Home Notícias Linguagem Python – Nível Avançado (Parte II)

Bem vindos à quarta e ultima parte do nosso Tutorial da Linguagem Python. Hoje abordaremos aspectos um pouco mais complexos do que nas partes passadas, como Dicionários e Ficheiros, utilizando ainda todos os conhecimentos adquiridos até agora .

Dicionários

Um dicionário nada mais é do que um par na forma “chave : valor”. Tudo o que se encontra dentro de um dicionário está dentro de duas chavetas (“{}”). Cada chave é separada do seu valor por dois pontos (“:”), e todos os pares são separados por vírgulas. Um dicionário vazio, sem nenhum elemento, é escrito com apenas duas chavetas.

As chaves são únicas dentro de um dicionário enquanto que os valores não podem ser, isto é, apenas poderá existir uma chave com o nome ‘x’ , apesar de ser possivel a existência de muitos valores com , por exemplo, o numero 3. Os valores de um dicionário pode ser de qualquer tipo, mas as chaves devem ser de um tipo de dados imutável como strings, números ou tuplos.

Para aceder a elementos do dicionário podemos recorrer ao uso dos parênteses rectos  (“[]”), tal como nas listas, com a chave dentro dos mesmos:

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É inclusive possivel actualizar um elemento muito facilmente através da sua chave , ou até mesmo adicionar um novo elemento ou remover um elemento existente :

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Como podemos verificar, obtivemos um erro quando tentamos aceder à chave ‘desempregado’ do dicionário uma vez que a eliminamos anteriormente.

Ficheiros (I/O)

A forma mais fácil para produzir uma saída é utilizar as funções de impressão (“print”) seguida de uma ou mais expressões. No entanto o Python oferece formas de não só produzir saídas, mas também recolher entradas, através da função “raw_input()” e “input()“, que nada mais fazem do que ler uma linha de texto introduzida através do dispositivo de entrada padrão (normalmente o teclado).

As grandes diferenças entre o “raw_input()” e o “input()” são que, no caso do primeiro, lê a linha de texto e retorna-a como sendo uma string , enquanto que o segundo assume que a entrada é uma expressão válida em Python e retorna o valor dessa mesma expressão. No exemplo abaixo utilizaremos como input uma estrutura chamada Lista por Compreensão, que não abordaremos no nosso tutorial, mas que pode ficar a conhecer aqui.

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Até agora temos estado a ler e escrever apenas para a entrada e saída padrão do nosso computador, no entanto é possivel utilizar de igual forma ficheiros de dados.

Antes que se possa ler ou escrever para um ficheiro, é necessário abri-lo previamente usando a função “open ()“. Esta função cria um objecto do ficheiro, que será utilizado para chamar outros métodos de suporte associados. Assim que um objecto do ficheiro seja criado é possivel aceder a variadas informações do mesmo:

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Alguns modos de abertura de um ficheiro:

  •  “a”   -Modo de adição. Escritas são adicionas ao final do ficheiro.
  •  “r”    -Modo de leitura. Não é possível escrever.
  • “r+”  -Modo de leitura e escrita. Se o ficheiro não existir ele é criado.
  • “w”    -Modo de escrita. Se o ficheiro não existir ele é criado.

No que toca a ler dados de um ficheiro, usamos o método “read()” ou “readline()“, que lê uma string de um ficheiro aberto:

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Para escrevermos para um ficheiro recorremos ao método “write()“, que escreve qualquer sequência de caracteres para um ficheiro aberto. É importante observar que as as Strings em Python podem apresentar dados binários e não apenas texto. O método “write()” não adiciona mudança de linha (“\ n“) no fim da cadeia:

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Depois de tudo ser feito com o ficheiro aberto, é necessário que o feche, para que todas as alterações sejam efectuadas com sucesso. Para isso utilizamos o método “close()” como pode verificar no exemplo acima.

 

Chegamos então ao fim da nossa série de Tutoriais da Linguagem Python. Esperemos que tenham aprendido algo connosco e acima de tudo se tenham divertido. Gostávamos de relembrar que tudo o que foi abordado nesta série de tutoriais está longe de ser a totalidade de temas da Linguagem Python, sendo que existem inúmeras outras estruturas interessantes, bem como frameworks que nos permitem utilizar a linguagem em conceitos mais reais, como a web. Por este motivo incentivamos uma passagem na documentação do Python bem como uma investigação pessoal sobre o que é possivel fazer com ela (acredite que a variedade é muito grande).

Qualquer duvida não hesite em nos contactar! Bons programas !

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