Home Periféricos Headphones CM Storm Sirus

Nos últimos meses temos visto uma expansão no reportório de algumas marcas conhecidas, para zonas da sua zona de conforto. Uma destas marcas é a Cooler Master, empresa reconhecida pela qualidade dos seus produtos, maioritariamente nos seus dissipadores sempre um passo à frente da concorrência, mas também em caixas, fontes e outros acessórios.

A juntar a outras estreias documentadas aqui no LILIREVIEWS vemos a marca a investir fortemente numa série de gaming, de nome Cooler Master Storm, que oferece aos jogadores várias opções em ratos, teclados, e uma única em auscultadores, precisamente os que vamos analisar, os Cooler Master Storm Sirus.

No papel, estes auscultadores apresentam uma série de características que irão agradar tanto a jogadores entusiastas como a audiófilos – palavras da marca – sendo as mais notáveis um sistema 5.1 real, microfone com cancelamento de ruído e uma consola tática que lhe permite alterar várias opções em tempo real.

Vamos então avançar e ver o que este headset nos guarda.

Embalagem e Conteúdo

A parte da frente da caixa não contem nenhuma informação técnica, dando espaço a uma janela plástica por onde podemos ver o lado direito do headset assim como a consola tática, uma opção que deve ter ganho alguns compradores à Cooler Master dado o aspeto fantástico deste produto. O mecanismo de fecho envolve várias dobras e camadas de cartão, e é por isso bastante seguro.

Na traseira temos um pequeno texto em inglês que descreve o Sirus, assim como uma tabela com várias línguas a enumerar as características mais importantes, no entanto não está disponível uma descrição em português.

No interior o headset e a consola estão alojados num plástico rijo moldado à sua medida, utilizando o espaço vago por trás deste molde para guardar um conjunto de peças extra, são estas: um conjunto extra de almofadas para os auriculares substituindo as de microfibra por pele sintética, um cabo para ligar o headset a uma placa de som normal com jacks de 3,5 mm e o CD de drivers.

Chegando ao headset e a consola tática é difícil escolher qual explorar primeiro, ambos têm um aspeto fantástico com bastantes detalhes.

Headset

A primeira coisa que me surpreendeu ao pegar no headset foi a sua leveza, tendo em conta o aspeto robusto deste. Nada parece ter sido deixado ao acaso, com linhas contínuas e arestas suavizadas, até o próprio material escolhido merece uma menção, um plástico com acabamento suave aproximado de borracha, e com um toque mais confortável que alguns teclados e ratos que vemos hoje em dia.

Em relação ao acolchoamento, tanto na banda da cabeça como nos auriculares – que podem ser equipados com tecido de microfibra ou pele sintética- é bastante denso e confortável, não se estendendo porém por toda a banda, mas apenas no centro. O sistema de extensão apresenta um bom atrito, não alterando inadvertidamente o comprimento depois de ajustado.

Nas partes laterais dos auriculares a Cooler Master decidiu marcar a sua presença iluminando o seu símbolo.

O headset não permite muitos ajustes quanto à forma da cabeça, já que todo o material é bastante rígido, no entanto, para além do ajuste em altura já normal em qualquer modelo, este permite também uma inclinação ligeira de cada auricular .

Quanto a especificações técnicas temos para os auscultadores:

  • Modelo: SGH-6000-KK5R1
  • Canais: 5.1 Reais
  • Driver Frente/Trás/Centro: 30mm, Subwoofer: 40mm
  • Impedância Frente/Trás/Centro: 32 Ohms, Subwoofer: 16 Ohms
  • Princípio do transdutor: Dinamicamente fechado
  • Acoplamento da orelha: Circumaural
  • Almofadagem da orelha: Micro Fibra e Pele Sintética
  • Sensibilidade: > 105dB
  • Frequência de Resposta: 10Hz – 20,000Hz
  • Distorção: Menos de1%

Microfone

O microfone encontra-se ligado à earcup esquerda, este pode ser rodado e ligeiramente curvado à nossa vontade. Segundo a Cooler Master este possui ainda a capacidade de cancelamento de ruído de fundo e consegue portanto receber som apenas unidirecionalmente, algo que vamos testar mais a frente.

