Home Periféricos Headphones Corsair Vengeance 1300

Introdução

Hoje temos connosco os auscultadores Corsair Vengeance 1300, estes fazem parte da recente série gaming Vengeance da Corsair.

Esta é uma marca com provas dadas em praticamente todo o hardware que desenvolve, mas e periféricos? A marca decidiu expandir o seu reportório de material informático e lançou-se em áreas inexploradas por esta,  com a série Vengeance, que conta com 2 auscultadores (Vengeance 1300 e 1500), 2 teclados (Vengeance K60 e K90) e 2 ratos (Vengeance M60 e M90).

Contudo em termos de auscultadores não se pode dizer que estes Vengeance 1300 tenham sido realmente os primeiros, já que antes a Corsair já tinha lançado os Corsair Gaming HS1. E é precisamente destes que a marca parece ter feito uma evolução, ambos com um aspeto e características similares, vamos hoje aqui ver o que destaca os Vengeance 1300 do resto do mercado.

Eis o que a marca apregoa, e a seu tempo vamos comentar:

  • Drivers de 50mm de alta performance, asseguram uma audição precisa ao longo da gama de frequências
  • Baffle(moldura onde estão montados os drivers) e geometria otimizados, sintonizados para efeitos de som surround mais precisos
  • Auricular Circumaural e fechado, rodeia a orelha para um conforto ótimo, e vedação do som externo
  • Earpads trocáveis de memory-foam, espuma que se adapta à forma da cabeça aumentando o conforto para longos períodos de uso
  •  Microfone unidirecional com cancelamento de ruído, os seus colegas de equipa vão ouvi-lo melhor e com mais clareza
  • Ligação analógica de 3.5 mm, compatível com placas de som de alta qualidade e leitores de música portáteis
  • Aspeto agressivo, um estilo único que se destaca numa multidão

Como já dissemos estes auscultadores fazem par com os 1500 nesta série Vengeance, sendo a diferença entre estes feita pelo tipo de ligação, embora sejam ambos auscultadores estéreo de 2.0. Os Vengeance 1300 possuem uma ligação analógica e portanto não possuem placa de som incorporada, logo necessitam de uma placa de som dedicada, e a Corsair faz questão de frisar bem este aspeto, para tirar partido da toda a qualidade que estes são capazes de oferecer é aconselhada uma boa placa de som para alimentar os grandes drivers de 50 mm que apenas agora parecem estar a ficar mais difundidos no mercado de auscultadores para PC. Já os Vengeance 1500 têm uma ligação USB que faz a comunicação com a placa de som incorporada no comando de controlo.

 

Embalagem e Conteúdo

A Corsair optou por um design limpo e escuro na caixa, que acompanha a aparência distinta dos auscultadores no seu interior, e o slogan escolhido pela marca para este modelo foi “Gaming intenso com qualidade para audiófilos”. Podemos ver apenas o lado direito dos auscultadores através de uma pequena janela plástica na caixa, e atrás temos a descrição das características chave em várias línguas.

Mais uma vez a aparência deste modelo e dos 1500 é similar até na caixa, sendo a combinação de cores da caixa preto e amarelo para os Vengeance 1300, e preto e azul para os Vengeance 1500, portanto atenção quando forem fazer a escolha.

Passando ao conteúdo devo dizer que achei um pouco estranha a falta de interesse da marca no interior da caixa, sendo o material onde estão encaixados os auscultadores constituído apenas por cartão com textura onde estes estão apenas seguros por uma patilha, também de cartão, e fita-cola. Não me parece que este tipo de embalagem seja muito resistente aos maus tratos que algumas vezes podemos observar por empresas de transporte.

Outra coisa que achei ainda mais estranha foi a falta de algum tipo de extra, por exemplo bolsa de transporte, um adaptador de 3.5mm para 6.3mm, earpads suplentes de outro material, ou outro extra. Penso que os 2 primeiros eram completamente justificáveis dado o preço pago por este periférico e dado a insistência da marca num uso com placas de som de qualidade. A única razão que me ocorre para estas falhas é o interesse da marca em manter o preço de venda baixo, mas como mesmo no preço este headset não se destaca  assim tanto de outros headsets também desta gama vamos esperar que o trunfo esteja na qualidade de som.

O headset em si de aspeto não dececiona, (pessoalmente) é extremamente apelativo, com um desenho limpo e cuidado, onde as cores usadas foram o preto e cinzento e uma fita azul a rodear os auriculares. Este apresenta também um peso considerável, um que não assusta ao pegar claro, mas que dá uma sensação de confiança no material.

