Home Hardware Gigabyte P67A-UD4-B3

Há poucos meses, a Intel lançou para o mercado a sua última plataforma. De seu nome Sandy Bridge, processadores com uma imensa capacidade de overclock, a série K viu as suas motherboards serem revistas pelas marcas passado relativamente pouco tempo devido a um problema com os chipsets. Tais revisões já se encontram à venda nas lojas e foi-lhes dado o nome agregado de B3!
A Gigabyte, tal como todas as restantes marcas também recolheu todas as P67A-UD4 e devolveu ao mercado a revisão B3 da mesma motherboard, a P67A-UD4-B3 que temos o prazer de vos apresentar.

O mercado das motherboards é vasto. Existem muitas opções de valores distintos e nem sempre é fácil decidir na hora da compra. As especificações são praticamente iguais e muitas vezes só se consegue optar tendo como base uma preferência pessoal por alguma marca ou look do hardware. Porém, em termos de performance nem todas estão ao mesmo nível e, como é para isso que aqui estamos, vamos tentar esmiuçar este novo lançamento da Gigabyte para tentar clarificar as coisas!

Especificações

Embalagem e conteúdo

A embalagem que alberga a UD4-B3 revela características da marca já muito conhecidas. É de saltar à vista o facto da Gigabyte aproveitar literalmente todo o espaço disponivel para bombardear o utilizador com toda a tecnologia que o produto oferece. Destaque também para o símbolo que caracteriza a nova revisão juntamente com a série onde a motherboard se inclui. Alusão também à tecnologia Ultra Durable 3, à dupla camada de cobre do PCB, dual bios, etc.

Virando a caixa encontramos mais uma enorme quantidade de informação acerca do produto e toda a tecnologia que o acompanha com definições mais detalhadas em várias linguas.

Depois de aberta a caixa, saliente-se a preocupação da marca em chamar à atenção do consumidor para o tipo de socket com que este está a lidar enaltecendo o facto de ser 1155 e não 1156 e fazendo-o de uma forma bem visível com recurso a uma folha amarela e preta escrita em muitas línguas e muito antes de termos acesso à motherboard propriamente dita.

Já com esta beleza e os seus acessórios fora da caixa vemos que além da UD4, podemos contar com um par de autocolantes, um livro de instruções multi-linguistico, um adaptador SLI, uma backplate e 4 cabos SATA sendo que 2 deles possuem uma das extremidades a 90º para poder facultar ao utilizador uma melhor capacidade de arrumação no acto da montagem do sistema.

Em detalhe

A Gigabyte largou os típicos tons de azul claro contrastados com escuro e, demonstrando que quem trabalha na Gigabyte está muito atento ao mundo entusiasta que rodeia a marca, optou por utilizar tons escuros para dar vida a esta motherboard. O preto predominante em contraste com o cinzento escuro dos heatsinks e do mais claro dos condensadores cria um ambiente perfeito onde as inscrições a branco acentam maravilhosamente fazendo desta motherboard, na minha modesta opinião, uma das mais bonitas do mercado!

No entanto, é notório que a marca, mesmo perante tamanha mudança, quisesse manter as raízes do design “old school” e, de forma subtil, adicionou um pouco de azul escuro aos heatsinks conseguindo assim não descorar de todo o azul a que, durante tantos anos, nos tem vindo a habituar nas nossas benchtables.

Podendo apenas criar alguns transtornos na instalação de módulos de memória, a Gigabyte excedeu-se neste aspecto e contribui assim para melhorar esteticamente muitas caixas e muitos sistemas mundo fora.
A zona do socket da motherboard está, de certa forma, livre mas a existência dos condensadores torna a UD4 mais difícil de isolar para experiências e benchmark sub-zero. No entanto, tal problema não será grave pois os Sandy Bridge não requerem temperaturas muito baixas para atingir o topo da sua performance e, posto isso, as anfitriãs agradecem em conjunto com os overclockers o facto de não terem de ser sujeitas a extensas horas de isolamento.

Retirando o plástico de protecção do socket podemos vislumbrar todos os pinos que interagem o nosso processador com a motherboard e, verificando que tudo está em condições, voltamos a colocar a protecção para que nada de grave possa acontecer!!
Nas costas do socket podemos concluir que a Gigabyte teve o cuidado de manter a backplate e os parafusos sóbrios o suficiente para que possamos adaptar qualquer dissipador do mercado a este PCB.

