Home Hardware Gigabyte 870A-UD3

Introdução

Existem muitas motherboards de diferentes fabricantes que usam chipsets iguais. Cada fabricante usa depois os seus componentes para melhorar a placa em si mas fará muita diferença?. Hoje temos na banca uma motherboard da Gigabyte que usa o chipset 870 da AMD. Uma vez que recentemente testámos uma placa da MSI que usava o mesmo chipset, vamos ver as diferenças entre as marcas.

Antes de continuarmos, vamos conhecer um pouco mais sobre o fabricante, a Gigabyte Technology.

A tecnologia está para lá das máquinas e circuitos. Representa as fundações da vida moderna e tornou-se parte integrante de como aprendemos e criamos com os outros num mundo interligado.
Com mais de 20 anos de experiência de produção, a GIGABYTE batalha para fornecer o mais recente tecnologia aos utilizadores de todo o globo. Como desenvolve, testa e produz uma vasta gama de produtos seguindo exigentes padrões ambientai e de qualidade.
A nossa reputação como pioneiros em inovação nas motherboards permitiu-nos diversificar a nossa gama de produtos de forma a incluir placas gráficas, portáteis, PCs de secretária, componentes de PC, telemóveis, soluções para servidor e datacenter, e mais.
A GIGABYTE foi fundada em 1986 num pequeno laboratório por quatro jovens engenheiros que queriam deixar a sua marca no mercado. A GIGABYTE continua dedicada à ideia central de melhorar a vida dos nossos utilizadores ao fabricar produtos de alto desempenho, fiáveis, e de excelente qualidade.

Embalagem, Conteúdo e Especificações

Pois bem, a motherboard chegou-nos despida, sem caixa, sem adereços, sem nada, só a motherboard. Mas posso assegurar-vos que isso não acontece quando a comprarem numa loja. Esta chegou-nos para testes e é por isso que não temos fotos nem da embalagem nem do conteúdo. Fica para uma próxima vez.

Estas são as características técnicas da placa:

Fotos

O layout apresentado pela Gigabyte é funcional. As conexões estão muito juntas e agrupadas por secções na placa. As quatro ligações para as ventoinhas estão espalhadas correctamente pela placa, duas na zona do processador e memórias e duas na zona das ligações SATA. A opção pelas cores azul e branco é já característica do fabricante (mas parece que algumas mudanças estão para acontecer).

A refrigeração dos chipsets está a cargo de dois dissipadores passivos, no entanto, o desenho destes é um pouco mais complexo dos que a MSI utilizou na sua motherboard, o que denota algum cuidado acrescido. Também o número de fases de alimentação utilizado aqui é diferente sendo este um sistema de 8+2. Apesar disso, a alimentação funciona em pares o que significa que, no fundo é um sistema de alimentação 5+1 mas em pares, o que aumenta a estabilidade e diminui o salto de uma fase para outra. Em termos de componentes, a Gigabyte tem uma política semelhante à MSI e usa materiais de elevada qualidade, porém com algumas diferenças. Isso está presente nos condensadores sólidos japoneses de alumínio, nos reguladores de tensão de baixo RDS(on), nas bobines de ferrite e no pcb com 2oz de cobre. Isto tudo faz parte do programa Ultra Durable 3 (na MSI seria o Military Class).

Close-ups

Na zona do processador encontram-se as fases de alimentação todas alinhadas, juntamente com os reguladores de tensão, conector de alimentação de 8 pinos (4+4) e ligação para a ventoinha do dissipador do processador. O espaço entre as slots de memória e o processador é muito pequeno, o que pode levar a alguns problemas com o dissipador do processador. O conector de 8 pinos poderia estar mais junto ao limite da placa.

As slots de memória estão agrupadas em AABB, característica das placas para plataforma AMD, ao contrário da maioria das motherboards para plataforma Intel que estão em ABAB. A motherboard permite instalar memórias DDR3 com velocidade até 1666 1866. Junto a estas slots temos os conectores de alimentação de 24 pinos (20+4), conector IDE e FDD. Hoje em dia já não é muito usual usar drive de disquetes mas é mais uma opção que existe. O mesmo não posso dizer para o conector IDE porque ainda há muitas pessoas (overclockers) que preferem usar drives IDE pois dizem que ganham mais com isso. Ao lado, mais um conector de ventoinha.

