Home Guias Vale a pena mudar para o Windows 8?

O Lilireviews passou as últimas semanas a usar o Windows 8, versão Pro final, e está agora pronta a partilhar a sua opinião sobre o mais recente sistema operativo da Microsoft. Este artigo não pretende comparar os vários sistemas operativos existentes como Linux ou OSx com o Windows 8, mas sim tentar ajudar os utilizadores a decidirem se a mudança de outros sistemas para este é uma boa opção ou não.

O Windows 8 chega numa altura em que muitos utilizadores adquirem novos portáteis ou desktops para o início das aulas, e segundo relatos oficiais estes já deveram vir equipados com este sistema operativo a partir do final de Outubro, embora os interessados possam já ter experimentado versões de Preview disponíveis online gratuitamente.

A seguir descrevo alguns dos aspetos mais marcantes dos quais me apercebi num uso normal deste novo SO, sejam estes aspetos positivos ou negativos. O uso foi generalista e passou por browsing de páginas web, trabalho em ferramentas como office e alguns jogos como não poderia faltar, entre outros

Menu Iniciar

Sem dúvida este será o aspeto mais marcante para grande parte dos utilizadores. Ao iniciarmos o sistema, e depois de completarmos as configurações de primeiro arranque, podemos ver o novo menu iniciar que tanta polémica gerou.

Este faz parte de um novo paradigma de interação com o utilizador, como por exemplo quando se passou de um ambiente unicamente em linha de comandos para um ambiente gráfico. A mudança consegue ser sempre um processo incapaz de agradar a gregos e troianos, alguns adaptam-se ou apoiam a mudança enquanto outros rejeitam-na por significar que têm que se habituar a outra maneira de trabalhar.

Antes de mais há que perceber o porque da mudança, a Microsoft pretende unificar a experiência dos utilizadores, quer estes estejam a usar um computador, telemóvel ou tablet, e para isto criou a interface Metro. Em dispositivos com ecrãs pequenos e com menor processamento o mais lógico é correr uma aplicação de cada vez em ecrã inteiro, enquanto outras ficam em background, e se executarmos algumas das aplicações que aparecem inicialmente neste “mural” é assim que estas se comportam, este é o paradigma dedicado aos dispositivos móveis onde o Windows 8 irá correr. No entanto, o Windows 8 não é um sistema operativo apenas para dispositivos móveis, e para os computadores normais continuamos a ter o Ambiente de Trabalho ao qual estamos habituamos desde os seus primórdios nos anos 60. Esta aplicação pode ser iniciada como uma das tantas outras Apps, e dá-nos acesso ao que estamos habituados a ver num computador normal, um ambiente de trabalho com ícones, uma barra de tarefas e um sistema de janelas flexível.

Como um utilizador regular de launchers, como XDock ou Object Dock, a inserção de um launcher que vem por defeito instalado foi bem recebida.  Para mim esta á uma maneira útil de conseguir aceder aos programas de uma forma rápida, e consigo assim ter um ambiente de trabalho organizado sem dificultar o acesso a aplicações que uso várias vezes. E para os que não apoiam esta mudança podem simplesmente ignorá-la ou até desativá-la como alguns programas não oficiais já fazem.

Task Manager e Janela de Transferências

O Resource Manager (ao qual podem aceder através da combinação CTRL+SHIFT+Esc) está agora muito melhor organizado e muito mais fácil de interpretar. A janela dos processos está agora dividida entre Apps, Processos em background e Processos do Windows. Para cada entrada destes podemos imediatamente ver a percentagem de CPU a ser usado no momento, Memória, Disco ou Rede. Em conjunto com uma utilização evidenciada por cores podemos perceber facilmente se alguma aplicação está a usar demasiados recursos. Na aba performance temos acesso a informação similar, mas agora para todos os processos em conjunto, com histórico em forma de gráficos assim como outras informações técnicas. Entre outras, temos ainda a aba Startup que nos permite controlar as aplicações iniciadas no arranque do Windows. Esta opção já estava disponível antes de outra maneira, mas tem agora um aspeto mais apelativo e informações sobre o impacto que cada processo gera no arranque.