Para confirmar o estado temos um led na ponta do microfone, e enquanto este se encontra na posição de repouso, alinhado com o auricular, irá estar desligado, bastando rodá-lo para a perto da boca até se ouvir um click que sinaliza que este está ativo.

E para o microfone as especificações são as seguintes:

  • Padrão de Receção: Unidirecional
  • Frequência de Resposta : 100Hz – 10,000 Hz
  • Impedância: 2.2k Ohms
  • Sensibilidade: -46 dB ±3dB

Consola tática de mistura

Quanto á consola tática de mistura, apelidada assim pela Cooler Master, temos o inverso do que notei no headset, apesar do seu tamanho reduzido esta apresenta um peso considerável, dando mais uma vez a sensação de robustez por todo o equipamento. Com apenas 3 botões e uma roda central podemos efetuar ajustes no volume de cada alto-falante separadamente, do volume mestre e dos graves. Para isto temos o botão central que comuta entre os vários modos, e a roda que permite o ajuste. Gostaria de ter visto uma inercia maior no movimento da roda e um pouco menos de oscilação.O botão esquerdo corta o som dos auriculares, enquanto que o direito corta o som do micro.

A base da consola é revestida a borracha, o que aliado ao seu peso, permite que esta esteja em cima de uma secretária por exemplo, sem ser arrastada pela rigidez dos cabos.

Como forma de alimentação temos 2 USB banhados a ouro que efetuam a ligação entre o PC e a consola, e aqui a Cooler Master teve uma atenção especial, já que basta apenas 1 USB para que a consola e o headset funcionem, no entanto apenas 1 porta USB pode não conseguir proporcionar energia suficiente, especialmente se se tratar de um hub não auto-alimentado ou um portátil, e nestes casos basta ligar a segunda ficha conseguindo assim desfrutar de todo o esplendor que este headset é capaz de transmitir.

Por outro lado, bloquear um headset deste nível a uma consola dedicada era um desperdício, e para isto a Cooler Master desenvolveu um adaptador com 4 fichas de 3.5 mm, para os 3 canais de áudio e para o microfone, e uma ficha USB para alimentação de todos os alto-falantes, enquanto que a ligação entre este adaptador e o headset se mantém a mesma que com a base, uma ficha de 10 pinos mini-DIN banhada a ouro.

Todos os cabos usados são de tecido entrançado e notoriamente grossos, aumentado a durabilidade e minimizando nós e ondulações persistentes do cabo.

Software

O software disponível para este Sirus também foi alvo de preocupação por parte da Cooler Master. Esta conseguiu criar uma interface bastantes simples, talvez até demais em algumas situações, de modo a encorajar o utilizador a explorar as opções que a consola tática proporciona, opções estas que não ficam nada atrás de algumas placas de som dedicadas. É possível ainda instalar uma versão com língua portuguesa, algo que muitos utilizadores poderão gostar.

Entre outras opções podemos definir quais os alto-falantes a usar desde estéreo até surround,  ajustar o equalizador, controlar a frequência de corte do subwoofer e ativar efeitos de voz para o microfone.

Desempenho

Vamos então à parte que realmente interessa, estes Sirus têm um design merecedor de uma referência, onde até ganharam o Red Dot Design Award de 2011, mas o que é suposto fazerem é criarem cenários de som que nos consigam transportar diretamente para os jogos os filmes que estamos a ver.