Oito portas SATA, das quais seis são SATA3 e duas são SATA2. Há imensa expansibilidade, armazenamento de por… filmes que nunca mais acaba. Só é pena não haver pelo menos duas portas SATA3 a 90º. Mais um conector de ventoinhas…

…e mais outro conector de ventoinhas. São quatro no total, o que permite haver ventilação suficiente para manter o sistema todo a uma temperatura agradável. A MSI só tinha três… Logo ao lado, o conector do painel frontal, com a ligação de power, reset, etc. À esquerda, as ligações USB frontais. Sim, ficaram desfocadas, mas estão a reparar ali nas palavras DualBIOS? Mais informação daqui a pouco.

Por fim o conector COM e o LPT. E se virem com atenção, entre as duas slots PCI está um conector lilás. É a ligação IEEE 1394, habitualmente conhecido por Firewire. Estranho sítio para colocar um conector.

E por falar em slots PCI… Existem sete no total: duas PCI-e 1x, duas PCI-e 16x (a segunda funciona a 4x quando em Crossfire) e três PCI. Mais em baixo, os conectores CD-in e SPDIF-in.

O painel I/O é muito rico em opções. Temos a ligação PS/2 oito portas USB 2.0, duas portas USB 3.0, Optical SPDIF-out, coaxial S/PDIF out, portas Firewire e Firewire mini, duas portas eSATA, uma porta de rede e finalmente as ligações de audio.

Chips

Chip Gigabyte SATA2, adivinhem o que controla? Exactamente, as portas SATA2. As portas SATA3 estão a cargo do southbridge 850 da AMD.

O chip NEC controla as portas USB 3.0 traseiras. As restantes ligações USB 2.0 são controladas pelo chipset 870 da AMD.

Aqui estão dois chips Realtek (esquerda e centro) que controlam o audio e porta de rede. À direita está o chip ITE IT8720F que tem uma função semelhante ao chip Fintek da MSI, monitorizar temperaturas e velocidade de até cinco ventoinhas.

DualBIOS, tal como o nome indica, é a capacidade de ter duas BIOS. E isto serve para quê? Assinalado com M_BIOS fica a BIOS principal e assinalado com B_BIOS fica a BIOS de reserva. Se, por alguma razão, a BIOS principal falhar, é possível recuperar a BIOS de fábrica recorrendo à BIOS de reserva. Uma mais valia que a Gigabyte inclui em praticamente todas as suas motherboards e já em algumas placas gráficas.

Os dissipadores dos chipsets tem uma configuração passiva, no entanto, apresentam uma robustez muito maior que os da MSI.

A pilha da bateria está situada num sítio pouco acessível quando instalada uma placa gráfica e, uma vez que o chipset não permite usar a motherboard sem placa gráfica, isto acontece sempre. Ou seja, sítio infeliz, mas mudar a pilha não é uma coisa que se faça todos os dias.

BIOS

Painel principal. Daqui tem-se acesso a todos os outros menus.

MB Intelligent Tweaker (MIT), este é o menu que mais interessa aos overclockers.

Standard CMOS Features

Advanced BIOS Features

Integrated Peripherals

Power Management Setup

PC Health Status

Testes…

O sistema usado foi o seguinte:
AMD Athlon II X3 435 / Phenom II X6 1090T
GSkill Ripjaws F3-12800CL9D-4GBRL 2x2Gb 1.5V DDR3 1600
Gigabyte Radeon HD5870 1GB
Kingston SSDNow V+100 64GB
MSI 870A-G54
GIGABYTE 870A-UD3

Corro cada teste sete vezes e aponto todos os resultados. Elimino o valor mais alto e o mais baixo e faço a média com os restantes cinco. Esse é o valor final. Se houver valores muito altos ou muito baixos, repito os testes outra vez. Se se verificarem, isso é assinalado. Entre cada sequência de testes faço um boot à máquina.

AIDA64 Extreme Edition

Não existe um vencedor claro. Nuns testes a Gigabyte leva vantagem, noutros a MSI. E isto acontece tanto para o X6 como para o X3. Continuemos…

Super Pi

Com o X6 a Gigabyte não conseguiu fazer melhor, mas com o X3 o caso muda de figura.