A P67A-UD4-B3 suporta até 8GB de memória RAM até 2133MHz que devem ser instalados nas entradas que praticamente se camuflam nesta motherboard. A sua localização permite a instalação sem qualquer tipo de problemas de um sistema de refrigeração para as memórias escolhidas. A UD4-B3 tem 7 slots de expansão dos quais 2 deles são PCIe x16, 3 PCIe 1x e 2 PCI. Os PCIe x16 têm entre si espaço suficiente para que possamos ter duas placas gráficas que ocupam 2 slots de expansão ligadas em simultãneo e ainda sobrar 1 slot entre elas para uma melhoria em termos de refrigeração!

Já no fundo da motherboard podemos encontrar os pins que ligam as portas USB, placa de som e sata do painel I/O da nossa caixa à motherboard tal como os pins onde podemos ligar os interruptores e LEDs da mesma.
Como conectividade interna, a UD4 oferece 6 entradas SATA onde duas delas são de 6 Gb/s e as 4 restantes SATA2, todas elas controladas pelo chipset P67.

Como conectividade externa, a UD4 tem à nossa disposição as entradas da placa de som, 2 entradas eSATA3, oito entradas USB 2.0, duas entradas USB 3.0, LAN, audio digital e, por fim, uma entrada PS/2 para completar. Apesar de possuirmos tudo o que nessecitamos, a UD4 peca por não possuir entradas SATA a 6 Gb/s na sua traseira. Por outro lado, para os entusiastas, nem sempre uma motherboard cheia de gadgets e funcionalidades prova ser a melhor visto que a interacção de toda essa tecnologia pode criar alguns problemas e incompatibilidades que não acontecem em material mais simples.

A Gigabyte já nos tem vindo a habituar à sua tecnologia dual bios que nos garante um boot se as coisas correrem mal enquanto tentamos elevar a fasquia até novos limites! Com tal tecnologia, depois de 2 tentativas de boot falhadas, a UD4 recorre à segunda bios configurada por default para que possamos aceder à bios novamente e fazer as modificações necessárias para o que pretendemos. Com esta tecnologia, raramente necessitamos de recorrer ao Clear CMOS da motherboard.

As capacidades LAN e audio da UD4 são proporcionadas pela Realtek atraves do controlador Ethernet PCIe RTL8111E. Já a capacidade sonora desta motherboard deve-se ao CODEC ALC889 e é a razão pela qual encontramos um autocolante Dolby logo na abertura da caixa como demonstração de qualidade nesse aspecto!

O USB 3.0 é fornecido pelos já habituais controladores NEC/Renesas. O chipset revisto revela-se mais “green” e no que diz respeito a consumos é muito mais contigo que o anterior. O controlador Marvell 88SE9128-NAA2 está a cargo das entradas SATA 6 Gb/s e fornece funcionalidade às portas eSATA do painel I/O da motherboard. Provenientes da ITE, o IT8892E tem controlo sob os nossos PCIe e PCI enquanto o IT8728F monitoriza temperaturas, voltagens e controla as fans do CPU atraves da BIOS.

A Gigabyte, ao contrário de muitas outras marcas, mantém o aspecto da BIOS “old-school” em vez de aderir às novas EFI e, tratando-se de uma mera questão de gosto, cabe a cada um decidir se gosta ou não da opção da Gigabyte em relação a este conceito.
Posto isto, nada melhor do que correr alguns testes para vos dar a conhecer o potencial desta maravilha.

BIOS

A Gigabyte, tal como já referido, não implementou ainda a EFI BIOS e mantém a habitual aplicação. Pessoalmente, agradeço esse facto pois é algo a que já estava acostumado e sempre achei que as BIOS da Gigabyte eram “Old but Gold”.

Testes e resultados

Utilizando o sistema:

Motherboard: Gigabyte P67A-UD4-B3
Processador: i5 2500k @ 4.2
Memórias: Kingston HyperX Genesis 2133MHz 4GB
Placa gráfica: 2x Radeon HD4870
Disco: WD Raptor 36GB
Fonte de alimentação: OCZ ModXTream 500W

Desempenho geral

PCMark Vantage

3DMark Vantage

Desempenho de memória

SANDRA Memory Bandwidth

Desempenho de renderização

Cinebench R11.5

x264 HD V4.0

Desempenho em Compactação e Descompactação de Ficheiros

WinRAR

Jogos

Crysis 2

Para correr este benchmark usou-se o preset EXTREME sem qualquer modificação dos settings do mesmo.

