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Fallout 4 já faz pouco mais de 2 semanas que saiu e o hype foi imenso até esse ponto, com o release do seu famoso precedente à 7 anos os têm vindo a ficar sedentos pelo hit da Bethesda. Claro que esse buraco tem sido preenchido com o fantasy RPG da idade média The Elder Scrolls, mas um cenário pós apocalíptico cheio de tecnologia de ponta é a outra extremidade do espectro que muitos preferem. Passei as últimas semanas de volta deste muito esperado jogo, tendo ficado fã a partir do Fallout 3. Tentarei ser o mais breve possível, tarefa bastante difícil quando se fala do Fallout 4.

 

Plot

 

Pela primeira vez somos postos no tempo antes do dito apocalipse atómico que define o nosso cenário, no dia 23 de Outubro de 2077 feliz da vida com a sua família e entretanto alguém bate à porta. É um vendedor da Vault Tech com um tom de voz irritante que deseja falar contigo, deseja registar os teus dados pessoais para a admissão no chamado Vault 111, que será um abrigo caso algo dê para o torto no futuro. Aí será definido os teus S.P.E.C.I.A.L. stats que iremos abordar mais tarde e o teu nome, que já agora, Codsworth, o teu empregado robótico, está preparado para usar mais de 1000 nomes no seu diálogo, isto quer dizer que caso o teu nome seja inglês, estás um passo mais imergido no jogo.

 

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O vendedor vai-se embora, um momento de família mais tarde Codsworth chama-vos para ver o alerta da detonação nuclear iminente, assim que soa o alarme, vocês correm porta fora em direcção ao conveniente Vault 111. Podemos ver a nuvem em formato de cogumelo e a onda devastadora da explosão enquanto descemos para o abrigo, assim já parece mais Fallout. Lá dentro somos guiados por um doutor que nos fornece o fato habitual e nos coloca em câmaras separadas onde supostamente irão ser feitos exames médicos, só que não, somos postos num sono criogénico, congelados basicamente, o porquê não se sabe, mas só podemos confiar.

Voltamos a abrir os olhos com uma sirene a alertar o desligar das câmaras e vemos dois estranhos à nossa frente, parecem ser do exterior, eles abrem a câmara do nosso companheiro que tem o filho nas mãos, Shaun, mas não por muito tempo, ele é arrancado das suas mãos e a nossa cara metade é assassinada ao tentar resistir. Nós, impossibilitados de fazer algo estando presos na câmara, só podemos assistir ao evento até sermos postos de volta no sono profundo. Mais algum tempo se passa até acordarmos novamente devido ao mau funcionamento das câmaras e podemos finalmente sair, abrimos com destroço na alma a câmara do nosso falecido amor e partimos em busca e resgate do nosso filho.

A nossa aventura pelo deserto da Commonwealth começa e encontraremos várias facções, umas maiores, melhores e mais secretas que outras, nem todas serão viradas para o bem. Neste mundo tudo está ao alcance se assim o escolhermos, termos inimigos será algo constante mas não permanente se o desejares *wink wink*, e teremos de volta o nosso sempre fiel amigo Dogmeat.

 

 

Gameplay

 

O jogo começa com a habitual costumizing do teu personagem, tens liberdade total para alterares a tua aparência, escolheres o sexo, estrutura corporal e dar-lhe nome. Muita gente já deu asas à imaginação e uma simples personalização de uma face acaba por se tornar numa obra de arte, uma imitação de uma celebridade ou até mesmo a pior das atrocidades, a qualquer momento do jogo é permitido mudares o teu look quantas vezes quiseres se te fartares do actual, e podes sempre encontrar acessórios de moda no caixote do lixo para te sentires fashion a toda a hora.