WinRAR

Outra vez o mesmo, o X6 a portar-se melhor com a MSI e o X3 com a Gigabyte, se bem que muito levemente…

CrystalDisk Mark

No geral diria que a Gigabyte se portou melhor, mas as diferenças são muito pequenas. Porém, o X6 já se mostrou mais combativo na Gigabyte.

Photoshop

Aqui foi clara a superioridade da Gigabyte.

x264 HD

Outra vez tudo muito igual… Temos de ter em conta que a maioria dos componentes é a mesma.

Cinebench 11.5

Mais do mesmo… Tudo igual.

PassMark

A Gigabyte esteve melhor com o X6 do que com o X3, mas as diferenças foram pequenas.

PCMark Vantage

Igual ao anterior.

3DMark Vantage

Aqui esteve melhor a Gigabyte, mas com pequena margem.

Unigine

Tudo igual outra vez…

The Last Remnant

O X6 teve um comportamento um pouco aquém do esperado. O X3 superou a prestação atingida com a MSI.

Resident Evil 5

E aqui o X6 já voltou em força.

Overclock

Com o X6 atingiu-se os 3680Mhz e com o X3 atingiu-se os 3408Mhz, isto sem mexer na voltagem. Isto traduz-se num overclock na ordem dos 15% para o X6 e 18% para o X3. Estes valores tiveram de ser ajustados na BIOS e testados várias vezes com boots sucessivos. Na MSI é só usar o OC Dial…

Conclusão

A Gigabyte é uma marca bastante conhecida e respeitada no mundo informático. Quando falamos da Gigabyte temos logo de falar em qualidade e fiabilidade. Um produto fabricado por esta marca normalmente é feito para durar muito tempo. E esta motherboard não é excepção. Tem uma qualidade muito boa, os materiais e os componentes que aqui encontramos são de elevada qualidade o que proporciona uma estabilidade muito grande ao longo de muito tempo. Sem querer ser uma placa com grandes aspirações, aguenta-se muito bem em todos os campos. Ao contrário da placa da MSI, encontramos aqui todas as soluções que podemos imaginar: portas USB 2.0 e 3.0, SATA2 e SATA3, eSATA, Firewire e inclusive ligações mais antigas como o FDD e IDE, tem de tudo para não faltar nada, nunca. No entanto, muitas vezes esses extras não serão muito necessários e o facto de os ter só vai encarecer o produto. Nesse aspecto, a placa da MSI é mais contida e isso traduz-se no preço que é mais baixo comparando com a placa da Gigabyte. Por outro lado, o facto de não apresentar muitos recursos virados para overclock, como existe na placa da MSI, não me surpreende nem estranho. Esta não é de todo uma motherboard virada para grandes overclocks, apesar de ser possível fazer grandes feitos com ela. Aliás, até se alcançou um overclock mais elevado com esta placa do que com a da MSI. No entanto, é preciso perder mais tempo na BIOS (e saber mexer) para se atingir um bom valor, coisa que é muito mais simplificada pela MSI.

Resumindo, este é um excelente produto da Gigabyte, repleto de opções, feito para durar anos e anos e que sabe bem em que segmento do mercado se insere. É melhor que a 870A-G54? No geral, não é melhor, mas também não é pior. Tem alguns resultados melhores e outros piores mas é muito mais flexível na sua utilização, serve para tudo.

Resta-me agradecer à Gigabyte por nos ter cedido este exemplar para testarmos.

0 Comentários a este artigo
  1. Nice! Uma pergunta, ali a zona de alimentação do CPU não se queixa quando puxas pelo 1090T? Sem dissipadores ainda deve aquecer um pouco 🙂 Já agora para overclock na Gigabyte tens o EasyTune 6!

  2. @marco, não notei nada de anormal.

    apesar de ter o EasyTune, sempre que aplico um overclock tenho de reiniciar a máquina. com o OC Dial da MSI não era preciso, bastava rodar o botão e a velocidade do BUS aumentava logo, sem ser necessário fazer boot. muito prático. pena a moterboard em si não ser efectivamente virada para o overclock. Se a Gigabyte tivesse colocado qualquer tipo de opção semelhante era 5 estrelas na hora!

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