentação

O Python é incomum entre as linguagens de programação, uma vez que usa a indentação para separar o código em blocos. A maioria das linguagens usa chavetas ou outros caracteres especiais para definir o início e fim de cada definição de função e classe. A vantagem de usar a indentação é que força o programador a configurar o seu programa de uma forma que seja fácil de ler, e não há chance de erros resultantes de uma chaveta em falta.

Os Ficheiros

Os programas em Python são ficheiros tipicamente com a extensão .py e, após a sua compilação, produzem um ficheiro .pyc, que contêm o bytecode que resulta do interpretador do Python e que será depois executado .

ficheirosresultantes

 

Mãos à obra…

Como executo um Script em Python?

A forma mais fácil e que vamos abordar nos nosso tutoriais de executar um programa em Python é através do terminal

Para isso basta ter o Python instalado no nosso computador , movermos-nos para a pasta onde esta guardado o programa e executá-lo usando a sintaxe python nomedoprograma.py:

Captura de ecrã de 2015-08-05 00-34-14

 

Declaração e Impressão de Variáveis

Como já foi dito anteriormente, a linguagem Python, ao contrário de muitas, não necessita que se explicite o tipo da variável, uma vez que é automaticamente reconhecido por si, sendo apenas necessário dar um nome à nossa variável (de preferência sugestivo como mandam as regras do “bom programador”).

No que toca à impressão, é utilizada a função “print”, que nada mais fará do que imprimir no ecrã aquilo que for definido posteriormente.

Como término desta nossa primeira parte do Tutorial sobre Python, vamos definir duas variáveis, uma com o nosso nome e a outra com o nome do Tutorial, concatenando-as com mais algumas palavras e imprimir o resultado no terminal. Para concatenar(juntar) palavras e/ou frases (Strings), usamos o carácter “+”.

Código:

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Output:

Captura de ecrã de 2015-08-05 00-40-48

 

Tem alguma duvida? Quer deixar alguma sugestão para a próxima parte do tutorial? Então use e abuse da área de comentários!

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