 

 

Podes optar entre jogares na primeira ou terceira pessoa, se bem que ao jogar na terceira pessoa torna o facto de teres armas com sight-scope completamente inútil, embora dê para veres a fronha mutilada que criaste. Na introdução do jogo irás encontrar o item mais importante de todos os Fallout, o Pip-Boy, este serve para rastreares os teus stats, inventário, quests, localização e, porque não, rádio para uma música ambiente de jazz enquanto rebentas com super mutantes.

Os S.P.E.C.I.A.L. stats são compostos por Strength, Perception, Endurance, Charisma, Inteligence, Agility e Luck, ao atingires níveis irás ganhar perk points para distribuir na tua S.P.E.C.I.A.L tree para desbloqueares skills que te ajudam na sobrevivência pela Commonwealth da maneira mais brutal que possas imaginar.

 

 

O que nos leva para o sistema de combate, para além de apontar e disparar, temos o V.A.T.S. que significa Vault-Tec Assisted Targeting System. Basicamente no meio de fogo cruzado com um ou vários inimigos, a activação desta feature abranda o tempo e permite seleccionar que área do corpo do teu alvo queres atingir, isto é especialmente útil caso estejas com dificuldade em acertar nos sweetspots dos oponentes. Essas áreas têm uma percentagem de sucesso que varia com a distância e posicionamento da mesma, se a perna direita de um Raider estiver atrás de uma parede irá aparecer 0% e o tiro vai falhar, se apontares à cabeça com uma percentagem de 50% e achas que não chega um só tiro para acertares, basta seleccionares quantas vezes quiseres disparar. Claro que não te é permitido estar sempre em slow-motion durante a batalha inteira, cada tiro que faças neste sistema irá consumir Action Points que se traduz essencialmente na tua Stamina que é usada para sprintares (também uma nova adição face aos outros jogos). Os Perks ajudam a melhorar a tua performance dentro e fora deste sistema mas não serve te irá salvar de todas as situações, happy shooting!

 

 

Uma das grandes inovações foi o uso da Power Armor no jogo. A Power Armor é um exóesqueleto de armadura pesada que tem como combustível uma fonte de energia bastante rara na Commonwealth, tornando-se um recurso bastante valioso. Esta armadura aumenta consideravelmente os teus aspectos defensivos e ofensivos, decerto irá ser utilizada para um boss que esteja com dificuldades em cair.

A novidade é que a armadura foi apresentada no inicio do jogo, oposto aos precedentes que a disponibilizavam apenas no final do jogo, deverás encontrar mais peças para a armadura caso elas partam também como as poderás melhorar. Existem inúmeras delas espalhadas pelo mapa, quem sabe podes até fazer colecção delas na tua garagem.

 

 

O Fallout permite modificar o teu equipamento desde que tenhas as ferramentas e sabedoria que necessitas, o conceito de crafting não era novo, mas o que podias construir no Fallout atingiu agora uma nova dimensão. Depois de visitares certas comunidades podes construir usando a Workbench criando assim a tua própria cidade, novamente podes dar forma à tua criatividade e fazer o que quiseres, mas vem com um preço, tendo uma cidade terás que proteger e sustentar quaisquer necessidades que o teu povo tenha. Responsabilidades, não bastava teres um filho para procurar e agora tens de fazer de baby sitter para montes de gente, eu cá deixei-lhes uma Sentry Turret e eles que rezem.

 

 

Há muito ainda por explorar e não são 20, 50 nem em 100 horas que precisas de gastar para cobrir tudo o que há neste mundo, existem imensos easter eggs para encontrar e quests para descobrir.

 

Gráficos

 

Esta questão dos gráficos no Fallout 4 tem sido discutida com bastante descontentamento pela comunidade desde que o trailer oficial saiu, foram rotulados como maus.

Neste segmento é-me difícil comentar pois existe uma barreira que não me permite chegar ás definições Ultra, o computador. De certo que noutras plataformas next-gen não devem ter quaisquer problemas, mas não chegam ao pico que os PCs podem chegar.