A janela de diálogo de transferências, que surge quando movemos, copiamos ou cortamos algum ficheiro, foi igualmente melhorada em relação a versões anteriores. Podemos agora pausar transferências assim como juntar várias na mesma janela, em vez de termos uma por cada transferência em simultâneo. Podemos ainda ver um gráfico de velocidade de transferência ao longo do tempo, algo que pode não interessar a todos mas não deixa de ser útil.

Iniciar mais rápido e consumo de bateria reduzido

Uma das características anunciadas desde cedo neste SO foi a capacidade de iniciar o computador, de um estado completamente desligado, mais rapidamente. E assim é, depois de ligado, em alguns segundos temos acesso à interface Metro e aos nossos programas. Depois de mais de um mês de uso, e de instaladas bastantes aplicações ativadas no arranque posso dizer que não notei um impacto tão grande no tempo de arranque como a que se pode presenciar nos Windows anteriores.

Para além de otimizações no arranque podem-se notar algumas otimizaçoes  no uso de recursos, já que para uma bateria que normalmente durava 3 horas, passou a durar quase meia hora a mais.

Tema diferente e interface Ribbon

Continuando as mudanças ao nível visual, a Microsoft decidiu deixar para trás as transparências em janelas usadas no Windows Vista e 7. Sendo um utilizador que até gostava desta característica das janelas, não desgostei do novo aspeto, com linhas muito retas e sem transparências. A moldura das janelas adapta-se automaticamente à cor dominante do wallpaper que tivermos como ambiente de trabalho, e de maneira a tornar as janelas do Explorer mais simples foi adotada a framework Ribbon. Para quem não sabe o que isto é, podem observá-la na interface do Office 2010, onde temos comandos separados por abas, e estas podem ser minimizadas reduzindo o número de elementos na janela, concentrando mais a atenção do utilizador no resto e poupando espaço.

Acima de tudo isto permitiu uma poupança a nível de processamento e memória, que algumas pessoas já tinham se tivessem as transparências desligadas no Windows Vista ou 7.

Configurações sincronizáveis

Quando instalei a primeira vez o Windows 8, ao iniciar a primeira vez tive de configurar uma série de opções, sendo a mais importante a sincronização obrigatória com um email Live, à semelhança do que podemos ver no sistema operativo Android em que somos obrigados a sincronizar o sistema com um email Gmail. Isto é um passo necessário para que o sistema operativo consiga assim guardar uma série de configurações online, como personalizações visuais, sincronização de passwords, preferências de aplicações entre outras.

Depois de confirmar que o meu portátil conseguia correr o Windows 8 sem problemas de compatibilidade, formatei completamente uma partição, e quando iniciei o sistema pela primeira vez notei que as alterações que tinha feito na outra versão se mantinham nesta.

Compatibilidades

Ao mudarmos para um novo sistema operativo, um dos maiores problemas são as compatibilidades dos programas aos quais estamos habituados e que foram desenhados para sistemas operativos anteriores. No caso do Windows 8 podemos já ver algumas companhias a lançarem drivers compatíveis com o novo sistema, como é o caso da NVidia, no entanto continuam a existir muitos programas que não suportam oficialmente a mudança, pelo menos para já. Estando a realizar o teste num portátil, mais complicado é o processo de compatibilidades de hardware, e inevitavelmente deparei-me com alguns instaladores que se queixavam da versão do sistema operativo ou nem sequer arrancavam. Contudo depois de correr o assistente de compatibilidade para alguns dos drivers e programas que originalmente deram erro, consegui instalá-los com sucesso e até à data funcionam sem problemas, exceto alguns atalhos de teclado. No meu caso específico estou a usar um portátil Asus U41-SV, e depois de instalar o software que controla os atalhos especiais de teclado apenas alguns funcionam, deixando por exemplo os controlos de som unitlizáveis, e os controlos de luminosidade a funcionarem de forma limitada. No entanto isto não provou ser um problema grave já que ao arrastar o rato para um dos cantos direitos consigo aceder a um menu rápido de configuração, podendo controlar o som e a luminosidade do ecrã. Se eventualmente tiverem o mesmo problema têm sempre esta alternativa.

