Home Periféricos Review Razer Naga 2014

Introdução

A Razer dispensa introduções. Marca bem conhecida no mundo gaming que se tem alastrado a muitos outros ecossistemas a nível de hardware e software, tentando sempre oferecer à república dos jogos as melhores condições para desfrutar de todos eles, frame após frame. Sendo esse o lema, já dentro do nicho do RPG, a solução da Razer para trazer a melhor performance e conforto na área dos jogos onde as dezenas de feitiços e controlos são de tal forma avassaladores que acabam por premiar os mais rápidos e bem equipados dos jogadores.

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O Razer Naga já não é novidade para ninguém. O estilo inconfundível e a semelhança a um telefone são o chamariz que o tão bem caracterizam e é muito fora do comum encontrar algum expert que não tenha experimentado ou, pelo menos, ouvido falar deste periférico rei nos RPG e MMOs.

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O modelo de 2014 vem acompanhado de algumas novidades sendo muitas delas, melhorias face ao modelo anterior e são efectivamente bem vindas a esta luta de titãs numa batalha muito disputada no mundo dos ratos gaming.

Embalagem e Conteúdo

A Razer não facilita no que ao embalamento diz respeito mas, infelizmente, não é no Razer Naga que vamos encontrar grandes luxos como estamos habituados (i.e. Razer Megalodon e Razer Mamba) e é certamente uma desilusão que só os produtos de topo tenham direito a uma embalagem de excelência tal que merecem estar expostas no nosso workplace, depois de cada utilização do periférico.

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Esta, no entanto, é mais simples mas não menos eficaz. A embalagem de cartão utiliza velcro como sistema de fecho de uma janela que nos permite um sneak peak do Naga 2014 antes da compra e, juntamente com os habituais manuais e recomendações da marca, pouco mais há a apontar a este separador. Embalagem competente, mas em nada se distingue da concorrência.

Em Detalhe

O Razer Naga 2014 está de cara lavada, apresenta-se com um estilo muito parecido ao do ambidestro Taipan e Ouroboros utilizando a mesma borracha e ergonomia no mouse 1, 2 e scrollwheel. Não sendo isto totalmente positivo para todos, pois este modelo acaba de se tornar menos parecido aos bestsellers Deathadder e Mamba para se juntar aos outros dois e talvez desta forma, separando um pouco as preferências da malta dos jogos.

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Mesmo que divididos, esta versão do Naga 2014 está mais bem trabalhada e evoluída, mesmo não conseguindo apresentar um upgrade muito significativo à antiga versão e, como é obvio, só mesmo fãs incondicionais do modelo é que deixarão de usar o antigo e fazer um investimento em quase tão pouca melhoria.

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A utilização do Naga 2014 é um sentimento agridoce. Só passado bastante tempo é que se consegue tirar o proveito das 19 teclas completamente personalizáveis e a fase de adaptação pode ser longa, tão longa que poderá obrigar a alguns utilizadores a abandonarem o conceito de uma forma bastante precoce. No entanto, para os que facilmente se adaptam a novas experiências e estão dispostos a insistir e investir algum tempo nessa adaptação, vão certamente ficar satisfeitos no final da jornada pois o Naga promete aumentos de performance incríveis durante aquelas guerras acesas entre a Horde e a Aliança.

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O Cloud based settings da Razer é, em todos os produtos, uma grande mais valia face à concorrência principalmente em periféricos como este, onde configurar 19 teclas é certamente uma grande trabalheira que só se gosta de ter uma vez. É óptimo poder trocar de sistema, viajar, formatar sem se ter de pensar sequer nas settings que poderíamos perder no percurso. É bom levar o rato e achar que estamos sempre em casa, e tudo se sente da mesma forma.

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A nível de sensor, tudo se encontra num patamar elevadíssima qualidade, tal como a maneira como tudo é construído e desenhado. A Razer tem elevado a fasquia de tal forma que tem tornado muito complicado à concorrência manter o mesmo ritmo, tanto nos periféricos como nas restantes apostas no mundo da informática, sejam elas tablets, notebooks, hi-fi, etc.

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Desde que recebemos a versão Molten que ficámos fascinados com tudo aquilo que podemos alcançar quando dominado o sistema de 19 teclas personalizáveis. Depois, com o tsunami dos MOBAs, chegou o Hex que, sendo um ligeiro desvio daquilo que sempre foi a linha Naga, acabou por surpreender com alguns pormenores deliciosos que decerto agradaram a muitos. Agora, a versão 2014 voltou a elevar a fasquia e a surpreender mesmo os que já não acreditavam em grandes melhorias num periférico que praticamente se tornou um “must have” para quem enfrenta desafios contínuos num MMORPG.

Conclusão

Porquê esperar mais? Se jogas MMOs ou RPGs, se sentes que necessitas de dois teclados para que tenhas o dobro das teclas em volta do teu WASD e se pensas que é impossível seres mais rápido com as tuas keybinds e macros é porque nunca experimentaste um Naga. O nosso conselho, como em todas as versões deste periférico, é de que invistam, se habituem e tirem partido do aumento de performance que o vosso rato vos oferece.

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No entanto, esta versão prometia bem mais do que aquilo que ofereceu. É sem sombra de dúvida um sólido upgrade mas num periférico onde já pouco há para melhorar, é natural que tais melhorias não sejam significativas e justifiquem um tamanho investimento, sendo a versão anterior igualmente competente. Para quem não tem e é adepto do tipo de jogos a que o Naga “ataca”, ainda vai a tempo de aumentar a performance in-game e, ao mesmo tempo, ter um rato brutal para utilização diária normal.

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O Bom:

Qualidade de construção irrepreensível
Ergonomia e performance
Settings na Cloud
Software bem trabalhado

O Mau:
Poucas melhorias
Preço elevado

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