Sistema de testes usado:

  • SO: Windows 7 SP1 x64
  • Motherboard: Asus P8P67 RevB3
  • Processador: i5 2500K @ 4.2 MHz
  • Memórias: GSkill Ripjaws-X PC3-12800 1600 MHz 8GB
  • Placa gráfica: NVidia GeForce GTX 460
  • Placa de som: Asus Xonar DX
  • Disco: Western Digital 500 GB 7200 rpm
  • Fonte de alimentação: Corsair TX 750W

Filmes

É realmente difícil para um headset bater um conjunto de colunas surround devido à disposição física e espaço aberto necessário para criar o efeito correto, no entanto o Sirus esteve à altura do desafio conseguindo recriar cenários com sons distintos vindos de direções diferentes. Graças ao alto-falante dedicado para subwoofer os sons graves como pancadas ou explosões são intensos, conseguindo até vibrar ligeiramente os auriculares acrescentado assim uma sensação distinta. As vozes e diálogos foram ouvidos perfeitamente sem sobreposições ou interferências de outros sons. Sem dúvida uma alternativa viável para as pessoas que não tenham a hipótese de usar um sistema de som surround na sua casa.

Música

Neste departamento o som surround não foi essencial para os testes realizados, embora a separação do subwoofer dedicado para os graves em relação aos outros alto-falantes tenha permitido um ajuste do equalizador muito mais gratificante, fazendo com que o headset se adapte a qualquer tipo de música. Se o utilizador assim o desejar, os Sirus conseguem chegar a níveis de volume e graves que se tornam até desconfortáveis, no entanto para frequências mais altas não fiquei impressionado com a performance do headset, sendo que faltou um pouco de abertura e nitidez em algumas vozes e instrumentos mais agudos, algo que se pode tornar difícil para alto-falantes de 30 mm.

Jogos

Como era esperado o Sirus foi rei e senhor em jogos onde a localização é crucial, como em shooters, o facto de se poder ajustar individualmente o volume de cada canal permitiu ouvir com muito mais clareza passos que nos perseguiam por trás ou pelos lados. Aquele “punch” criado por muitos dos efeitos sonoros dos jogos, sejam armas, edifícios a ruir ou outros, foi completamente transmitido pelo subwoofer.

Microfone

O cancelamento de ruído foi eficaz em situações de grande ruído, e mesmo em situações simples como o som de alguém a teclar enquanto joga, não passou para o outro lado da comunicação, deixando mais espaço para a voz sem interferências.

Consola Tática

A existência de uma consola dedicada para as afinações de volume de cada canal foi bastante útil, em todos os cenários. Isto porque em jogos permite um ajuste rápido dos parâmetros que não depende do tempo de resposta do computador, e em filmes e música o controlo de graves e volume permite uma utilização mais confortável para longos períodos de uso. A iluminação da consola não interferiu com a visão nem distrai, mantendo uma iluminação agradável e constante, no entanto em cenários com alguma luz a iluminação era insuficiente para se fazer notar.

Aconteceu me algumas vezes os botões de corte do microfone e auscultadores deixarem de responder. Este não me pareceu tanto um problema da consola mas sim do software.

A experiência sonora que tive com a consola foi praticamente igual à que uma placa de som dedicada como a Asus Xonar DX me conseguiu dar, no caso em que experimentei o adaptador fornecido. Tanto a consola consegue proporcionar ao headset tudo o que este necessita, como o uso do headset sem a consola é uma possibilidade real.

Conforto

Devido a leveza do headset, assim como da espessura das almofadas, o uso prolongado fez-se sem desconforto, e apesar da rigidez do material o Sirus não aperta demasiado a cabeça. Para além disto, o facto de se poder controlar o nível de som do subwoofer em tempo real diminui o cansaço dos ouvidos devido ao uso prolongado.

Para o contacto com a pele temos dois tipos de almofadas, um par de pele sintética capaz de bloquear mais o som, no entanto provocam um aquecimento muito maior do que o outro par disponível, de micro-fibra, que por ser poroso permite uma maior passagem do ar e, consequentemente, de ruído.

Conclusão

É impressionante a forma como a Cooler Master se conseguiu estrear num segmento em que nunca tinha participado, e de uma forma tão notória, e isto não se restringe apenas aos headsets, mas quanto ao resto da série apenas podemos especular para já no LILIREVIEWS.

Os Cooler Master Storm Sirus são o único modelo para já disponível no reportório da marca, e portanto o título topo de gama pode não parecer o mais correto visto que não tem concorrência, no entanto é mais do que merecido.