Dirt 2

No caso de Dirt 2 foi utilizado o preset ULTRA também sem lhe efectuar qualquer tipo de modificação.

Todos os testes foram realizados com duas Radeon HD4870 que se portam lindamente e conseguem performances incríveis face a placas gráficas mais modernas. Sem que fosse a minha intenção, o teste levado a cabo utilizando o 3D Mark Vantage acabou até por valer mais de 5 pontos no hwbot! Lá que estas meninas adoram os PCIe da UD4-B3, isso é uma certeza!

Consumo

A UD4-B3 provou ser bastante eficiente demonstrando um consumo em idle de 137W e em full load, com as especificações acima indicadas, de 390W. A obtenção destes valores passou pela utilização do software Linx com instruções AVX a par com o MSI Kombustor.

Capacidade de overclock

A UD4-B3 demonstrou uma forte capacidade de overclock, conseguindo até agora tirar partido do máximo potencial dos Sandy Bridge que nos têm passado pelas mãos. O i5 2500K com que realizou os testes já atingiu os 5100MHz apesar da tensão necessária para subir o multiplicador de 50 para 51 tivesse sido demasiado elevada e, mesmo assim, não se mostrou capaz de correr testes 3D com a estabilidade necessária.

Conclusão

A Gigabyte P67A-UD4-B3 impressiona qualquer um à primeira vista. A Gigabyte fez sem dúvida alguma um trabalho impressionante no que diz respeito ao look e enquadramento da mesma. Uma motherboard de topo no que diz respeito à performance e é decerto focada em colocar sorrisos nas caras dos entusiastas. Esta UD4-B3 tem-nos vindo a acompanhar nos encontros que temos realizado e tem tido resultados muito positivos quer a ar, quer a água. Corre todos os softwares de benchmark suportando os 5000MHz do 2500K de serviço com pouco menos de 1.46v. Peca apenas por não ter Bluetooth, ao contrário de outras motherboards da mesma gama apesar de possuir software baseado nessa tecnologia.

Obviamente que não estamos a falar de uma motherboard topo de gama mas com toda a tecnologia que a Gigabyte nos proporciona através de inúmeros aplicativos a acompanhar esta UD4 e juntamente à performance demonstrada faz dela uma das melhores, senão a melhor opção tendo em conta o valor da mesma! Overclockers conhecidos mundialmente aconselham vivamente a UD4 visto terem conseguido óptimos resultados, melhores do que com motherboards de gama superior!

Os agradecimentos vão então para o Marco André que ajudou com alguma sabedoria e material. Um obrigado!

0 Comentários a este artigo
  1. Excelente review! Gosto bastante da qualidade dos materiais e de construção, além de que tem dos esquemas de cores mais porreiros, praticamente tudo escuro!

    Esperemos que a Giga lance as UEFIs para as suas mobos, para vermos do que são capazes.

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    • Olá Hugo Nogueira! Antes de mais, obrigado pela visita e por ler os nossos artigos. É sempre importante para nós receber feedback do trabalho realizado e, neste caso, ficamos muito contentes pelo facto do artigo lhe ter agradado!
      Muito obrigado também pelo incentivo à equipa e, em particular, a mim.
      Continue a visitar-nos!!

  5. Eu compreiiiiiii !!!
    E até o presente momento….animalesca !!!
    E olha que estou com um i3 2100……IMAGINA COM i5 !!!

    MOBO:GIGABYTE GA P67A-UD4-B3
    MEMO:KINGSTON HIPER – X – BLUE 1333 Mhz -DDR3 4G
    FONTE: OCZ – Stealth X Stream 2 700X
    VIDEO:GTX 460 1 GB DDR5 CICLONE – MSI
    WIN XP
    GAB,THERMALTAKE V5 BLACK ED.

  6. É sempre bom saber que há leitores a fazer boas escolhas quando investem num sistema. Esta motherboard é um bom exemplo disso! Parabéns pela aquisição Lendro, continue a visitar-nos!

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