Home Notícias Facebook compra Oculus Rift por 2 biliões de dólares

Como podem já ter dado conta temos aqui no Lilireviews grandes fãs do periférico que poderá vir a revolucionar a maneira como entramos no mundo dos jogos, estamos a falar do Oculus Rift. Para quem nunca ouviu falar ou não tem seguido os últimos desenvolvimentos, o Oculus é um equipamento de realidade virtual 3D que podemos usar como um capacete, e que depois do recente lançamento da 2º versão de desenvolvimento, está cada vez mais próximo do consumidor final.

httpv://www.youtube.com/watch?v=OlXrjTh7vHc

Ontem, 25 de Março, surgiu a notícia bombástica de que o Facebook acabou de adquirir a companhia responsável pelo desenvolvimento deste equipamento, a Oculus VR, por cerca de 2 biliões de dólares (2,000,000,000)! A título de curiosidade, quando a companhia publicitou o seu projeto no site Kickstarter, estavam a tentar gerar fundos no valor de 250.000 dólares, contudo no final de poucas semanas conseguiram juntar 2.437.429 dólares!

Esta não é a primeira empresa, nem provavelmente a última, que o Facebook adquire sendo que temos o exemplo das recentes compras do Instagram e WhatsApp, no entanto este é um valor astronómico por um produto que ainda se encontra em desenvolvimento.

Empresas gigantes como o Facebook ou Google realizam este tipo de negócios de tempos a tempos, mas o que torna esta notícia tão importante é o facto de todo o desenvolvimento que tem sido feito até agora no Oculus Rift ter sido focado no gaming, e com esta compra por parte de uma empresa que o mais próximo que tem de gaming ser o Farmville e afins, faz com que os apoiantes desta tecnologia se preocupem seriamente com a uma eventual mudança de direção da Oculus VR.

Oculus-Rift

No site oficial da Oculus VR podemos ler uma declaração da equipa, onde dizem “Há alguns meses atrás, Mark, Chris, e Cory da equipa do Facebook fizeram uma visita ao nosso escritório, ver os últimos demos, e discutir como poderíamos trabalhar em conjunto para trazer a nossa visão a milhões de pessoas. À medida que fomos falando mais, descobrimos que as duas equipas partilham uma visão profunda do que será necessário para criar uma nova plataforma de interação que permitirá a biliões de pessoas conectar-se de uma maneira que nunca foi possível até hoje.”. Já Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, afirmou o seguinte numa conferência de imprensa recente: “Mobile é a plataforma dos dias de hoje, e agora estamos a preparar-nos para as plataformas de amanhã”, acrescentado “Oculus tem a oportunidade de criar a plataforma mais social de sempre, e mudar a maneira como trabalhamos, jogamos e comunicamos.”.

Quando este tipo de compras acontecem é usual haver uma especie de comunicado como os que podemos ver atrás, a falar sobre uma visão partilhada entre as empresas envolvidas, e que este ato irá melhorar o produto final de maneiras que não seriam possíveis antes. No entanto quando estamos a falar de valores astronómicos, como 2 biliões de dólares, torna-se fácil “moldar” um pouco a visão da empresa mais pequena de maneira a que esta se adapte melhor à visão da empresa maior.

Para quem não percebe bem o porquê desta compra fica aqui um vídeo com 5 usos importantes do Oculus Rift que não envolvem jogos , sendo os mais importantes Terapia com Realidade Virtual (VRT), treino para adaptação a próteses, realidade aumentada, etc.

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As reações iniciais a esta compra têm sido muito negativas por parte dos apoiantes do projeto, e até de criadores de jogos, onde Markus “Notch” Persson foi o primeiro a anúnciar que irá deixar de trabalhar com a Oculus VR, terminando o desenvolvimento de uma versão de Minecraft compatível com o dispositivo, alegando o seguinte: “Não me interpretem mal, Realidade Virtual (VR) não é má para socializar. De facto, penso que o seu uso para fins sociais poderá ser uma das suas maiores aplicações (…) mas eu não quero trabalhar em aplicações sociais, quero trabalhar com jogos.”, acrescentado “Definitivamente quero fazer parte da Realidade Virtual, mas não irei trabalhar com o Facebook. Os seus motivos são demasiado incertos e mutáveis, e historicamente não são uma plataforma estável. Não existe nada na sua historia que me faça confiar neles, e isso torna-os estranhos do meu ponto de vista”.

A questão aqui não é se o Facebook é uma entidade boa ou má, é o objetivo com que está a fazer esta compra, e o que isto poderá vir a mudar no foco de desenvolvimento do Oculus Rift. Se a tecnologia executar tão bem como promete, brevemente poderemos usar o Oculus para tudo, desde jogos, a educação, a socializar, mas quem apoiou este projeto até agora esperava que jogos fossem o primeiro uso, e com esta compra, quem sabe…

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