Este é um headset repleto de características, cuidado no design e com uma qualidade de construção invejável. Destina-se sem dúvida ao segmento de jogadores entusiastas, e não tanto a audiófilos como a Cooler Master afirmava, no entanto digo isto comparando com auscultadores dedicados a música, já que a experiência musical proporcionada por estes é sem dúvida satisfatória.

Nos pontos negativos referi, quanto à experiência musical, alguma falta de nitidez nos tons mais agudos, e quanto ao preço de 105 € vai depender de pessoa para pessoa, mas pelo que o dinheiro compra neste caso, um headset com 5.1 reais e uma consola de som dedicada com bastantes opções, este parece me um preço justo a pagar, mesmo que seja alto. Por outro lado, não considerando isto tanto como uma falha mas sim uma apreciação ao utilizador, a Cooler Master podia ter incluído um estojo de transporte devido ao tamanho total do headset mais a consola, e porque é realmente uma pena danificar material deste nível em deslocações.

O bom:

  • Sistema 5.1 real
  • Subwoofer potente
  • Confortável
  • Boa qualidade de construção
  • Consola tática de mistura
  • Red Dot Design Award 2011
  • 2 Pares de esponjas permutáveis
  • Possibilidade de funcionamento com 1 ou 2 fichas USB, ou jacks de 3.5 mm
  • Software com língua portuguesa

O mau:

  • Pouca clareza em tons agudos
  • Preço limitativo para algumas carteiras

Um grande agradecimento à Cooler Master pela oportunidade de poder testar este headset.

0 Comentários a este artigo
  1. boa noite, gostaria de pedir uma opinião, estou para comprar um headphone top, estou entre o Logitech G35, este e o megalodon, porem no meu caso é meio complicado, pois todos os fones com que eu tive problema foi com o microfone que não funcionava bem comigo devido a eu ter “big head” preciso de um fone for big heads, gostaria de saber qual o melhor headphone para meu caso, aproposito gostei muito dos reviews?

  2. Boas,

    Tenho estes phones e são 5*

    MAs uma quetão, porque estes com pontuação de 9.5 são muito bons, e existem outros com 9.5 que são excelentes??? Não gostam de CM?

    cumps

    • Olá r1sKas, o reviewer apenas atribuiu a pontuação final, o título “Muito Bom” ou “Excelente” é atribuído automaticamente de acordo com a pontuação. Neste caso o sistema do site tem como referência o Muito bom dos 9.0 aos 9.5, e Excelente de 9.5 a 10, portanto podes ter visto mal a pontuação.

      De qualquer forma não existem preferêcias aqui no Lilireviews, apenas uma expectativa de produtos de qualidade de marcas que assim nos habituam 🙂

       

  3. Boa noite Professor Luís Ferreira, é com muita satisfação que li seus reviews de muita qualidade.
    Estou querendo comprar um headset gaming pro.
    Estou na dúvida se compro o 5.1 real da CM Storm ou o 7.1 virtual da Corsair, o 1500, aqi no Brasil não temos o 2000 ainda.
    Por favor me ajude, qual dos dois seistemas, sinceramente, fornece o som mais próximo do real possível?
    Fico no aguardo de uma rápida resposta.
    Obrigado, e parabéns pelos reviews.

    • Olá Alexandre, antes de mais obrigado pela opinião e por visitares o site.
      Quanto à escolha que tens de fazer não deverá ser muito difícil. Em termos de qualidade de som ambos os headsets são muito bons, mas teria de dar vantagem aos Storm Sirus, o poder de um 5.1 real fica à frente dos 7.1 virtuais da Corsair (isto se os 1500 forem tão bons quanto os 2000). Convém é lembrar que os Storm Sirus são um headset para ter na secretária, a consola retira-lhes bastante mobilidade assim como as ligações que acabam por ser mais frágeis que pontas de 3,5 mm.

      Se o que procuras é a melhor qualidade de som, sem ligar muito à portabilidade ou preço diria Storm Sirus. É pena não haver aí os Corsair 2000, já que aquela ligação sem fios e qualidade de som para mim são uma combinação espetacular! Mas tudo isto se resume as necessidades de cada um.

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