Home Guias Guia de gestão de SSD

Os SSD são cada vez mais comuns e não há dúvida de que são algo fantástico. Para quem usa um HDD, o maior aumento de velocidade que irá notar vem de um upgrade para um SSD. Vai acelerar todos os processos que dependam do acesso ao disco, desde o boot, loading screens de jogos ao arranque do office, e quem diz office diz outras aplicações. O boost de velocidade será mais notável do que o de uma Nvidia Titan, na maioria dos processos.

Infelizmente ainda não são o substituto ideal, tem um custo por gigabyte muito elevado comparativa com o seu irmão mais velho. Começa a ser comum ver rigs equipadas com ambos os dispositivos. Recentemente surgiu a um colega, com um computador que se encaixa neste grupo, a dúvida que como gerir o espaço no computador dele, certamente não é o único e desta forma decidi partilhar um guia bastante útil que encontrei.

Este guia é da autoria do Chris Hoffman da pcworld que pode ser consultado na integra na hiperligação para o website.

Planear localizações

Em suma o teu SSD deverá conter os ficheiros de sistema do sistema operativo, os programas instalados e qualquer jogo.
O HDD deverá alojar os ficheiros multimédia, ficheiros de trabalho e ficheiros de uso pouco frequente.

Mover jogos e programas

Todos os programas que vamos usar frequentemente e que queiramos que sejam rápidos… Vão para o SSD.
Programas grandes e que raramente sejam usados vão encontrar a casa perfeita no HDD.
Quando se está instalar um programa é simples clicar no botão que diz “selecionar localização de instalação”, mover programas depois disso já é outra conversa.
Alguns são fáceis, p.e. podemos mover toda a nossa pasta da Steam para uma nova drive e correr o Steam.exe para a abrir. Mas, a maioria dos programas vai criar erros se se tentar arrastar as respetivas pastas para outra localização.
As alternativa: desinstalar e voltar a instalar ou usar symlinks.
Os simlinks permitem mover pastas e enganar o windows a pensar que o ficheiro está na localização original.
Vamos supor que temos um jogo em C:Game, move-se a pasta para D:Game e cria-se um symlink que aponta C:Game para D:Game. Quando algo (atalho, registo, etc) for procurar por C:Game, o sistema irá redirecionar para D:Game.

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Para isto usamos o comando mklink na cmd (win+r e escrever cmd funciona na perfeição), aconselho a correrem sempre a linha de comandos com privilégios de administrador. Se quisermos mover C:ex para D:ex, usamos o explorador para mover a pasta. Depois, corremos o comando mklink /d C:ex D:ex

Organizar pastas de sistema

As pastas de utilizador podem ser movidas facilmente. Para mover a pasta Videos do SSD (será a drive principal do sistema) para o HDD localiza-se a pasta, deverá estar em C:UsersNOME. Clicar com o botão direito do rato, selecionar propriedades, depois abrir o separador da localização e selecionar a nova localização. A pasta manterá a localização em C:UsersNOMEVideos, mas os seus conteúdos serão guardados numa outra drive. Este exemplo também se aplica para a pasta da Musica, Imagens, Documentos e Transferências.
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Também podemos escolher onde o Windows está instalado. Se estivermos a fazer uma instalação nova é simples e intuitivo. Se adquirirmos os SDD mais tarde pode-se mover o windows ou fazer backup de todos os nossos ficheiros e reinstalar tudo de novo.

Manter espaço livre

Como seria expectável os SDD perdem velocidade conforme os vamos preenchendo, isto deve-se ao facto de blocos parcialmente preenchidos terem uma velocidade de escrita menor que blocos vazios. É tentador preencher a drive, mas deve-se deixar espaço livre, cerca de 25%, para ter uma boa performance.
Deve-se libertar espaço regularmente para evitar desperdiçar as células de memória flash com lixo. Os updates de drivers da nvidia deixam pastas desnecessárias depois de serem instalados, que são apenas necessárias para reinstalar ou reparar o driver, estas ocupam cerca de 500MB de espaço que poderia ser melhor usado. Casos destes acumulam-se e rapidamente se perde espaço que poderia ser usado de melhor forma.
Ferramentas como o CCleaner pode ajudar, procurando ficheiros temporários desnecessários e apagando-os por nós. Entretanto com a WinDisStat podemos ter uma ideia da utilização que se está a dar ao espaço.

Reduzir escrita do SSD

Não é um mito que os SSD tem um número limitado de escritas. Parece assustador mas, na prática, não é assustador. Vão passar muitos anos até que consigas atingir o teto do número de escritas, este acontecimento é menos provável que a chegar a altura de comprar de um novo SSD.
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Pode-se reduzir o número de escritar não guardando ficheiros temporários no SSD, por exemplo, redirecionando a cache do browser, mas quando forem precisos o sistema vai ser mais lento.
Cabe ao utilizador escolher entre tempo de vida e performance, mas eu engoliria em seco este pequeno defeito e optaria pela segunda opção.

Não desfragmentes o teu SSD

Não. Não se pode, não se deve, apenas não. O “malabarismo” de bits da desfragmentação não vai aumentar a performance como num HDD, mas vai aumentar o número de escritas e reduzir o tempo de vida.
Supostamente as ferramentas de desfragmentação e os sistemas operativos devem recusar-se a desfragmentar um SSD, no entanto os mais antigos podem não reconhecer a diferença e tentar na mesma.
Mais vale prevenir que remediar e o melhor é não tentar.

Usa e abusa do TRIM

Muito brevemente, para escrever o SSD precisa de modificar um setor, tem de o ler, anotar os conteúdos, modificar os conteúdos, apagar o setor e escrever os conteúdos modificados. Isto leva tempo. Os sistemas operativos quando apagam dados geralmente marcam os dados e eliminam os ponteiros, mas os dados continuam lá… Quando apetecer ao sistema ele vai escrever por cima deste “espaço vazio”.
O comando TRIM diz ao SSD para apagar e consolidar células que não estão em uso, a escrita neste setores irá ser, futuramente, tão rápida quanto a primeira vez. Sem o TRIM a velocidade iria decair com o uso.
Desde o Windows 7 que esta opção está ativa por defeito, não funciona em versões anteriores e será necesário usar ferramenas de terceiros (Samsung’s SSD Magician ou Intel’s SSD Optimizer tools).
Para confirmar que o TRIM está a funcionar na cmd introduz-se o comando: fsutil behavior query disabledeletenotify. Se der “DisableDeleteNotify = 0” está tudo ok, caso contrário é melhor verificar se as drivers do SSD está atualizadas.
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É de evitar programas de optimização do SSD porque o sistema já usa o TRIM por defeito, e não há provas de que estas ferramentas funcionam.
As boas notícias é que os SSD estão a ficar maiores, mais baratos e com maior tempo de vida. Um dia não vamos de precisar de nos preocupar em gerir ficheiros entre dois tipos de drives.

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