Os gráficos não são maus, mas também não são impressionantes. Nota-se pouca definição nos corpos e faces dos monstros, texturas fracas no cenário e muitas partículas pixelizadas à solta. Como sabemos, quando um jogo sai a comunidade nunca vai estar 100% satisfeita, haverá sempre criticas, definitivamente que tentaram usar mais cores sem comprometer o aspecto de um deserto cheio de radiação, mas o aspecto do Fallout 4 parece “reciclado”, num espaço de 7 anos e comparado com outros jogos já disponíveis seria de esperar que a Bethesda nos fosse esmerar com um jogo lindíssimo, ou pelo menos à altura da competição.

Apesar de tudo, haverá sempre disponibilidade de mods que aumentem os aspectos em falta, mas por agora os mod developers ainda estão investidos em transformar as armas em gatos e nukes em crianças. Teremos que ser pacientes.

 

 

Últimos Comentários

 

Há demasiados aspectos do jogo para abordar e é complicado não usar o Fallout 3 como comparação tendo este sido Game Of The Year.

Reparei que houve certos cortes no jogo, o sistema de Karma usado nos antigos jogos desapareceu, o número de respostas disponíveis em dialogo foi drasticamente reduzida para apenas 4, talvez para acomodar os plebs das consolas. Era possível dizer a qualquer NPC para ir apanhar laranjas (o jogo pode ser rated R, mas este artigo não).

Os gráficos podiam estar melhores, mas desprezável em relação ao gameplay. Não mudou muito, mas porquê arranjar o que não está estragado? Os bugs do costume ainda estão lá e parece que já é hábito a sua presença nos jogos de hoje. Não estou descontente com isso, muito pelo contrário, se bugs/glitches não interferirem com a qualidade de gameplay servem sempre para umas peripécias humorísticas no Youtube.

Definitivamente recomendo jogarem Fallout 4, mesmo que não tenham seguimento na série de jogos, outros que o tenham vão entender as referências que fui dizendo. É um sério candidato a jogo do ano e garante à vontade dezenas de horas de pura imersão e diversão. Cuidado com os Deathclaws!

 

 

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2 Comentários a este artigo
  1. Acho que te escaparam alguns pontos maus.
    1) O port de consola para PC é muito mau. Logo ao inicio tens mouse acceleration, tens sensibilidade vertical a metade da horizontal etc e tens de andar tu nos .inis a mudar isto

    2) A “ilusão” de escolha no diálogo. Maior parte das vezes não interessa as escolhas no diálogo que fazes pois o seguimento é o mesmo (podes receber uma resposta diferente mas não altera o resultado final)

    3) Muitas pessoas incluindo eu tiveram bugs que impediram de jogar o jogo e tive de duas vezes usar a consola para passar 2 secções bugadas. E essas 2 vezes foram na main story, não side quests (uma era a quest que nao avançava, outra era o crash completo do jogo sempre que entrava na área da quest)

    4) Os multiple endings não sao bem “multiple”. A unica coisa que muda são os NPCs que estão contigo na ultima missão e a missão antes de preparação (ou se deres side com o institute mas mesmo assim…)

    5) O game engine já está outdated, penso que este é o ultimo jogo que a bethesda pode fazer com este engine, no próximo ou é diferente ou muitas pessoas nao vão comprar

    Por agora secalhar aconselhava a esperar por uns patches que deem fix a bugs e comprar de um site por mais barato, não pelos 60€

  2. O aspecto do port de consola não foi testado, e muitos dos bugs que dizes que aconteceram não me deparei com eles apesar de serem uma possibilidade.
    O facto do diálogo não importar e a história ser pre-determinada também foram elementos que me entristeceram vindo do Fallout 3, o jogo parece que foi feito à pressa e com grande descuido pela experiência dos jogadores. Mas numa era em que o dinheiro fala mais alto e as empresas preferem lançar jogos imperfeitos é assim que funciona.
    Mas não se pode odiar tudo, decerto sabes disso 🙂
    Melhorarei as minhas abordagens em jogos futuros, obrigado pelo comentário Luis.

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