A banda que suporta os auriculares é bastante almofadada, tanto no interior como no exterior, seguindo para umas peças de plástico polido que fazem a ligação com a fita, também plástica com linhas que auxiliam um ajuste equivalente em ambos os lados. O ajuste em altura dos auscultadores apresenta um movimento rígido o suficiente para não causar movimentos indesejados. Uma particularidade da banda é a sua forma, esta faz um ligeiro ângulo entre o plano central do headset e a zona de contacto com a cabeça, o que isto permite é uma melhor distribuição da força aplicada no crânio devido ao peso, resultando num maior conforto.

Se formos descendo acabamos por chegar á parte importante, os auriculares. Com o seu tamanho realmente enorme estes alojam um driver de 50 mm em cada lado, apresentam um desenho côncavo fechado, e com um diâmetro suficiente para não tocar nas orelhas, levando assim mais uma vez a um maior conforto em uso prolongado. O interior dos auriculares também tem particularidades importantes, a sua geometria  permite um melhor alinhamento com o canal auditivo, o que resulta num posicionamento espacial da origem do som mais preciso e diminuição do cansaço sentido depois de muitas horas de uso.

Para o isolamento e contacto do headset com a pele foi escolhido um material conhecido por Faux leather, uma espécie de couro sintético. Apesar deste não ser tão confortável como o material usado por exemplo nos Vengeance 1500, consegue bloquear de uma maneira mais eficaz o som em ambos os sentidos, não vai ouvir tanto o ruído exterior, nem as pessoas a sua volta vão ouvir tanto o que está a ouvir.

O micro infelizmente não é amovível, no entanto pode ser rodado ficando paralelo ao auricular esquerdo numa posição onde não incomoda.

Para terminar a descrição temos a consola de controlo, esta fica situada a cerca de um metro de fio ligado ao auricular esquerdo e tem um tamanho suficiente para ser agarrada confortavelmente, tendo mais espaço do que aquele necessário para o switch que liga ou desliga o micro, e para a roda dentada que controla o volume, o controlo que conseguimos ter com esta é também satisfatório.

 

Utilização

Sistema de testes:

  • SO: Windows 7 SP1 x64
  • Motherboard: Asus P8P67 RevB3
  • Processador: i5 2500K @ 4.2 MHz
  • Memórias: GSkill Ripjaws-X PC3-12800 1600 MHz 8GB
  • Placa gráfica: NVidia GeForce GTX 460
  • Placa de som: Asus Xonar DX
  • Disco: Western Digital 500 GB 7200 rpm
  • Fonte de alimentação: Corsair TX 750W

Depois de uma longa descrição chegou o esperado teste, muitas das características apontam para um conforto muito grande mesmo depois de muitas horas de uso continuo.

Música

O primeiro teste feito foi com música, e logo aqui o Vengeance 1300 deixou me com algumas opiniões contraditórias. Em músicas onde esperava uns graves profundos que fizessem vibrar os auriculares estes não se fizeram sentir, no entanto não quer dizer que não estivessem lá de todo. No entanto quando passei músicas com registos mais altos, com um som mais envolvente recorrendo a médios e agudos, fiquei agradavelmente surpreendido, o som é realmente limpo e distinto, não existe uma sobreposição de sons que distorça a música.

Sendo estes uns auscultadores desenhados para audiófilos segundo a descrição da Corsair, fiquei intrigado com a falta de sons mais graves, mas depois de uma leitura eis que a Corsair deu a explicação. Segundo a marca muitos headphones usam uma equalização configurada diretamente nos altifalantes chamada de “double hump”, o que isto faz é intensificar os graves e os agudos nos limites das frequências, tornando assim o “primeiro contacto” da pessoa mais espetacular, apesar de enganador, um exemplo alternativo seria olharem para um monitor com um contraste exagerado, onde ficamos com a impressão deste ter umas cores fantásticas, quando na verdade são forçadas e escondem muitos detalhes que podem ser importantes na imagem. Com este headset o fator “Wow!” não foi imediato porque de início escolhi uma música com bastantes graves.

A Corsair acrescenta que é realmente possível ter graves mais profundos sendo apenas necessário alguns tweaks no equalizador, e certamente depois de um equalizador ajustado ao tipo de música eis que os Vengeance 1300 mostram tudo o que são capazes, conseguem estar a vontade nas frequências baixas embora pessoalmente ache que o ponto alto destes são mesmo as frequências altas com vocais limpos onde a vontade que temos é ir aumentando o som para se ouvir cada vez mais pormenores da música.