Adaptação de programas ao Windows 8

Existem algum programas que tiram partido do sistema Aero de transparências do Windows Vista e 7 para conseguirem integrar o seu aspeto visual de uma maneira mais similar com o sistema operativo. Apesar de estes programas suportarem um modo sem transparências já me deparei com alguns, nomeadamente o programa de mensagens Trillian que uso bastante, já lançou uma nova versão sem transparências e com uma melhor adaptação à barra de tarefas do Windows, com previews separadas de cada conversa e respetiva foto da pessoa. Esta poderá ser um tendência a ser seguida por outros programas que neste momento tiram partido da tecnologia Aero nas suas interfaces.

Sistema de Notificações

Nesta nova versão do Windows outra surpresa é o novo sistema de notificações. O já antigo balão de mensagem que aparece no canto direito inferior que nos acompanhava desde o Windows XP foi agora convertido num rectângulo de cor variável de acordo com a aplicaçao que o gera, e aparece no canto superior direito. É ainda possível desligar as notificaçoes durante 1 hora, 2, 4 ou por tempo indeterminado.

Integração das App

Depois de aberta uma app a partir da interface Metro esta porta-se como um programa normal aberto no desktop, ao qual até podemos chegar através do atalho Alt+Tab ou selecionando-a outra vez no menú. Existem movimentos de rato específicos que realizam acções genéricas para qualquer que seja a App, por exemplo arrastar uma App para um dos lados irá dividir o ecrã entre essa App e outra aberta anteriormente, ou arrastá-la para baixo irá fechá-la.

Contudo a interação com estas é algo que ainda carece de algum estudo por parte da Microsoft. Como uso um programa de mensagens dedicado decidi apenas testar uma vez a aplicação de mensagens que vem por defeito com o Windows 8, onde configurei contas de Messenger Live e Facebook. Contudo, depois de fechar a aplicação continuaram-me a surgir notificações de conversas que estava a ter através do Trillian. De imediato tentei fechar esta App, no entanto  para meu desespero pouco depois continuo a receber notificações. Já que matar a aplicação através do Gestor de Tarefas pareceu não ter efeito, vi-me obrigado a ir as configurações desta e desligar completamente a interação com o Live Messenger e Facebook.

Conclusão

Existem muitas mais novidades para além das que descrevi em cima, no entanto, e para o uso que dou ao portátil, estas foram as que mais me marcaram, algumas pela positiva e outras pela negativa. Depois de passar de Windows 7 para este novo Windows 8 não senti nennhuma necessidade de voltar ao sistema antigo. Embora não considere que haja uma característica espetacular, pelo menos para já, neste novo SO, existem definitivamente algumas pequenas alterações que melhoraram o seu uso, e as características negativas não me impediram de disfrutar do tempo que passo em frente ao computador

Se eventualmente vamos ter de começar a utilizar este sistema operativo, a pergunta não é tanto “Porquê mudar?”, mas sim “Porque não?”.

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0 Comentários a este artigo
  1. para já, tem de ser obrigado. Daqui a algum tempo talvez venha a ponderar experimentar. quando houver mais drives e menos problemas de compatibilidade com sistemas antigos.

  2. Desde setembro já! Pode nao ter nenhuma coisa nova que se destaque muito mas é um mar de pequenos detalhes melhorados. Nem sequer pondero voltar atrás

  3. Eu já uso ha um mes no desktop e estou a gostar bastante da experiencia, apesar de ja ter detectado algumas falhas (uma gravissima, nao consigo meter o fifa12 a funcionar grrrrr) acho que nao é um Vista cheio de bugs e tretas. Até agora tem nota positiva (menos no fifa…)

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