Filmes

Como já foi referido atrás os Vengeance são capazes de reproduzir sons de frequência média e alta de uma maneira muito capaz e com grande separação, assim sendo os diálogos em qualquer película nunca serão confundidos com os pormenores fantásticos que estes conseguem revelar. Contudo a sensação de espetacularidade de explosões é completamente ultrapassada por uma de vidros a partir, por exemplo. Isto porque como referi não noto uma presença suficiente de graves, quando comparada com os agudos cristalinos.

Jogos

O testes em jogos como Skyrim, Battlefield 3 e League of Legends acompanham a tendência referida nos pontos anteriores. A distinção entre vários sons foi clara, a origem espacial destes foi suficientemente esclarecedora embora nada demasiado notório. É possível tambem uma imersão bastante boa em jogos com um ambiente estilo Skyrim com vários sons de diferentes direções, e em jogos como League of Legends foi possível ter conversas claras com os colegas de equipa mesmo com o som do jogo num volume normal.

Microfone

O microfone consegue fazer uma captura satisfatória da voz, no entanto se não fosse a Corsair a afirmar que este consegue realizar um cancelamento de ruído de fundo eu não diria que o microfone tinha esta capacidade. Comecei por testar o micro com o volume de captura no máximo, e nesta situação as pessoas queixaram-se que me conseguiam ouvir a escrever no teclado. No entanto se baixar o volume de captura para metade continuo a ser bem ouvido e o ruído de fundo baixa consideravelmente.

Conforto

O conforto deste headset é digno de referência, o facto de estes não exercerem pressão na cartilagem das orelhas ajuda a um uso prolongado, sendo que o único ponto de algum desconforto é mesmo a zona onde a banda assenta, não pela falta de acolchoamento desta que é mais do que suficiente, mas como foi referido este headset consegue ter um peso considerável. O facto de a banda descrever um ângulo com o centro dos auscultadores também exige que a pessoa se habitue e posicioná-los de forma diferente da tradicional na cabeça. Achei também que estes apertavam um pouco demais a cabeça, mas isto pode ser por serem novos e não terem tido nenhum uso ainda, e vai depender do tamanho da cabeça de cada pessoa.

 

Conclusão

A Corsair trouxe-nos os Vengeance 1300, o sucessor do primeiro headset da marca, Corsair Gaming HS1, prometendo qualidade de som digna de audiófilos. Esta marca tem muitas provas dadas em outras áreas, no entanto em periféricos de gaming esta série Vengeance foi a verdadeira estreia.

A primeira experiência não me deixou boquiaberto, no entanto aceito a explicação que a Corsair deu para este facto e realmente este headset tem uma resposta muito positiva à personalização do equalizador e isto pode certamente agradar a audiófilos. Com estes ajustes é possível obter agudos limpos, descobrir detalhes que não sabíamos que existiam em músicas, filmes e jogos, e ouvir diálogos como se estes se passassem á nossa frente. Já para aquelas músicas com batidas fortes ou explosões em filmes e jogos, os graves não se fizeram sentir tanto como esperava mesmo depois de uma compensação no equalizador.

Sendo este um headset dedicado a gaming outro ponto importante é a localização espacial e separação dos sons, nesta área os Vengeance 1300 estão à vontade assim como prometiam as várias tecnologias referidas pela Corsair.

Em última análise temos então uns auscultadores dignos da marca Corsair mas com espaço para melhoramento numa futura série.

O bom:

  • Agudos e médios limpos e cristalinos
  • Confortáveis em uso prolongado
  • Boa qualidade de construção
  • Fio comprido
  • Controlo de volume e corte do microfone

O mau:

  • Ineficiência no cancelamento de ruído no microfone
  • Microfone não removível
  • Falta de extras

 

Agradeço à Corsair por ter fornecido o modelo testado. E atribuo uma pontuação final de 7, apesar de todos os pontos positivos, ainda é possível trabalhar para melhorar este headset ao nível que podemos ver noutras marcas habituais nestas andanças.

0 Comentários a este artigo
    • Outdoor como quem diz em andamento não diria porque são um pouco pesados, e com as passadas eram capaz de sair do sítio. Mas sim são uns bons auscultadores, e não é difícil que a próxima versão da Corsair seja ainda melhor!
      Obrigado 🙂

  1. […] Dentro desses novos produtos na qual a Corsair agora também aposta, encontra-se a série Vengeance que inclui, entre outros, o rato M60 que será aqui analisado. A série Vengeance destaca-se por ser uma linha de produtos virados essencialmente para o jogador. Assim, a Corsair decidiu apostar nos três tipos de periféricos que mais utilidade terão para os jogadores: rato, teclado e headset. Alguns desses periféricos já foram aqui analisados pela equipa do Lilireviews, nomeadamente o teclado Vengeance K60 e o headset Vengeance 1300. […]

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